Ciro Gomes rebate acusação de Caixa 2 do jornal O Globo

Faltando duas semanas para eleição, jornal apresenta delação de supostos recursos para campanha, pagos em 2010 e 2012
 
Foto: Agência Brasil
 
Jornal GGN – O ex-ministro e candidato à presidência pelo PDT, Ciro Gomes, rebate matéria do jornal O Globo, publica neste sábado (22), trazendo acusações contra seu irmão, Lúcio Gomes, de ter recebido dinheiro para as campanhas do PSB, de 2010 e 2012, da Galvão Engenharia, indicando que o presidenciável teria conhecimento dos fatos.
 
Segundo a reportagem, a denúncia surgiu de um acordo de delação premiada com a Procuradoria-Geral da República (PGR) e homologada pelo Supremo Tribunal Federal (STF). Executivos da Galvão Engenharia teriam dito que, em troca da transação, a empreiteira foi beneficiada na liberação de pagamentos de obras no governo do Ceará durante a gestão Cid Gomes (2007-2014), outro irmão de Ciro.
 
O Globo diz que teve acesso à delação de Jorge Henrique Marques Valença, homologada em dezembro e mantida até este sábado (22), portanto apenas faltando duas semanas para o primeiro turno, em sigilo. O ex-executivo teria apontado o presidenciável, especificamente, em um e-mail de 16 de dezembro de 2016, trocado com superiores da empreiteira.
 
“Já tem orçamento!!! Só falta ok do governador. Estou agindo, mas é importante a ajuda do Mário [possivelmente o Galvão] com o irmão mais velho, que já está no Brasil”. Ainda, segundo o jornal, Ciro Gomes havia acabado de voltar de uma viagem à Europa naquela semana.
 
“Quinze dias, apenas, estão faltando para as eleições e vem essa história, sem pé nem cabeça, envolvendo um irmão meu, que é inocente, que é sério, que é trabalhador, que tem patrimônio modesto para suas posses normalmente”, pontua Ciro Gomes em um vídeo veiculado nas redes sociais logo após a publicação da matéria.
 
“Nunca na minha vida me envolvi em qualquer tipo de corrupção ou escândalo”, completa Ciro declarando que irá processar que for o autor da denúncia.
 
Ainda, conforme O Globo, o delator disse que Lúcio Gomes teria recebido, em 2010, R$ 1,1 milhão, pagos em parcelas. O valor teria sido fruto de uma tratativa envolvendo recursos para as eleições. 
 
Em resposta à acusação, Lúcio confirmou ao mesmo jornal que conhece Valença e confirmou que a Galvão contribuiu legalmente para as campanhas de 2010 e 2012 do PSB no Ceará. 
 
“Eu trabalhava na Oi, que vendeu para o consórcio da empreiteira, administrador da Arena Castelão, todo o sistema de bilhetagem, controle de  e vigilância e telões. Como eu era gerente de vendas, participei de reuniões, mas aí foi uma relação privada privada. Só estive na empresa nesse contexto”, explicou
 
Já, Ciro Gomes, reforça que, sobre ele, a acusação é ainda mais infundada, levando em consideração as datas em que concorreu a um cargo público. 
 
“A última eleição que participei foi em 2006, só para vocês terem uma ideia. E se tudo isso fosse verdade, isso teria acontecido em 2012”, pontua indicando a possível utilização da reportagem como forma de enfraquecer sua candidatura que está competindo para entrar no segundo turno. 
 
“É uma acusação que não se diz quem é que fez, porque a mentira começa dizendo que é uma delação premiada de alguém que também diz que nunca me conheceu e que discute financiamento de campanha”, pontua o candidato. De fato, Jorge Valença afirmou na delação que nunca esteve pessoalmente com Ciro Gomes.

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