A desinformação antes da Copa e nas eleições, por Ricardo Melo

Da Folha

 
Se com a Copa foi assim, imagine doravante, quando está em jogo o cargo mais importante da República
 
Ricardo Melo
 
Poucas vezes viu-se tamanha desinformação como antes desta Copa. A previsão era dantesca. Caos nos aeroportos, estádios incompletos, gramados incapazes de abrigar jogos de várzea, tumulto, convulsões sociais, epidemias. Os profetas do caos capricharam: alguns apostaram que as arenas só ficariam prontas após 2030. Só faltou pedirem à população que estocasse alimentos em face da catástrofe.
 
Diante de um cenário diametralmente oposto, os mensageiros do apocalipse ensaiam explicações. A principal é a de que a alegria do povo brasileiro suplantou a penca de problemas que estava aí, a olhos vistos, e ninguém queria enxergar. Desculpa esfarrapada.
 
Se é inquestionável que os brasileiros têm uma tradição amistosa, ela por si só não ergue estádios decentes, melhora aeroportos, acomoda milhares de turistas e garante acesso aos locais das partidas. Problemas? Claro que houve, mas infinitamente menores do que os martelados pela imprensa em geral. Muita gente mentiu, ou, no mínimo, não falou toda a verdade –o que em geral dá no mesmo.

 
Durante um tempo quase infinito, os brasileiros foram vítimas de uma carga brutal de notícias irreais. Se tudo estava tão atrasado e fora dos planos, como a Copa acontece sem contratempos maiores do que os de outros eventos do gênero? Talvez o maior legado deste choque entre fantasia e realidade seja o de que, acima de tudo, cumpre sempre duvidar de certas afirmações repetidas como algo consumado.
 
A profusão de instrumentos de informação atual, ainda bem, oferece inúmeras alternativas para que opiniões travestidas de certezas sejam postas à prova. Mais do que nunca, desconfiar do que se ouve, assiste e lê é o melhor caminho para tentar, ao menos, aproximar-se do que é real.
 
No final das contas, é bom que essa distância entre versão e fato tenha ficado escancarada num ano eleitoral. Se com a Copa foi assim, imagine doravante, quando está em jogo o cargo mais importante da República. A enxurrada de algarismos para mostrar um país à beira do abismo ocupa boa parte do noticiário “mainstream”. Na outra ponta, estatísticas de toda sorte surgem para falar o inverso. Quem tem razão?
 
Nessa hora, o decisivo é avaliar como está a vida do próprio cidadão e como ela pode ficar se vingar a proposta de cada candidato. O mais difícil, como sempre, é descobrir se estes têm coragem de dizer o que realmente pretendem realizar.
 
ME SUGA QUE EU TE SUGO
 
O ciclo de convenções partidárias dá uma ideia do nível da campanha pela frente. A convenção do PSB de Campos e Marina elegeu como lema tirar o país do “atoleiro”. Antes disso, porém, seria preciso tentar resgatar a própria legenda do lodaçal. Anunciado como terceira via, o acordo entre Campos e Marina até agora não exibiu nada de diferente da velha política que dizia combater. Mas suas alianças país afora parecem autoexplicativas.
 
Já a convenção estadual paulista do PSDB seria apenas cômica, não fosse ainda mais cômica. O ponto alto, se é que houve algum, foi o discurso do candidato à Presidência Aécio Neves. Ao se referir ao PT, ele disse: “Infelizmente, a vitória para eles não significou apenas uma oportunidade de exercer uma proposta de poder mas a possibilidade de ascensão econômica.”
 
O impressionante é que ele não ficou sequer ruborizado, embora seu partido acoberte pessoas como Robson Marinho, para citar apenas São Paulo, e outros tantos que enriqueceram na base da rapinagem do dinheiro do povo. Bem, tudo se pode esperar de quem outro dia recomendou a eventuais futuros aliados hoje no governo federal: “Vão sugar um pouco mais. Façam isso mesmo: suguem mais um pouquinho e depois venham para o nosso lado”. De preferência com a mala cheia.

