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Candidatura de Meirelles é “plano A” do PSD, diz Kassab

Líder do PSD avalia também que PT continuará tendo protagonismo forte nas eleições, com ou sem Lula, defendendo a união em torno de uma candidatura única para o fortalecer o bloco que pretende levar adiante as reformas de Temer 
 
 
Jornal GGN – O PSD “só tem plano A, que é o Meirelles” para candidatura nas eleições presidenciais deste ano, afirmou o ministro Gilberto Kassab (Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações), em entrevista para a Folha de S.Paulo. O presidente licenciado do PSD disse também que o seu partido fará o que tiver no seu alcance para viabilizar a candidatura do atual ministro da Fazenda, sem deixar de lado a possibilidade do PSD acabar não tendo candidatos em 2018. 
 
O foco mais importante para Kassab é garantir que os defensores das reformas do governo Michel Temer se unam em torno de uma única candidatura. “Acho que aqueles que acreditam que as reformas tenham sido positivas para o Brasil, sejam os partidos, sejam os presidenciáveis, precisam estar juntos, para não correr o risco de haver divisão no primeiro turno e nenhum chegar no segundo”.

 
Por outro lado, Kassab acredita que o PT continuará sendo forte nas eleições, com ou sem Lula na disputa. “O eleitor que vota no Lula dificilmente deixará de votar num candidato apoiado por ele. Não estou entre os que acham que, sem Lula, algo muda”. 
 
Quando perguntado sobre a observação feita por Henrique Meirelles de que o governo terá um candidato para defender o legado e que não será o atual governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, o líder do PSD respondeu que será difícil garantir a candidatura de um único político que defenda as reformas, uma vez que cada partido tem autonomia. 
 
“Tenho me esforçado muito para que esse caminho seja o Meirelles. Mas pode ser o Meirelles, o presidente Temer, por que não? E pode ser o Alckmin”, disse mesmo as pesquisas apontando para menos de 2% das intenções de voto para atual ministro da Fazenda.
 
“A pesquisa é muito importante, mas não a única maneira de se avaliar. Quando fui candidato à reeleição à prefeitura de São Paulo [em 2008], tinha 2%, 3%, e acabei vencendo”, justificou.  
 
Quando perguntado sobre a dificuldade de defender o legado de um governo com apenas 5% de aprovação, Kassab argumentou que a discussão eleitoral é “totalmente diferente”:
 
“Na eleição vamos ter números, as pessoas vão lembrar que estão convivendo com uma inflação baixa, que era alta, corroendo salários. Vamos ter as pessoas atestando alimentos mais baratos”. 
 
O ministro também disse que o PSD apoiaria um candidato do PSDB para governar São Paulo citando, especialmente, dois nomes: José Serra e João Doria e, ainda, que aceitaria ser vice nas duas chapas. “O partido não se sentiria diminuído. Mas não é hora de discutir isso. Candidatura a vice não se discute. O momento é de definir o rumo do partido”, concluiu. 
 
 

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