Datafolha mostra Haddad como o mais votado entre os mais ricos, o oposto a 2012

Jornal GGN – Pesquisa Datafolha divulgada nesta terça (3) indica que o deputado federal Celso Russomanno (PRB), que terminou em terceiro lugar na eleição de 2012, agora lidera isolado a disputa pelo Paço de São Paulo, com 34% das intenções de voto. Segundo reportagem da Folha, Russomanno só não tem o melhor desempenho na camada de 11% de entrevistados com renda acima de 10 salários mínimos. Apenas nesse setor, o prefeito Fernando Haddad (PT) desponta com 23% das intenções de votos, seguido pelo vereador Andrea Matarazzo (PSDB), com 15%.

No cenário geral, Haddad, que tentará a reeleição em 2016, aparece com 12% de intenções de voto, empatado com Datena (PP), que tem 13% ou 12%, dependendo do quadro de candidatos (o Datafolha fez dois teses, trocando apenas os nomes dos candidatos tucanos), e Marta Suplicy (PMDB), que tem 13%. A pesquisa foi realizada entre 28 e 29 de outubro, com 1.092 pessoas, e tem margem de erro de três pontos para mais ou para menos.

Com Russomano em primeiro e Haddad, Marta e Datena correndo próximos na segunda raia pelo segundo, terceiro e quarto lugares, quem aparece em quinto é o deputado federal Marco Feliciano (PSC), com 4%. Se o candidato do PSDB fosse o empresário João Dória Jr, ele ficaria em sexto lugar, com 3%. Se o candidato fosse Matarazzo, ele teria 4% e Feliciano, 5%.

Em 2012, Russomanno angariou 21,6% dos votos válidos e não disputou o segundo turno. Haddad e José Serra (PSDB) foram para a rodada final, sendo que o tucano encerrou o primeiro turno à frente do petista, com 30,7% dos votos válidos, ante 28,9% de Haddad. Dois anos depois, na disputa por uma vaga na Câmara Federal, Russomanno se tornou o deputado mais bem votado do País, com 1,5 milhão de votos.

Segundo o último estudo Datafolha, ele é bem votado entre homens e mulheres de todas as faixas etária, em todas as regiões da cidade, e em todas as faixas de escolaridade. Sua melhor marca é entre os eleitores do ensimo médio, com 40%, e nos setores com renda familiar entre 2 e 5 salários mínimos, onde tem 39% das intenções de voto. Entre os mais ricos, onde Haddad apresentou a vantagem de 23%, é o único nicho onde Russomanno não lidera.

Marta, que saiu do PT para disputar a Prefeitura, vai melhor entre os mais pobres e menos escolarizados – justamente o segmento onde o seu antigo partido pretende concentrar esforços. Mas pelo Datafolha, Haddad apresenta um “desempenho com tendências opostas às de sua eleição em 2012”, quando foi melhor entre os mais pobres.

PT perde, mas PSDB não ganha

Outro fator apurado pelo Datafolha foi a preferência do eleitorado por partidos políticos. Repetindo o desempenho de 2013, quando eclodiram protestos contra a classe política em diversas capitais do País, a pesquisa mostrou que o PT vem perdendo simpatizantes. Porém, o PSDB não tem demonstrado capacidade de capitalizar esse eleitorado decepcionado com a crise petista.

Pela sondagem recente, também realizada em São Paulo, 71% dos eleitores afirmam não ter preferência por nenhuma das 35 siglas existentes. Em 2013, esse número era de 70%. Hoje, 11% dos eleitores da cidade apontam o PT como o partido preferido. Em fevereiro passado, eram 17%. Em dezembro do ano passado, 22%. A taxa recorde de popularidade da sigla na cidade foi 35%, alcançada logo após a primeira eleição da presidente Dilma Rousseff, em 2010, e depois em abril de 2013.

A preferência pelo PSDB em detrimento do desgaste do PT não se alterou significativamente. “Variou de 8% para 10% desde a pesquisa anterior. Mas em vários períodos já esteve acima disso, chegando ao pico de 13% em três ocasiões: abril de 2006, setembro de 2011 e junho de 2014.”

Você pode fazer o Jornal GGN ser cada vez melhor.

Apoie e faça parte desta caminhada para que ele se torne um veículo cada vez mais respeitado e forte.

Apoie agora