Alckmin afirma que decisão sobre vice sai no final de junho

Jornal GGN – O governador Geraldo Alckmin (PSDB) disse neste domingo (8) que a decisão sobre quem será o candidato a vice-governador em sua chapa sairá até o final de junho. O tucano projetou a resolução do impasse após ser questionado sobre as tratativas com o PSD para ter Gilberto Kassab no posto. Ao mesmo tempo, o PSB deseja emplacar o deputado federal Márcio França na vaga.

Após o diretório paulista do PSB decidir integrar o arco de alianças de Alckmin, o governador comemorou a notícia e disse ter “grande apreço” por Eduardo Campos, pré-candidato pessebista à presidência da República. O PSB, que soma 200 mil filiados paulistas (mais de um terço do número de filiados em todo o país), justificou o apoio aos tucanos reconhecendo que uma candidatura própria no estado teria pouco sucesso e, portanto, se torna necessário se aliar aos “adversários do PT”.

Por outro lado, o resultado da última pesquisa eleitoral Datafolha, publicado no dia 5, arrancou de inúmeros especialistas leitura similar: um terço dos eleitores não se empolga com nenhum candidato a presidente e, teoricamente, é esta a parcela da população que não compactua com a polarização entre PT e PSDB e gostaria de ter uma “terceira via” na disputa. Eduardo Campos, em tese, deveria ocupar essa lacuna, mas os números que tem alcançado nos levantamentos não são animadores.

Desconhecido pela maioria e ainda sem nenhuma grande atração que não seja ter como vice a ex-senadora Marina Silva, o postulante deveria lançar nomes do PSB nos principais colégios eleitorais do país. Na contramão do esperado, a legenda definiu apoio a Alckmin, e ainda avalia alianças com Pimenta da Veiga (PSDB), em Minas Gerais, e Linfbergh Farias (PT), no Rio de Janeiro.

Fator Marina 

Marina fez uso das redes sociais para tornar pública sua insatisfação com a atitude do PSB. O grupo da ex-senadora  prega candidatura própria nos principais colégios eleitorais do país, para alavancar a candidatura de Eduardo Campos e incorporar a “nova política”, bandeira da Rede. “Deixamos clara nossa posição de que, caso essa indicação não seja revertida, seguiremos caminho próprio e independente em São Paulo”, informou.

Por outro lado, o PSB paulista apontou que a decisão, que será ratificada no dia 21, é permanente e denotou rusgas com o grupo de Marina. Eles lembraram que a ex-senadora entrou no partido às pressas, apenas depois que o Tribunal Superior Eleitoral rejeitou a criação da Rede. Além disso, frisaram que o número de marineiros fiéis à Rede em São Paulo é pífio diante dos filiados do PSB.

Fator Kassab

Apesar dos desentendimentos públicos com Alckmin, Gilberto Kassab é o favorito do ninho tucano para ocupar a vaga de vice-governador em outubro próximo. Isso porque a aliança ajudaria a asfixiar a candidatura de Paulo Skaf (PMDB).

Pelas avaliações, o peemedebista – que já desponta na segunda colocação nas sondagens feitas no estado, com 21% dos votos válidos, contra 44% do governador – teria mais condições de derrotar Alckmin num eventual segundo turno do que teria Alexandre Padilha, dada a rejeição ao PT.

Nos bastidores, ventila-se que Kassab propõe como contrapartida à negociação o apoio do PSDB para que ele dispute o Palácio dos Bandeirantes em 2018, com uma possível renúncia de Alckmin para concorrer à presidência. Foi assim que o presidente nacional do PSD chegou à prefeitura de São Paulo, em 2004. Na época, Kassab moveu montanhas para se tornar vice-prefeito de José Serra (PSDB). 

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