17 universidades são fiscalizadas e censuradas por atos em defesa da democracia

 
Jornal GGN – A Justiça Eleitoral já fiscalizou e censurou eventos e materiais em defesa da democracia e contra a ameaça de fascismo em ao menos 17 universidades em 9 estados, segundo informações divulgada pelo jornal O Globo nesta sexta (26).
 
Segundo a reportagem, em um dos casos, na Universidade Estadual da Paraíba, o juiz chegou a se valer de uma denúncia anônima para autorizar a entrada de fiscais. Os relatos dão conta de que agentes do Tribunal Regional Eleitoral e da Polícia Federal abordaram professores em busca de dados pessoais, fizeram perguntas sobre o que estavam abordando em aula e teriam, inclusive, entrado nas salas durante a atividade dos docentes. 
 
O juiz Horário Ferreira de Melo Júnior disse ao Globo que a ação era para “proibir o uso do espaço público (…) para fazer política partidária.” Ele não comentou em favor de quem seria esta ação e negou fiscais em salas de aula.
 
O Globo diz que os professores produziram materiais em defesa da democracia e da liberdade de ensino e pesquisa, sem citar nenhum candidato ou partido.
 
Na Universidade Federal Fluminense, o diretor da Faculdade de Direito recebeu um aviso de que seria preso por desacato e responderia criminalmente se não mandasse retirar uma nova bandeira antifascismo hasteada pelos estudantes.
 
A magistrada do caso entendeu que a instituição fazia propaganda negativa para o candidato Jair Bolsonaro, segundo informações da Agência Brasil. O direito cumpriu a determinação e informou que solicitou a suspensão das manifestações no campus.
 
No Rio Grande do Sul, ainda nesta semana, houve proibição de um evento em favor da democracia que aguardava a presença de Tarso Genro, Guilherme Boulos e outras lideranças. A Justiça Eleitoral entendeu que se tratava de evento em favor do PT.
 
Segundo O Globo, as ações dos Tribunais eleitorais contra as universidades já ocorreram no Rio, Paraíba. Pará, Minas Gerais, Ceará, Bahia, Rio Grande do Sul. Goiás e Mato Grosso do Sul. Os tribunais e juízes que responderam à reportagem informaram que estavam cumprindo a legislação eleitoral.

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