Após debate na Globo, Dilma diz que não tem preferência entre Marina ou Aécio

Jornal GGN – Diante da situação próxima de empate entre Marina Silva (PSB) e Aécio Neves (PSDB) nessa reta final da disputa presidencial, a campanha petista se viu na possibilidade de escolher qual candidato pretende continuar desidratando com vistas ao segundo turno. No debate global da última quinta-feira (2), Dilma Rousseff (PT), explícitamente, preferiu polarizar as discussões com Aécio. Apesar disso, após o programa, a presidente negou que tenha dado preferência a algum candidato. A informação é do Blod do Camarotti.

Dilma diz que não tem preferência por enfrentar Marina ou Aécio

Do Blog do Camarotti, no G1

Em conversa com o Blog, a candidata do PT à reeleição, presidente Dilma Rousseff, avaliou que o cenário de reviravoltas desse pleito exigiu das pessoas uma maior reflexão sobre o voto. Questionada sobre a mudança na polarização, que deixou de ser com o tucano Aécio Neves, Dilma disse que o confronto com Marina passou a ser uma estratégia normal depois que a candidata do PSB ultrapassou o tucano. “Tivemos que discutir as proposta dela”. Mas deixou claro que não há preferência para enfrentar Marina ou Aécio.

Blog do Camarotti –  Presidente, essa foi uma eleição de muitas reviravoltas. A que a senhora atribui tanta indefinição até este ultimo momento?

Dilma Rousseff –  Olha, eu acho que há no Brasil um processo de amadurecimento. Eu acho de fato uma eleição que sofreu várias reviravoltas, inclusive o lamentável acidente que matou o Eduardo Campos.  Mas por outro lado essa eleição também foi uma eleição em que se debateu muito. Ela, ao contrário do que algumas pessoas que eu vi fazendo avaliação de que não se tocou em propostas, eu acredito que esta eleição discutiu de forma ampla, esclarecendo os nossos eleitores, os brasileiros e as brasileiras que vão votar, que vão ter esta oportunidade maravilhosa de votar no próximo domingo. Do meu ponto de vista é uma eleição que também exigiu, eu acho, das pessoas uma maior reflexão, uma maior consciência sobre o voto. Neste sentido também ela é muito importante.

Blog – Presidente, no inicio teve uma polarização maior com Aécio Neves. E depois, houve um confronto com Marina Silva. Por que essa mudança?

Dilma – Olha, eu acredito que é normal na medida em que a candidata passou o candidato. Então nós tivemos que também discutir as proposta dela. Agora isso não significa que nós tenhamos nenhuma preferência por um ou por outro.

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11 comentários

  1. natimorto

    ess é um post natimorto e amanhã a noite passará a ser datado..não vai ter segundo turno a eleição já está decidida por mais que alguns queiram e entendam ser bom para a Democracia que a decisão seja postergada, esquecem que não estamos na Suécia, Dinamarca e nem Finlandia onde o processo Civilizatório avançou muito e a Democracia está consolidada, aqui ainda temos alguns renitentes que defendem o passado e usam o tempo no período eleitoral para mentir, falsear a realidade, destilar preconceitos e assassinar reputações tudo lastreado por uma mídia oligopolista, reacionária e vendida, um Judicário arcaico e comprometido com as elites, um Legislativo pautados pelas negociatas e interesses internos e externos que jogaram, jogam e sempre jogarão contra os reais interesses do Brasil e seu Povo.

    Bom votos à todos.

  2. Estrategia

    Desse debate Dilma usou uma estrategia muito inteligente, ela  jogou a maioria de suas fichas no Aécio.

    Uma “vitoria” do Aécio no debate significaria a possibilidade de um segundot urno com ele.

  3. Pesquisa CNT/MDA: Aécio Neves ultrapassa Marina Silva

    Agência CNT de Notícias—04/10/2014 | Institucional

    Candidato do PSDB pontuou acima da socialista pela primeira vez, o que poderá leva-lo para o segundo turno com Dilma Rousseff.
    A disputa pelo segundo lugar no primeiro turno das eleições está mais acirrada. Conforme a 124ª rodada da Pesquisa CNT/MDA sobre as intenções de voto para presidente da República, divulgada neste sábado (4), é a primeira vez que Aécio Neves (PSDB) pontuou acima de Marina Silva (PSB). Dilma Rousseff (PT) permanece em primeiro lugar.

