Auto-proclamado vítima de armação, Aécio diz que Lula tem de “responder para a Justiça”

Foto: PSDB
 
 
 
Jornal GGN – O senador Aécio Neves disse ao Estadão deste domingo (17) que, em função do que Lula representou para o País, não torce para que ele seja preso. Mas afirmou que o petista “tem de responder para a Justiça”. O tucano disse que, na Lava Jato, é preciso separar o joio do trigo: quem lesou os cofres públicos de quem, como ele, está sendo vítima de uma armação político-jurídica.
 
“Eu não torço pela prisão do Lula. Não torço pelo que ele representou para o País. Mas ele tem de responder para a Justiça, que não pode ser seletiva. O que o ex-presidente Fernando Henrique externou é um sentimento pessoal. Temos de resgatar na eleição a capacidade de discutir o País. Temos de sair da delegacia de polícia e voltar a falar ao coração das pessoas. Precisamos restabelecer um clima minimamente respeitoso”, disse Aécio sobre Lula.
 
Ao responder perguntas sobre o escândalo da JBS, Aécio se auto-proclamou vítima. “Não houve crime algum. Fui vítima de ação controlada sem autorização do STF. Uma armação de alguém que estava vendendo a sua alma para ter benefício da delação. Acharam que eu poderia ser uma cereja desse bolo”, disparou.
 
“É preciso separar o joio do trigo. Quem lesou os cofres públicos precisa ser punido, quem é vítima das consequências políticas das suas atuações – e me vejo nesse caso – tem de dar suas explicações, mas (eles) serão absolvidos”, ponderou.
 
Segundo Aécio, prova da perseguição da Procuradoria Geral da República sob Rodrigo Janot é que os executivos da JBS tiveram uma reunião com os procuradores da Lava Jato antes de Joesley Batista gravar a conversa com o tucano.
 
“Vou dar aqui um dado que ainda não é de conhecimento público. No dia 24 de março, depois de uma reunião de várias horas na Procuradoria-Geral, aqui em Brasília, com a presença do senhor Joesley Batista, dos seus advogados, do (diretor jurídico da J&F) Francisco de Assis, ele (Joesley) pega um avião e vai a São Paulo para me gravar. Essa gravação foi feita após uma reunião em que o senhor Francisco de Assis afirma em seu depoimento que a gravação foi objeto de conversa dessa reunião na sede da PGR. Há um depoimento do advogado da JBS confirmando essa reunião. É óbvio que se deduz que ele saiu da conversa com procuradores com uma pauta.”
 
Sobre a mala de R$ 500 mil, Aécio disse que “esse recurso depois foi integralmente devolvido. O Estado não foi lesado. Não há contrapartida. “
 
Questionado sobre como paga hoje a defesa, Aécio disse que é com “toda a dificuldade do mundo”.
 
“Estou pagando com toda a dificuldade do mundo, vendendo parte do meu patrimônio com ajuda da minha família. Todos esses pagamentos são registrados com origem específica. E muito aquém das expectativas iniciais dos advogados.”
 
O tucano ainda afirmou que o PSDB trabalha para enfrentar Lula como candidato a presidente. Sobre seu destino político, Aécio disse que o “caminho natural” é tentar a reeleição no Senado.
 
 
 

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