O modo de operação das empreiteiras com o governo paulista

 
Jornal GGN – As grandes empreiteiras envolvidas na Lava Jato são contratadas de grandes obras do governo paulista. Ao mesmo tempo, fizeram doações vultosas para campanhas eleitorais. Trata-se de um esquema de corrupção ou não?
 
No fundo, repetem o mesmo padrão com todos os estados onde têm obras e com todos os políticos que possam ter alguma influência na dotação das obras. 
 
Mesmo assim, os interrogatórios conduzidos pelos procuradores da Lava Jato focam especificamente as campanhas do PT, reforçando as suspeitas de que há um componente político direcionando as investigações.
 
Dois episódios são significativos das relações dos governadores paulistas com as empreiteiras.
 
Assim que assumiu o governo de São Paulo, em janeiro de 2011, Geraldo Alckmin convocou o Secretário de Transportes, Saulo de Castro Abreu, figura de estrita confiança, para anunciar a revisão dos contratos com as concessionárias de rodovias. Saulo alertou que a medida significaria uma redução de R$ 300 milhões no lucro da Autoban. O comunicado soou como um aviso para as concessionárias saberem com quem deveriam conversar dali por diante. (leia mais em: O curioso jogo de Alckmin com as tarifas de pedágio).
 
O segundo episódio foi na campanha eleitoral de 2010, quando o operador Paulo Preto tornou-se suspeito de ter desviado recursos da campanha do PSDB. Em um primeiro momento, Serra alegou não conhecer Paulo Preto. Quando o operador ameaçou – com a frase “não se deixa um aliado ferido no campo de batalha”- Serra imediatamente voltou atrás. Mas nenhum inquérito foi aberto a respeito das suspeitas.
 
Atualmente, a CCR possui participação em diversos consórcios no setor de transportes. Estão na malha do grupo a Autoban, a NovaDutra, ViaLagos, RodoNorte, ViaOeste, RodoAnel, Renovias, ViaQuatro, Actua, Engelog, Controlar, EngelogTec, Barcas, SAMM, STP, Transolímpica, Ponte Rio-Niterói, Aeroporto Internacional de Quito, Aeroporto Internacional de San José e Aeroporto Internacional de Curaçao – empreendimentos que ultrapassam as fronteiras brasileiras. E os principais acionistas da CCR são os grupos Soares Penido (Serveng), Camargo Corrêa e Andrade Gutierrez.
 
Nas campanhas de 2010, a Andrade Gutierrez doou mais de R$ 16 milhões ao comitê nacional do PSDB, a Camargo Correa pouco mais de R$ 8 milhões ao caixa nacional do partido e R$ 3,15 milhões ao comitê de São Paulo do PSDB, e a Serveng doou R$ 1,7 milhão ao PSDB nacional e R$ 1,1 milhão ao comitê de São Paulo do partido.
 
Em 2014, a Andrade Gutierrez doou R$ 25,9 milhões ao PSDB nacional. Já a Serveng doou um total de R$ 3,25 milhões à Direção Estadual do PSDB em São Paulo.
 
 
Hoje, reportagem do Estado de S. Paulo anuncia um novo aumento nos pedágios: “Pedágios de SP vão subir até 8,47% a partir de quarta-feira, dia 1º”. As iniciativas privadas terão reajuste do IPCA acumulado com a diferença “perdida” dos anos que o governo de Alckmin não autorizou os aumentos, referente a 2013. No ano passado, o governador autorizou 5,29%, um pouco abaixo da inflação. 
 
Depois de reeleito, o governador concede 8,47% de reajuste aos trechos Oeste e Sul do Rodoanel Mario Covas e as Rodovias D.Pedro I, Raposo Tavares, Marechal Rondon (Oeste e Leste) e Ayrton Senna/Carvalho Pinto. Também fará um reajuste de 4,11%, referente ao IGP­M, para 12 concessionárias: Autoban, Tebe, Vianorte, Intervias, Centrovias, Triângulo do Sol, Autovias, Renovias, ViaOeste, Colinas, SPVias e Ecovias.
 
A relação não é de datas recentes. 
 
Em reportagem da Folha de agosto de 2006, concessionárias do serviço público das áreas de rodovias e telecomunicações burlaram a lei para realizar doações para as campanhas de 2002 e 2004. Apesar de não trazer discrimado quanto foi doado às direções nacional e estadual de São Paulo do PSDB, grandes e médias empreiteiras que detêm autorizações do Estado e da União para operar aparecem como doadoras oficiais de cerca de R$ 23 milhões de 2002 a 2006 a diversos partidos. 
 