    Na pesquisa estimulada, Dilma tem 40,6% das intenções de voto. Ela se mantém estável desde a última rodada, divulgada na segunda-feira (29), quando aparecia com 40,4%. Aécio Neves, que aparece em segundo lugar, cresceu 4,2 pontos e alcançou a preferência de 24% do eleitorado.

    Já Marina Silva voltou a cair. Com 3,8 pontos menos que no último levantamento, agora tem 21,4% das intenções de voto. A margem de erro é de 2,2 pontos. A análise da evolução dos números das últimas pesquisas mostra tendência de crescimento de Aécio e queda de Marina, o que pode continuar até este domingo (5), dia da votação.

    Luciana Genro (PSol) é a quarta colocada, com 1,1% das intenções de voto. Depois aparecem Pastor Everaldo (PSC) com 0,8% e Levy Fidelix (PRTB) com 0,5%. Os outros candidatos pontuam 0,6%. Brancos e nulos somam 5,2% e 5,8% dos entrevistados não sabem ou não responderam.

    Na contagem dos votos válidos, o cenário para o primeiro turno fica com a seguinte configuração: Dilma Rousseff com 45,6%; Aécio Neves com 27%; Marina Silva tem 24,1%; Luciana Genro aparece com 1,2%; Pastor Everaldo com 0,8%; Levy Fidelix tem 0,6%; e os outros candidatos somam 0,7% das intenções de voto.

    Segundo turno
    No cenário simulado de uma disputa em segundo turno entre Dilma e Aécio, a petista tem vantagem de 5,2 pontos. A candidata à reeleição aparece com 46% das intenções e o tucano tem 40,8%. Brancos e nulos totalizam 9,7% e outros 3,5% dos entrevistados não sabem ou não responderam.

    Na segunda simulação, entre Dilma e Marina, a petista tem 9,7 pontos de vantagem, com 47,6% contra 37,9%. Brancos e nulos representam 11,1% e 3,4% não sabem ou não responderam.

    O terceiro cenário simula o segundo turno entre Aécio e Marina. O tucano teria 43% dos votos, segundo a pesquisa, contra 37,1% da adversária, somando, assim, 5,9 pontos de vantagem. Para 15,7% dos entrevistados o voto seria branco ou nulo e 4,2% não sabem ou não responderam.

    A pesquisa está registrada sob o número BR-01032/2014 no TSE (Tribunal Superior Eleitoral). Foram entrevistados 2.002 eleitores entre 2 e 3 de outubro. A margem de erro é de 2,2 pontos percentuais.

    Para acessar a íntegra do levantamento, clique aqui. .

    Agência CNT de Notícias

    url:

    http://www.cnt.org.br/Paginas/Agencia_Noticia.aspx?noticia=124-pesquisa-

  4. Qualquer um que vier “nós

    Qualquer um que vier “nós traça” porem não será necessario. Vamos ganhar no 1º turno.

  5. Tem sim

     

    O preferido – da mídia – é o Aécim Voador.

    Querem provocar o segundo turno e emplacar o Aécio, de qualquer maneira, porque perceberam que a barca da Tartaruga Silva tá furada!

    Ele não vai levantar o dedo, mas pode levantar vôo do seu aeroporto particular.

    Pode isso?

  6. A resposta de Dilma será nas

    A resposta de Dilma será nas urnas


     

    A primeira vez em que me dei conta da razão pela qual há tão poucas mulheres na política foi ao longo do mandato da ex-prefeita de São Paulo Luiza Erundina (1989 – 1993), que sucedeu o mandato do ex-presidente Jânio da Silva Quadros (1986 – 1989).

    Erundina governou prioritariamente para o social. A intensidade de programas e medidas voltadas para a população mais pobre desagradou as elites paulistanas, que trataram de acionar sua máquina midiática de “desconstrução” moral.