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17 comentários

    • E o desejo continua, caro

      E o desejo continua, caro Daniel… Já substituiram o “Não Vai Ter Copa” pelo “Não Vai Ter Hexa”… coisa que, acontecendo, dará a liga para voltar a desancar a Copa. Torcem desesperadamente pela eliminação precoce do Brasil para tentar justificar em campo, as mentiras que plantaram fora dele. Canalhas, comandados pelo maior deles, o Dr. Otavinho, dono do consórcio Folha/Datafolha?UOL… 

    • O nome disso é terrorismo

      Daniel,

      Acho o que fizeram de tanta gravidade que não se podem caracterizar tais ações como desejos, erros ou pecados. Tampouco pode se falar em jornalismo.

      Outro dia o Assis postou um comentário em que abordava sobre a falta de tipificação para essas condutas ou coisa do gênero. Concordo com ele que nossas leis são amenas ou imprecisas para coibir esse tipo de terrorismo.

      É óbvio que não se quer tolher a liberdade de imprensa ou de expressão, nem inibir a crítica, a denúncia, mas essa gente foi longe demais. Notadamente quando se constata que a prática deletéria se utilizou de concessão pública.

      Isso não deveria ficar apenas no “pecamos”. Assim é mole.

      O país e seu povo foram vilipendiados. Atacaram de todas as formas a cultura, a honra, a beleza do povo brasileiro e ensejaram prejuízos financeiros a inúmeras áreas do comércio e do turismo como bem denunciou Hildegard Angel  em seu artigo:  “‘Arautos do Pânico’ anti Copa deveriam ressarcir os prejuízos causados à nossa economia”.

      Acho que esse assunto ainda não se esgotou e nem deve. Não se pode aceitar essa campanha deletéria como nascida na imprensa estrangeira. Essa não cola.

      O fato de sermos um povo pacífico, tolerante e cordato não dá direito a essa gente de nos atacar como fizeram.

  1. O pior que quase acredito
    Quase acreditei em vc Ricardo e no que falou.
    – “Vao la para o lado do PT e na alianca da Governabilidade SUGA =ROUBE e traga a mala de dinheiro para nos.”
    Quase pq vc nao falou do pessimismo do brasileiros.
    Onde estava a folha?
    Nunca esqueca o prato que come. A folha.

  2. Os malefícios do PIG são

    Os malefícios do PIG são imensuráveis. Basta quinze dias de trégua dos golpistas e o Brasil real, não rancoroso, se apresenta de corpo inteiro. Minar a nossa confiança e gerar discórdias servem aos interesses de quem quer um País subjugado e servil aos organismos internacionais. Outra vez. No plano real ressaltam as realizações de um lado  –  que não podem mais serem escondidas – e a inveja do outro. 

  3. O principal legado da Copa: a
    O principal legado da Copa: a desmoralização da mídia familiar-corporativa, formadora do Pig, e o sorriso amarelo dos coxinhas

  4. Melhor frase do texto

    Acredito que esta tenha sido a melhor frase do texto: “Mais do que nunca, desconfiar do que se ouve, assiste e lê é o melhor caminho para tentar, ao menos, aproximar-se do que é real.”

  5. Medo é medo.

    O medo realmente era enorme, para se ter noção, a Casa Fiat aqui em BH, recem inaugurada onde era o Palácio dos Despachos (sede do governo Estadual), vizinho do Palácio da Liberdade, em frente à sede do QG da Polícia Militar, praticamente na Praça da Liberdade, está com usa frente coberta de tapumes contra ação de vândalos. Agora imaginar vândalos agindo em frente ao QG da PM pode parecer exagero, não fosse flanelinhas agirem livre e impunemente no local.

