Bolsonaro tem 53% de fidelidade eleitoral e Haddad tem 45%

Patricia Faermann
Jornalista, pós-graduada em Estudos Internacionais pela Universidade do Chile, repórter de Política, Justiça e América Latina do GGN há 10 anos.
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Foto: Reprodução
 
Jornal GGN – A pesquisa Ibope sobre eleições presidenciais, divulgada nesta terça-feira (18), também revela a margem de mudanças das intenções de voto dos eleitores: Jair Bolsonaro (PSL) e Fernando Haddad (PT) são os que mais têm eleitores fieis, com 53% e 45%, respectivamente.
 
Estes são os números de entrevistados que afirmaram que não irão modificar seu voto “de jeito nenhum”, de acordo com o IBOPE. Ciro Gomes (PDT) também tem índices elevados de decisão definitiva, que atinge 32%.
 
Já Marina Silva (Rede) e Geraldo Alckmin (PSDB) marcam uma confiança de 24% e 25% de seus eleitores, respectivamente. 
 
Nessa mesma linha, Bolsonaro e Haddad marcam também números similares daqueles que informam ser “apenas uma preferência inicial”. O candidato da extrema direita registra 17% de seus eleitores que afirmam estar seguros, mas que podem modificar a escolha no decorrer da campanha, 11% dos que indicam ser uma decisão do momento que também podem mudar e 13% que dizem ser apenas uma preferência inicial.
 
Com isso, 41% dos eleitores de Bolsonaro podem mudar de opinião. 
 
Já Fernando Haddad registra 20% dos eleitores que estão firmes, mas que podem mudar, 14% que indicam ser uma escolha do momento que também pode ser modificada e 15% que dizem ser uma preferência inicial. Dessa forma, 49% dos eleitores de Haddad podem mudar de escolha.
 
Por outro lado, se o PT ou o PSL pretendem chegar ao segundo turno com confiança, devem mirar nos eleitores instáveis dos demais adversários. É o caso de Geraldo Alckmin (PSDB), que tem essa possibilidade em 74% de seus eleitores iniciais.
 
Marina Silva (Rede) também tem altas possibilidades de mudanças em seus eleitores: 72%. E a campanha de Haddad ainda poderá tentar convencer 67% dos eleitores de Ciro Gomes (PDT).
 
A pesquisa do Ibope divulgada nesta terça-feira ouviu 2.506 eleitores em 177 municípios, entre os dias 16 e 18 de setembro, e registra a margem de erro de 2 pontos percentuais, para mais ou para menos.
 
 
Patricia Faermann

Jornalista, pós-graduada em Estudos Internacionais pela Universidade do Chile, repórter de Política, Justiça e América Latina do GGN há 10 anos.

4 Comentários

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  1. Diógenes

    Se Haddad for eleito, mesmo  um poste, mas que seja um que tenha luz, para o bem do país.O anterior foi apagado, nem poste telefônico era.

  2. Pra mim, o PT errou feio com

    Pra mim, o PT errou feio com essa demora em apresentar o candidato de Lula. O tempo exíguo não deu, e tá longe de dar a Haddad os votos que ele mereceria receber de Lula, como transferência. Isto porque o povão aqui do NE ainda hoje, muitos deles, o desconhece. Diria que são os mais prováveis de cair na teia formada pelos coronéis nordestinos, sem farda, mas enfiado até a medula na política como vermes na carne morta de uma cão. Nesse contexto se encontram esses malandros, qjue podem ou não serem também milicos, podem ou não serem seguidores das seitas imundas desses pastores ladrões de almas, afora outros nem nem. 

    Bolsonaro, como sabemos, jamais terá votos de petistas, com toda certeza, e vice-versa. Mas ninguém pode duvidar de sua ascenção ainda maior nos últimos dias restantes para o pleito, vindo dos que se deixam manipular, ou dos chamados votos úteis de uma parcela antes tendente a dar umas migalhas para Marina, por exemplo, que é da seita de Malafaia, convenhamos.

    Pelo que vi na Maçonaria do RJ, Mourão sendo apaludido enquanto adentrava o recisnto com aquele bando de homens a cantar musíca patriótica, se recolhendo pra dar passagem ao general, será que podemos admitir que todos os maçõns são bolsomitos? 

    Tudo de mal que esse quadro hoje nos apresenta advém, sem dúvida de Aécio e suas equipe de frustrados. Os golpistas deram um golpe de mestre, pior do que aquele que vimos em 64, porque permanece vivo, com raízes profundas. 

    É a campanha do ódio contra o amor. 

  3. Essa pesquisa Ibope ao que

    Essa pesquisa Ibope ao que parece já mostra uma tendência de consolidação dos votos em Bolsonaro e Haddad. Por isso essa preferência dos candidatos dificilmente significará que votos de Haddad possa migrar para outros nomes, principalmente Bolsonaro, seria um contrassenso. Já Bolsonario, sabe-se, abriga também eleitores da direita, mas não fascistas, que o apoiam apenas por terem sido convencidos do perigo PT pregado pela Globo & cia. e as ações do Judiciário e do Ministério Público contra o partido. Não é descabido que parte desses votantes possam reformular suas escolhas, ou passar para anular o voto ou simplesmente não votar. Os demais votos não petistas de esquerda serão melhor representados por Haddad, por isso não é ilusório esperar que seus votos migrem para o PT, embora muitos seguirão o caminho da difeita não fascista; anularão ou não irão votar. Há o risco dessas decisões serem já no primeiro turno, já que, até agora tudo está prtaicamente definido, não há porque ir para  o tie break do segundo turno. Corroborando tudo, a rejeição de 42% de Bolsonaro e apenas 29% de Haddad, mesmo índice que Lula ostentava nos idos de 2002 e não impediu sua vitória. 

  4. A responsabilidade de que não falamos ,”nunca é hora”…

    Como o Caso Rícúpero [v. web, faz tempo] as coisas boas a gente mostra, as ruins a gente põe debaixo do tapete. – Sabe por que o povo, ou parte dele, tá querendo Bolsonaro? Porque vêem nele a mudança (fruto de anos de educação e politização… de muita, muita grana investida, mesmo assim, se mostram ingratos – Nem a forte religiosidade de nosso povo tá se podendo aproveitar, quer dizer, evitar o fenômeno). É chato “ouvir” isso? Pior é dizer.  – Quantos anos com a mesma governabilidade (trocada por juras de amor – o povo sabe ). A “hegemonia” mais numérica do que qualitativa, falsa, impositiva, forjada pelas espertezas). Quem contribuiu pra rebordosa? Qualquer que seja o resultado dessas eleições.

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