    Erundina foi massacrada pela imprensa paulista ao longo de seu mandato. Porém, por ser mulher, nordestina e, o que é pior, petista, em lugar das acusações de “corrupção” ou de “incompetência”, a principal arma usada contra si foi o deboche.

    E deboche, contra mulheres, primordialmente se baseia na questão sexual – ela foi acusada de ser “sapatão”, o que, à sociedade paulistana da época, ao lado de ser “vagabunda” significava a morte moral para qualquer mulher.

    A campanha contra Erundina foi tão virulenta que os paulistas preferiram escolher para sucedê-la ninguém mais, ninguém menos do que Paulo Maluf, que pariria Celso Pitta.

    Após Maluf e Pitta implantarem uma genuína cleptocracia em São Paulo, com uma máfia de fiscais da prefeitura que chocou o país, deixando a capital paulista literalmente falida, mais uma vez os paulistanos chamaram uma petista para recompor as contas públicas.

    Eis que, em 2000, Marta Suplicy se elege prefeita de São Paulo e retoma a profunda preocupação de Erundina com o social. Mais uma vez, os recursos gastos com o social desagradam a imprensa e a elite paulistanas e começa outra campanha de demolição moral.

    Como na campanha contra Erundina, mais uma vez a questão de gênero se torna o mote. Eu 2003, Marta cometeu outro crime social, aos olhos da hiperconservadora sociedade paulistana: ousou separar-se de Eduardo Suplicy para se unir a outro homem.

    Desta vez, outra pecha mortal para as mulheres brasileiras ignorou a vastidão de obras e programas de distensão social de Marta, a de “vagabunda”.

    A partir dali, estereótipos com os quais as mulheres são acossadas se sucederam. Histérica, fútil etc. Marta tornou-se uma caricatura de si mesma e nunca mais se recuperou. Assim como Erundina foi derrotada por alguém como Maluf, em 2004 Marta foi derrotada por José Serra, que pariu Gilberto Kassab, quem, em 2012, viu São Paulo recorrer a outro petista para consertar os estragos da direita.

    Fernando Haddad teve azar. Sua impopularidade, de 2012 para cá, foi edificada em cima das tais “jornadas de junho”, que exigiram dele o impossível após seis meses como prefeito. Contudo, sua popularidade já começa a se recuperar e nunca, jamais, foi alvo dos deboches que, em São Paulo, são tão eficientes contra mulheres fortes.

    Haddad jamais foi alvo de deboches simplesmente porque é homem. Ninguém consegue citar um só deboche sexista contra ele ou contra qualquer espécime macho da política tupiniquim. Sem destruição moral em uma cidade moralista, deve se recuperar até o fim de seu mandato.

    Quando Lula indicou Dilma Rousseff para sucedê-lo, preocupei-me. Ser mulher e petista continua não sendo uma boa combinação na política brasileira.

    Claro que qualquer outro presidente petista teria sido alvo da campanha contra o PT que começou em 2012, quando o STF deu à direita os argumentos de que precisava para fazer a velhíssima campanha moralista contra a esquerda. Uma campanha que, inclusive, permitiu o golpe militar de 1964. Mas ser mulher ajudou a desconstruir Dilma.

    A imprensa sabe usar muito bem o preconceito contra as mulheres. Principalmente quando são petistas. Em 2009, por exemplo, no UOL, um dos colunistas do portal publicou matéria em que achincalhava Dilma e Marta com epítetos “suaves” como “vadias” e “vagabundas”.

     

     

    Em 2010, em pleno ano eleitoral, o mesmo UOL e o mesmo Josias publicam charge retratando a então candidata a presidente Dilma Rousseff como prostituta.

     

     

    Essa é a imprensa que diz que Dilma “jogou sujo” contra Marina…

    Ainda em 2010, a direita, valendo-se do fato de Dilma não ter um homem em sua vida – apesar de ser mãe e avó –, usou contra ela a mesma estratégia usada contra Erundina quase vinte anos antes: acusou-a de ser homossexual e inventou até uma “amante” para si.

     

     

    A partir da desconstrução da imagem de Dilma no ano passado, o machismo contra ela tornou-se virulento. As redes sociais passaram a ser inundadas por montagens em que a presidente da República aparecia nua.