  6. Quando esgotarem o repertório

    Quando esgotarem o repertório de desculpas esfarrapadas, apelarão para a eterna função do “jornalismo”… a de não estar comprometido com nenhum Governo (só os Federais, of course, quando não ocupado pelo PSDB…). E dirão que a Copa só foi a Copa das Copas graças a eles… que através de suas mentiras e previsões catastróficas forçaram o Governo a fazer a sua parte. Na verdade a Folha/UOL/Datafolha, comandada pelo Nero da Barão de Limeira, ainda não desistiu… Alguem que não entenda de futebol e não esteja acompanhando a Copa pela TV, poderá pensar, se acompanhar o UOL,  que deu tudo errado mesmo. É uma tentativa de explosão de bomba aqui, um possível atentado contra a Presidenta ali, assaltos nos entornos, brigas de torcidas, falta de comida nos Estádios, filas longas para entrar, enfim… ainda não desistiram. Olho! 

  7. A desinformação antes da Copa e nas eleições, por Ricardo Melo

    Só um exemplo…

    Humberto Dantas. do ESTADO

    segunda-feira 30/06/14

     

    Aeroportos são como salas de recepção. Belos prédios, funcionais, fáceis e atrativos demonstram cidades sérias. Claro que não são capazes de explicar tudo, mas é como aquele restaurante que tem o banheiro limpo, cheiroso e bonito. Dá a sensação de que chegamos a um lugar decente. Infelizmente São Paulo tem o aeroporto que merece. Falo […]

    Aeroportos são como salas de recepção. Belos prédios, funcionais, fáceis e atrativos demonstram cidades sérias. Claro que não são capazes de explicar tudo, mas é como aquele restaurante que tem o banheiro limpo, cheiroso e bonito. Dá a sensação de que chegamos a um lugar decente. Infelizmente São Paulo tem o aeroporto que merece. Falo especificamente de Cumbica. Um local velho, carcomido pelo uso e absolutamente parado no tempo. O terminal 4 é um puxadinho. Os terminais 1 e 2 são tremendamente sucateados e antigos. Mas antigo também é Malpensa em Milão. Por lá existe uma ala nova mais notável, assim como deve ser o terceiro terminal de São Paulo, que deveria ter sido testado na Copa, mas ainda dá seus primeiros passos. E não me venha com o “imagina na Copa”. Primeiro porque estamos no meio dela, segundo porque merecemos dignidade a vida toda, sem que isso esteja atrelado a meia dúzia de jogos que nos fazem mais cidadãos. Detalhe: na Itália a Copa foi em 1990.

     

    Assim, voltemos ao aeroporto italiano e criemos aqui um pequeno desafio para falar dessas duas cidades. Difícil de comparar? Certamente sim. Uma está no primeiro mundo e tem menos de 2 milhões de habitantes, a outra passa dos dez milhões e está no submundo da dignidade urbana. São Paulo é tragicamente ruim para quem sonha em viver bem numa mancha imensa de gente. Ela maltrata, cobra caro e massacra. Pois bem. Vamos ao desafio, por mais óbvio que seja o resultado. Quanto tempo você precisa para sair do aeroporto e chegar ao centro dessas duas cidades?

     

