Alckmin visita Expointer e defende armas no campo

“Devemos facilitar o porte de armas na área rural”, disse candidato pelo PSDB para público no Rio Grande do Sul, onde tem 7% das intenções de voto 
 
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Foto: Alckmin, por José Cruz/Agência Brasil
 
Jornal GGN – O ex-governador de São Paulo e candidato à presidência, Geraldo Alckmin (PSDB) iniciou nesta semana corpo-a-corpo em cidades do Rio Grande do Sul, estado onde aparece, segundo pesquisa mais recente do Ibope, com apenas 7% das intenções de voto, atrás de Lula (32%), bolsonaro (23%), Marina Silva (13%) e Ciro Gomes (9%). 
 
O candidato focou suas visitas nos meios empresariais a agrícolas do estado, após adesão popular fraca durante campanha feita em Minas Gerais, onde passou por Belo Horizonte e pelo município de Jequitinhonha ao lado do candidato ao governo mineiro pelo seu partido, Antonio Anastasia. Na manhã de terça-feira (28), Alckmin esteve com empresários da Câmara de Indústria, Comércio e Serviços (CIC), em Caxias do Sul, onde defendeu reformas da previdência e política, especificamente, a redução de número de partidos, voto distrital, facultativo e cláusula de desempenho.
 
Para os empresários, prometeu a simplificação da reforma tributária em cinco impostos e, quanto à reforma do Estado, declarou ser “inadmissível” o Brasil ter 146 empresas estatais. Em seguida, Alckmin compareceu a Expointer, feira agropecuária de destaque nacional e internacional, que acontece anualmente, no Parque Estadual de Exposições Assis Brasil, na cidade Esteio. 
 
Na tentativa de atrair eleitores de Bolsonaro, o psdbista defendeu o porte de armas no campo. “Devemos facilitar o porte de armas na área rural. É diferente quem vive no campo de quem vive na cidade. Na cidade, você disca 190 e a polícia está na sua porta. Tem câmeras de vídeo e policiamento ostensivo. Na área rural, você está a dezenas de quilômetros distante, em um lugar ermo. Defendo o porte de arma na propriedade rural, sem nenhum problema”, declarou segundo cobertura do Zero Hora. 
 
Além do discurso, Alckmin aposta também no capital político da colega de chapa, ligada ao setor agropecuário local, Ana Amélia (PP-RS). Eleita em 2010, em segundo lugar, como senadora do estado levando 29,54% dos votos, Amélia esteve ao lado de Alckmin durante todo o percurso das visitas às cidades gaúchas. 
 
Em entrevista ao ZH, o vice-presidente da Federação Brasileira das Associações de Criadores de Animais de Raça (Febrac), Eduardo Fico, destacou que ter uma vice ligada ao agronegócio é positivo, mas não determinante para ganhar o pleito. “É apenas um bom sinalizador”, pontuou. 
 
O perfil da parte consistentes neste setor do Rio Grande do Sul são de médias e pequenas propriedades. São 380 mil propriedades familiares e 333 mil associados em uma das 128 cooperativas agropecuárias listadas hoje no estado. Também para o ZH, o presidente da Federação das Cooperativas Agropecuárias do Rio Grande do Sul, Paulo Pires, disse que independente do perfil ideológico o que importa é um governo que dialogue com o campo.
 
“Há diversos pontos de vista no setor agropecuário, mas existe, sim, um voto de protesto, de varrer o que está aí. Com isso, talvez haja candidatos que surjam com força”, destacou. 
 
Outros presidenciáveis confirmaram a presença na Expointer, são eles Jair Bolsonaro e Henrique Meirelles, nesta quarta-feira (29) e Ciro Gomes, ao lado da vice também ligada ao setor, Kátia Abreu, na sexta-feira (31).
 
Ganhar a simpatia do setor que mais contribuiu para o desempenho do Produto Interno Bruto (PIB) do país e do estado do RS poderá fazer diferença na campanha dos candidatos. Alckmin, em especial, precisará suar muito para conseguir chegar no segundo turno. Sua principal esperança é com o início da propaganda eleitoral gratuita, dia 31, na TV e rádio, onde terá mais tempo do que qualquer outro candidato com 5min32s, contra 2min23 de Lula (ou Haddad). 
 
Os demais concorrentes (Marina Silva, Ciro Gomes, Álvaro Dias e Bolsonaro) não somam juntos o total de tempo conquistado pelo PSDB. 
 
O destaque é que, até mesmo no seu estado, São Paulo, Alckmin perde a liderança para Lula com 23% da intenções de voto. Bolsonaro surge com 18% dos possíveis votos e o psdbista alcança a terceira posição, com 15% das intenções, segundo última pesquisa do Ibope para o estado, lançada no início de agosto. 
 

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4 comentários

  1. Confundiu POSSE com PORTE. Na

    Confundiu POSSE com PORTE. Na legislação atual, a posse já é facilitada em vários casos, inclusive nas propriedades rurais.

  2. E se ele defender o cultivo de maconha no campo?

    Em regra, a maconha consumida a granel nas cidades é cultivada no campo.

    Alckmin bostonarizou.

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