    O uso do corpo nu de mulher idosa para o rosto da presidente fez sucesso entre uma legião de mulheres, inclusive, que compartilhavam essas imagens infames acompanhadas daquela indefectível onomatopeia para risadas histéricas, o odioso “kkkkkk…”

    Uma das armas do machismo é o corpo nu de uma mulher. Se não estiver em forma, serve para ridicularizar; se estiver em forma, serve para acusações de promiscuidade.

    Mas foi em 2014 que o machismo, a misoginia e a falta de escrúpulos contra a condição feminina de Dilma chegou ao máximo. Na abertura da Copa de 2014, na Arena Corinthians, em São Paulo, no “camarote VIP” do Banco Itaú, torcedores gritam “Hei, Dilma, vai tomar no cu”.

    A imprensa se esbaldou com essa prova de falta de civilidade, apesar de dissimular. Bastaria não ter repercutido. Mas para “provar” como a presidente seria “impopular”, a Globo, e depois o resto da mídia, destacaram o fato, ainda que depois, vendo a má repercussão da atitude daquelas pessoas, tenham criticado.

    Ora, bastava abafar o caso, em respeito às mulheres e à própria condição de chefe de Estado de Dilma. Mas noticiá-lo conferia verossimilhança à tese de que ela estava “acabada”, politicamente.

    Dilma manteve, durante todo esse tempo – desde junho do ano passado, quando era massacrada nas manifestações –, uma postura altiva e corajosa. Jamais respondeu aos insultos, jamais perdeu a calma, jamais passou recibo.

    Há cerca de um mês, a direita midiática já esfregava as mãos e salivava ante o sangue fresco de Dilma, que imaginava que seria vertido durante a eleição. Pela internet, o machismo, as piadas sexistas, as montagens infames usando a sexualidade de uma senhora sexagenária, mãe e avó, foram uma farra.

    Eis que chegamos à véspera da eleição presidencial. Em algumas horas, após tantas humilhações, após tantas calúnias, após tanto machismo, finalmente Dilma responderá aos seus algozes, que terão que rezar para que ela não se reeleja em 1º turno.

    Se existir justiça divina, Dilma encerrará essa eleição no próximo domingo. Mas, seja lá como for, seu alto favoritismo nesta reta final e sua condição de supremacia no segundo turno constituem a melhor resposta que essa grande mulher poderia dar.

     

     

    • Marco Antônio

      Vc tem toda a razão ! Inclusive, certa vez fiz esta colocação aqui no Blog, sobre o machismo que acreditava ser  uma das razões da campanha absurda contra a nossa presidente. Mas não houve nenhuma repercussão, o que credito ao fato de a maioria dos comentaristas serem homens e , no momento, não terem percebido isso. Mas concordo plenamente com sua análise tão bem feita. Afinal Dilma não participou de nenhum mensalão, não interferiu no julgamento e é honesta. Só sobrou o fato de ser mulher.

  7. veja, não, é época,
    quer

    veja, não, é época,

    quer mesmo é oo segundo turno…

    só uma distorção…um milagre de época!

  8. Bom, hoje, me assusta mais

    Bom, hoje, me assusta mais aócio. Explico: o psdb tem toda a máquina já engrenada na fabricação de dossiês, de escândalos contra o PT, enquanto que a osmarina tem que tratar das engrenagens para soltar os factóides. Se estão, quase  conseguindo levar para segundo turno um político com a estrutura corrupta erguida a décadas, imaginem num segundo turno? Esses golpistas são velhos terroristas, extremamente conhecedores e participativos da corrupção que rolou solta com eles no poder. O aócio e sua máfia midiática, eleitoral, órgãos com tucanos no comando(gilmar mendes e tais) são capazes de tudo para roubar o poder do povo. Se Dilma vencer, vamos às ruas contra o terrorismo e falta de democracia do cartel mídiático e judiciário, senão, nós povo brasileiro que amamos, verdadeiramente, esse incrível país, vamos ter mais quatro anos com vômitos diários dessa mídia oligárquica velhaca, corrupta e antipaís.

  9. + comentários

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