    Domingo dia 29 de junho o avião tocou o solo às 5p0 da manhã de São Paulo. A fila para passar pela imigração estava estacionada no portão seis do corredor de saída e entrada dos aviões (fingers), atrapalhando até quem queria embarcar. A escada rolante estava quebrada. A funcionária de uma companhia aérea adverte: “é assim quase todo dia nesse horário”. Caminho vencido e os funcionários orientavam os passageiros no grito: “residente e brasileiros aqui, estrangeiros pra cá!”. Tudo em português. Fila imensa, mas rápida. A esteira 3 foi a escolhida para as bagagens, e dez malas depois parou. Quebrou também. Misturaram tudo com o pessoal que vinha de Londres na 2. O caos se estabeleceu. Passadinha no freeshop? Fila homérica e desisto! Consegui pegar o carro no estacionamento depois de testemunhar um trânsito caótico. Carro? Pois é, paguei por doze dias de estacionamento menos do que pagaria por “uma perna” de táxi. Táxi? Pois é… Cheguei à frente do prédio do Estadão, que sequer fica no centro, às 8p0. Ou seja, três horas e dez depois de “tocar o solo”. Volte à primeira palavra do parágrafo: “domingo”. Perceba a hora: 8p0. Fosse segunda-feira eu teria enfrentado mais algumas horas na Marginal do Tietê. São Paulo é assim: concentra a chegada de voos internacionais no começo da manhã. Quando todos estão na rota do trabalho. Tragédia.

     

    O voo tocou o solo de Milão às 15p5 da tarde de uma segunda-feira. Era 16 de junho. Dia útil no país da bota. Nada de jogo da seleção ou feriado. Nenhum funcionário no caminho até a imigração. Placas, sinalizações fáceis, banheiros e máquinas de água mineral. Nenhuma fila, mas sei que dei sorte, pois em outros locais já vi o caos. As esteiras novas entregam a mala. Em menos de dez minutos estou no guichê de um trem rápido que parte de dentro do aeroporto. Isso mesmo. No elevador teclei o “-1” e lá estava pagando menos de 15 euros (45 reais) por algo que me levou ao centro da cidade. Detalhe: Malpensa é mais longe que Cumbica. É chão… O vagão é tão confortável e limpo quanto no metrô da caótica São Paulo. Mas nesse caso específico não se viaja em pé. 39 minutos anunciados e estou na praça da estação Cadorna. Caminhada rápida e chegada ao hotel: passa das 17h00. Em mais 40 minutos estou tomando cerveja na frente da catedral depois de um check-in rápido, banheiro, estudo do mapa, e coisas do tipo. Eram cerca de 18h00 quando tirei a primeira foto de minha esposa nas mesas de um bar. A Duomo é linda, ela também. Aniversário de casamento é sempre bacana. Já São Paulo… Cá estamos de volta. A vida é aqui e devemos sonhar em melhorá-la. A vida? A cidade…

  8. Dilma acertou de novo . Fizemos a Copa das Copas :

    Do blog Amigos do Presidente Lula Para imprensa estrangeira, esta é a melhor Copa de todas

    38,5% dos entrevistados

     

     

    Os jornalistas estrangeiros estão gostando da Copa do Mundo do Brasil. Um pesquisa feita pelo UOL Esporte com 117 profissionais constatou com o Mundial deste ano é o melhor já visto pela maioria deles.

     O levantamento ouviu jornalistas na primeira fase e concluiu que 38,5% dos entrevistados consideram o Mundial brasileiro como o melhor já visto. A Copa do Mundo de 2006, que foi realizada na Alemanha, aparece na segunda posição da pesquisa, com 19,7% das respostas. Vale destacar que 16,2% dos jornalistas disseram estar cobrindo sua primeira competição. O torneio organizado na África do Sul, em 2010, fica em terceiro lugar na lista, com 5,1%. Já o palco do tetracampeonato brasileiro em 1994, nos EUA, foi o quarto melhor mundial na opinião dos profissionais. Aparecem na sequência Itália-1990 (3,4%), França-1998 (3,4%), Japão e Coreia-2002 (3,4%), México-1986 (1,7%), México-1970 (1,7%) e Alemanha-1974 (0,9%). Entre os entrevistados, 1,7% não respondeu a pesquisa. As informações estão na UOL

    Veja quem votou:

    Inglaterra

    Martin Fischer – HBS

    Jeff Powell – “Daily Mail”

    Peter Staunton – Goal.com

    Ben Hayward – Goal.com

    Gideon Long – Reuters

    Johnatan Mark Lewis – Freelancer – Perform Group

    Estados Unidos

    Andrew Das – New York Times

    Luis Sanches – jornal “El Nuevo Herald”

