Bolsonaro tenta abafar polêmicas de vice e economista, para evitar perder eleitores

Presidenciável teria conversado com Paulo Guedes e Hamilton Mourão, pedindo silêncio
 

Foto: Brasil247
 
Jornal GGN – O aumento da participação do general Hamilton Mourão (PRTB) em atividades eleitorais e o polêmico avanço de manifestações públicas, enquanto o presidenciável Jair Bolsonaro (PSL) segue em tratamento hospitalar, incomodou o candidato da extrema direita.
 
Um dos primeiros conflitos internos visíveis da campanha de Bolsonaro foi provocado pelas manifestações relacionadas à CPMF. Partindo do escolhido pelo candidato a assumir o Ministério da Fazenda em seu possível governo, Paulo Guedes era pessoa de extrema confiança de Bolsonaro, a quem por diversas vezes o candidato disse colocar a mão no fogo.
 
Entretanto, durante uma palestra a investidores nesta semana, o economista defendeu recriar um imposto semelhante à antiga CPMF, caso o deputado da extrema direita vença as eleições à Presidência da República. Sem questionar o próprio candidato, no dia seguinte, o candidato a vice, Mourão, disse que era contra a proposta.
 
E Bolsonaro também havia defendido publicamente em suas redes sociais: “Chega de impostos é o nosso lema!”, havia publicado no Twitter, no mesmo dia. 
 
Mas passados alguns dias, o candidato do PSL à Presidência voltou a se manifestar contra a recriação da CPMF, ainda que a proposta tenha sido amplamente defendida pelo economista escolhido por ele para ocupar a Fazenda. 
 
“Nossa equipe econômica sempre descartou qualquer aumento de impostos. Quem espalha isso é mentiroso e irresponsável. Livre mercado e menos impostos é o meu lema na economia!”, voltou a publicar Bolsonaro, no Twitter. O candidato teria enquadrado o economista Paulo Guedes, após ter afirmado criar um imposto nos moldes da CPMF.
 
Enquanto isso, corre nos bastidores da política que o candidato a vice, o general do Exército, estaria buscando maneiras de assumir protagonismo, enquanto Bolsonaro segue internado. Participando ativamente de campanhas, entrevistas e agenda eleitoral, as manifestações de Mourão são sempre feitas de maneira pessoal, sem abarcar o nome do cabeça da chapa.
 
Além do próprio caso da CPMF, que escancarou um conflito interno nos três principais nomes da possível política de Bolsonaro, Mourão também teria recebido uma “chamada” de Bolsonaro, pedindo que evite a imprensa e que diminuia a participação em atividades eleitorais. O aviso do presidenciável teria ocorrido depois da polêmica defesa de uma nova Constituição sem aprovação do Congresso.
 
O objetivo de Bolsonaro é estancar polêmicas e evitar perder eleitores. Por isso, nesta quinta-feira (20), Mourão chegou a evitar a imprensa durante um debate promovido pela Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq), em São Paulo, em São Paulo. 
 
No mesmo dia, em terceiro dia de atividades de campanha no interor paulista, em Catanduva, Mourão debateu com 300 pessoas em um clube privado, e evitou o contato com a imprensa. Saiu do local em carro com vidros escuros fechados até se dirigir à Praça da República da cidade, onde saudou apoiadores, antes de viajar. 
 

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