Perguntado sobre o PCC, Alckmin diz que “segurança em SP é um exemplo”

Jornal GGN – Mais da metade da entrevista de Geraldo Alckmin ao Jornal Nacional, na noite desta quarta (29), foi pautada pela corrupção de aliados políticos que são investigados na Lava Jato, por processos contra correligionários (especialmente Aécio Neves e Eduardo Azeredo) ou contra membros dos governos do PSDB em São Paulo. Mas o momento mais tenso do programa teve a facção PCC (Primeiro Comando da Capital) no centro da questão.

A bancada lembrou a Alckmin que o PCC praticamente nasceu, se expandiu e derrubou fronteiras durante os mais de 20 anos do PSDB em São Paulo. Questionado sobre qual foi a falha em sua política de segurança, que foi incapaz de controlar essa situação, Alckmin se recusou a admitir erros, disse que a “política de segurança em São Paulo é um exemplo” e ainda negou que o PCC comanda o crime de dentro da cadeia. “Isso são coisas que vão sendo repetidas e acabam virando verdade”, afirmou.

Enquanto William Bonner e Renata Vasconcellos citavam dados sobre o PCC, Alckmin fazia propaganda da política militar e da queda do número de assassinatos no Estado. Segundo o tucano, seu mérito foi ter colaborado para reduzir em quase 10 mil ao ano o número de mortos. “A política de segurança de São Paulo é um exemplo”, disse o ex-governador, desviando da pauta sobre o PCC. Ele disse que, em 2001, 13 mil pessoas eram assassinadas por ano e, em 2017, o número caiu para 3,5 mil.

Alckmin ainda finalizou afirmando que “São Paulo prende, é cana dura”, e prometendo que, se eleito presidente da República, vai mudar a Lei de Execuções Penais para “acabar com as saidinhas” dos presos. Sem apresentar solução para o crescimento do crime organizado, Alckmin disse também que o “problema do Brasil é “drogas e armas”, um “problema federal”, e apontou como prioridade atuar no policiamento de fronteiras e criar uma agência de inteligência.
 
CORRUPÇÃO
 
O Jornal Nacional abriu a entrevista com Alckmin afirmando que ele é o candidato à Presidência que conquistou o apoio do chamado centrão e, de herança, levou para sua coligação partidos que têm mais de 40 investigados só na Lava Jato.
 
Os apresentadores ainda citaram os escândalos em torno de Aécio, pela JBS, e Azeredo com o mensalão tucano. José Serra foi poupado, mas Paulo Vieira Souza, o Paulo Preto, ex-dirigente da Dersa, foi lembrado, assim como Laurence Casagrande – ambos estão presos.
 
Em resposta, Alckmin disse que defende o combate à corrupção e que quem praticou crimes deve responder à Justiça e ser punido. No caso de Casagrande, contudo, ele disse que há “injustiça” e colocou a mão no fogo pelo ex-secretário. Ele aproveitou a pergunta para disparar contra a militância do PT, afirmando que, no PSDB, ninguém vai para porta de presídio defender condenado (em alusão a Lula).
 
Durante os 27 minutos de entrevista, Alckmin também foi cobrado por atrasos em obras do Metrô e pelo desempenho lento com programas de habitação. Ao final, o modelo de gestão de hospitais públicos foi colocado em xeque.

 

6 comentários

  1. #

    Na verdade o que virou um exemplo aqui em SP foi a organização do PCC, que chegou ao inacreditável nível de negociar com o governo. (à época de Geraldo, o “Santo”)

    Tanto virou um exemplo que está tomando terreno no país inteiro. Norte e Nordeste já foram  encampados e já começou a guerra com as inexperientes facções locais que tendem a serem absorvidas pela organização criminosa paulista.

    “Obrigado” Geraldo, por mais esse grande feito!

     

  2. Candidato Candura

    Nassif: sempre disse que Xuxu e bão. Tai, entrevista porreta. E concordo com ele — o PCC, o CV e o PSDB/DEM/PPS não comandam o crime de dentro dos presídios. É de fora. À boca miuda, dizem que daquele palacete do Morumbi. Desde o tempo que Kojak comandava a massa. Agora que está no Çupremo, já imaginou a bagaça?

    Sobre o RouboAnel, outra verdade. Se Paulo “Moreninho” (preto? de geito nenhum!) foi agraciado com bilhões de dólares, isso é coisa que tem de ser respondido por ele.

    O cara pode não ser o cara, mas deixa impressão de ser um anjo de candura…

    • Em menos de uma semana um bom

      Em menos de uma semana um bom reporter policial investigaria

      a atuação de Kojak do STF junto ao PCC. Repercutida  sua

      atuação e ingerência  em mal feitos, bastaria uma outra semana

      para que ele fosse impinchado do cargo de ministro.

       

  3. Então elejamos o Marcola

    “Então quer dizer, os homicídios caíram não sei quantos por cento e aí eu vejo o governador chegar lá e falar que foi ele. Foi o PCC quem reduziu a criminalidade”. – Marcola, Capo Massimo do PCC.

    • PCC ajuda na redução dos assassinatos
      De fato o PCC passou a atuar como um pulmão entre a injustiça e a sede de vingança. Não sei até que ponto o governo psdebista oferece alguns policiais a título de vingança para abrandar a guerra civil que existe nas baixas esferas da sociedade.
      O PCC mata um policial envolvido na morte de 1 civil e evita que 4 civis se matem na sede de fazer justiça. 2 mortes no lugar de 4.

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