    Richard Adams – Sports Ilustrated (EUA)

    Frank Chavez, Revista Centro Deportivo, da Califórnia

    Eduard Caiuch – Hoy

    Argentina

    Emilio Jozami – El Liberal

    Carlos Luna – Canal 7

    Jeremias Prevosti – La Nacion

    Juan Pablo Ferrari – Jornal Hoy

    Daniel Ruiz – Repórter freelancer

    Sergio Lewinski – Vanguarda

    França

    Julien Richard – Radio RMC Sport

    Johan Maurice – Agência France Presse TV

    Thomas Goubin – Sofoot

    Lionel Dangoumau – L’Equipe

    Alemanha

    Christian Ralf Hermentin – Infronts Sport & Media

    Holger Schelenz – rádio Baden-Wurttemberg

    Raphael Honigstein -Suddeustch Zeitung

    Ulrike Weinrich – SID

    Maximiliam Haupt – Agência Deutsche Presse

    Fabian Henning – ARD/ZDF

    Erik Roos – Sport Information Dienst

    Elmar Dreher – German Press Agency (DPA)

    Christian Ralf Hermentin – Infronts Sport & Media

    Suécia

    Markus Johannesson – SVT

    México

    Javier Rojas – Televisa

    Marco Antonio Menendez -TV Azteca

    Miguel Pardo – Televisa

    Enrique Beas – MVS Television

    Carlos Herrera – El Economist

    Maria Pilar Suárez – Goal.com

    China

    Lui Ning – Xinhua – Agência de Notícias

    Yan Zhao – Xinhua – Agência de Notícias

    Xinlu Huang – CCTV

    Itália

    Jonne Roriz – Foto Arena

    Enrico Sisti – La Republica

    Gabrielle Marcotti – Corriere Della Sera

    Chile

    Matías Parker – Jornal La Tercera

    Diego Saez – Radio ADN

    Victor Cruces – Rádio ADN

    Patricio La Barra – Radio Cooperativa

    Espanha

    Daniel Garcia -Deustche Press

    Juan Jose Huerta Conde-Salazar – Agência EFE

    German Aranda – diário “El Mundo” e AFP

    Juan Bautista Martinez – Jornal La Vanguardia

    Alice Lopez -Produtora da SNTV

    Pablo San Roman – France Presse

    Uruguai

    Emilio Villar – Fotógrafo EFE

    Juan Gari – El País

    Francisco Escordo – Fotógrafo

    Grécia

    Vassiliki Papahonopoulou – Efimerida ton syntaktan

    Costa Rica

    Sandoval Pacheco – Rádio Columbia

    Cristian Sandoval – Rádio Monumental

    Josué Quesada – Rádio Columbia

    Guatemala

    Carlos Enrique Sagui – Rádio Red Deportiva Guatemala

    Costa do Marfim

    Oulivier Moussa – National Television

    Japão

    Hiroshi Hayano – NHK

    Daisuke Kono – Diretor da Tokyo TV

    Mitsuru Honda – Produtor da TV Asahi

    Takashi Yanagisawa – Repórter da Nippon TV

    Brasilina Jukio – Coordenadora da TBS TV

    Shichino Yoshiaki – Kyodo News

    India

    Talan Namaskar – jornalista-documentarista independente

    Shubfra Mukherjee – Gassashakti

    Saumyajit Basu – The Times

    Argélia

    Temam Kamel – Rádio Algeria

    Abdelghani Laieb – Radio Algeria

    Mohamed Belarbi – Jornal El Liberté

    Nigéria

    Coli Udoh – Supersport International TV

    Biakpo Timi Edkagboro – Agência Osmi

    Escócia

    Kieran Canning – France Presse

    Matthews Lewis – Getty Images

    Andrew Donne – Reuters

    Peru

    Moises Avila – AFP

    Juan Palacios – Peru ATV

    Colômbia

    Enrique Delgado -Terra (Colômbia)

    José Luís Alarcón, RCN Radio (Colômbia)

    Juan Pablo Barrientos Hoyos, Apresentador da RCN Radio (Colômbia)

    Liliana Salazar, Apresentadora da Win Sports (Colômbia)

    Cesar Polonia – El País

    Juan Pablo Coronado – Win Sports (Colômbia)

    David Sanches – Cinegrafista – Directv/Colômbia

    Sara Castro – Radio Caracol

    Polônia

    Pavel Wilkowicz, polonês – Gazeta Wyborcza

    Pawel Kapusta, revista polonesa “Pilka Nozna”

    Croácia

    Kromac Prnic – TV Kapital Network

    Bósnia

    Ahmed Radzic – Jornalista independente

    Portugal

    Manuel Rodrigues – Freelancer

    Gustavo Bom – O Jogo

    El Salvador

    Carlos Lopez Vides – El Diário de Hoy

    Suíça

    Laurent Ducret – Sportinfrmation

    Honduras

    Julio Nuñez – Rádio HRN

    Jose Luis Barralaga – Diario La pPrensa

    Qatar

    Ismael Sanchez Cruz – Bein sports

    Bassel Tabbal – Bein Sports

    Irã

    Kaveh Meskat– BBC

    Camarões

    Simon Lyonga – Cameroon Radio Television

    Coreia do Sul

    Kim Hyunchul – SBS/MBC

    Kim Chong – Ulsam TV

    Gana

    Michael Oti Adje – All Sports

    Egito

    Ahmed Zahran – Deursche Presse-Agentur

    Holanda

    Edwin Cornelissen – Rádio NOS

    Turquia

    Erdogan Arikan – EBU/TRT

    Senegal

    Babacar Dit Khalifan Ndiaye – Le Soleil

    Bangladesh

    Ehson Mohammed – Ekattor TV

    Vietnã

    Viet Minha Nguyen – Jornal Bond Da

    Áustria

    Tobias Wimpissinger – Sport Magazin

    Indonesia

    Latif Syahlevi, Digital Media Asia

    Panamá

    Juan Eduardo Zamorano – AP

     

  9. #imaginanaeleição

    Pois é, o pig deu um gancho de propaganda excelente, de lambuja para o governo, no final das contas. Toda vez que o pig ou a oposição, que é a mesma coisa, vier com previsões pessimistas sobre a economia, o governo alerta para o povo, “voces viram o que falavam da Copa? Dá para acreditar neles?”

    O João Santana pode fazer a festa com isso tudo. Concordo com quem disse, o maior legado da Copa é a desmoralização completa do pig e seus agourentos profetas “wishful thinking” 

  10. Desinformação também nos números de desapropriações

    Há pelo menos 1 ano, estamos ouvindo falar em 250 mil desapropriações para obras da Copa. Será que ninguém questiona esse número? A estimativa partiu da Ancop (Articulação Nacional dos Comitês Populares da Copa). A mesma Ancop estimou que 89,2 mil pessoas seriam removidas apenas no entorno do Itaquerão (http://www.mg.superesportes.com.br/app/noticias/campeonatos/copa-das-confederacoes/copa2013-noticias/1,991,19,156/2013/08/17/noticia_copa_do_mundo,47734/obras-do-itaquerao-devem-provocar-a-remocao-de-89-mil-pessoas-ate-a-copa.shtml), um número que contrasta muito da informação da Prefeitura de São Paulo de tão somente 26 desapropriações e 8 remoções (http://www.transparencia.gov.br/copa2014/arquivos/Apresentação%2001%20-%20SPCOPA.pdf).

    A matéria abaixo parece ter passado despercebida pelos blogs. Gilberto Carvalho menciona que houve apenas 9600 desapropriações. A disparidade com a estimativa da Ancop é tão gritante, que merece uma investigação melhor.

    Como foram estimatidos esses 250 mil? Parece não haver planilha na internet que explique o valor. Esse número levou em conta as mudanças de planos urbanísticos que foram se adequando ao orçamento e prazo? Mistura desapropriações corretamente indenizadas, com remoções e gentrificação?

    Gilberto Carvalho: “obras da Copa exigiram 9.600 desapropriações, e não 250 mil”

    Ministro da Secretaria Geral da Presidência da República acredita que manifestações explicitamente contra o evento perderão força, por conta das informações divulgadas pelo governo e pelo clima festivo que toma conta dos brasileiros

    Danilo Borges/ Portal da Copa

    O número de desapropriações em decorrência de obras de infraestrutura relacionadas à Copa do Mundo é de 9.600 imóveis. A informação foi dada pelo ministro da Secretaria Geral da Presidência da República, Gilberto Carvalho, durante evento sobre a Política Nacional de Participação Social, nesta sexta-feira (23.05), em Brasília, e que contou com a presidenta Dilma Rousseff.

    “Em relação às desapropriações se dizia que nós teríamos 250 mil desapropriações por causa da Copa. Na verdade, esse número chega a 9.600 por causa das obras, não dos estádios, mas de infraestrutura que seriam necessárias ser feitas. O problema é o método adequado de se fazer isso e que estamos aperfeiçoando nacionalmente. A presidenta vai assinar um protocolo, em breve, que vai estabelecer regras para que as pessoas tenham seus direitos recuperados, porque é legítimo. Mas, não é problema da Copa, porque vale também para hidrelétricas e outras obras de infraestrutura”, disse o ministro.

    Manifestações

    Para ele, as manifestações contra a Copa do Mundo vão perder força à medida que as informações sobre a organização do evento e o clima festivo toma conta dos brasileiros. “O que é a nossa expectativa? É que daqui pra frente as manifestações explicitamente contra a Copa elas vão cada vez mais perdendo significado de multidão, porque na medida em que o evento se aproxima, em que os esclarecimentos estão sendo dados, que as vantagens para o país estão ficando mais claras, que muitas obras que diziam que não ficariam prontas estão sendo efetivamente entregues até o fim do mês e assim por diante. E mais ainda, o clima da Copa, da importância desse torneio para o país vai ficando tanto no sangue dos brasileiros, essas manifestações contra a Copa vão perdendo a importância”.

    O ministro ressaltou, no entanto, que haverá movimentos oportunistas para aproveitar a visibilidade que o Mundial dará ao país. “O que estamos esperando que as pessoas tenham bom senso para saber que as suas reivindicações vão até o momento em que criam problemas para a imensa maioria da população. Nós vamos seguir dialogando para que haja esse bom senso, para que não causem prejuízo ao país em um momento tão importante em que os olhos do mundo estarão voltados para o Brasil”.

    Transparência

    Gilberto Carvalho também destacou as ações do governo e dos órgãos competentes para dar transparência e informação sobre os investimentos relacionados à Copa do Mundo, muitos deles que não eram essenciais para a realização do megaevento. “Em relação à Copa, muitas críticas dizem respeito ao fato da falta de consulta à população na decisão sobre as obras, do ponto de vista dos mecanismos de participação houve muita discussão, mas não envolveu toda a sociedade e é um processo de amadurecimento que fazemos no Brasil, o ato que a presidenta acaba de lançar institui a participação social como norma cada vez mais clara, definida e necessária para o país. Mas, não faltou transparência e nós incluímos no marco da Copa obras que não, necessariamente, eram para a Copa. Procuramos antecipar certas obras que eram essenciais para a população”, comentou.

    http://www.copa2014.gov.br/pt-br/noticia/gilberto-carvalho-gilberto-carvalho-obras-da-copa-exigiram-9600-desapropriacoes-e-nao-250

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