Em 2006, então candidato à Presidência, Alckmin se reuniu em São Paulo com 16 executivos de teles. O empresário João Dória Júnior, então colaborador da campanha tucana, chegou a falar da importância de contribuir para a candidatura do então governador. Como tratava-se de concessionárias, Dória recomendou que as doações fossem feitas por meio das controladoras ou dos fornecedores das teles. O caso das concessionárias que exploram pedágios em rodovias federais e estaduais é o financeiramente mais expressivo.
 
“O Grupo CCR domina 1.452 km de rodovias sob responsabilidade de seis concessionárias, comandado por empreiteiras como a Andrade Gutierrez e a Camargo Corrêa. Juntas, doaram R$ 2,7 milhões a candidatos diversos nas eleições de 2002”, publicou o jornal, na época.
 
Além dos consórcios envolvendo comunicações e concessionárias, com malhas de rodovias de São Paulo, as empreiteiras participam de outras obras, como a Linha 6-Laranja do Metrô, que teve a licitação vencida o consórcio Move São Paulo, formado pelas empresas Odebrecht, Queiroz Galvão, UTC Participações e o fundo de Investimento Eco Realty.
 
A construtora Queiroz Galvão repassou R$ 4,1 milhões, a CR Almeida doou R$ 1 milhão e a construtora OAS R$ 860 mil ao comitê financeiro estadual para governador do PSDB. A Serveng, investigada pelo Cade, colaborou com R$ 2 milhões. Alckmin também recebeu R$ 500 mil da UTC, investigada na Lava Jato.
 
Os registros do TSE revelam, ainda, que mais da metade da campanha de 2014 do governador do Estado de São Paulo, Geraldo Alckmin, foi bancada por empresas investigadas por fraudes e formação de cartel em licitações do metrô de São Paulo e do Distrito Federal, conforme publicou o Uol, em setembro do ano passado.
 
Em nível federal, as mesmas que bancaram a campanha de Aécio Neves a presidência, em 2014. A direção nacional do PSDB recebeu R$ 6,2 milhões da OAS (R$ 5,7 milhões) e Queiroz Galvão (R$ 500 mil). No ranking, a UTC aparece como a quinta maior doadora do tucano, com um total de R$ 44,5 milhões repassados ao comitê financeiro para a Presidência do PSDB. 
 
Os benefícios também foram estendidos a outros candidatos, no ano eleitoral de 2010, segundo as investigações da Operação Lava Jato. Apontado nos últimos vazamentos de delação de Ricardo Pessoa, da UTC, o senador Aloysio Nunes (PSDB-SP) teria recebido oficialmente R$ 300 mil, e outros R$ 200 mil em dinheiro vivo da empreiteira. Em resposta, o senador disse que as transações foram legais, declaradas à Justiça.
 
Os dados podem ser confirmados no sistema de prestação de contas do TSE, com um repasse de R$ 200 mil e outro de R$ 100 mil:
 
 
Ainda em meio às investigações da Operação Lava Jato e do esquema de cartel do Metrô de São Paulo, o governador mantem as negociatas futuras. Em coluna da Monica Bergamo, em maio deste ano, a jornalista relata que Alckmin convidou alguns dos maiores empresários do Brasil para jantar na ala residencial do Palácio dos Bandeirantes. “Entre eles estavam Marcelo Odebrecht, da empreiteira Odebrecht, e Jorge Gerdau, do grupo Gerdau. O jantar, com o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, contou ainda com a presença de Carlos Terepins, da construtora Even, Johnny Saad, do grupo Bandeirantes, Pedro Faria, da BRF, e João Doria Jr., do grupo Lide”, publicou.
 
 

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49 Comentários

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Lucinei

- 2015-07-02 18:17:56

Privilégios

Os privilégios e desigualdades no Brasil não são gratuitos nem "dados da natureza". O conservadorismo sempre agiu assim e eles sabem muito bem que isso é mais que sabido (e é evidente que eles não vão revelar o segedo da cavalaria pros teleguiados, incluindo os "crianções" do poder Judiciário, MP e PF).

O PSDB também entrou nessa quando foi cooptado para o campo conservador. Por isso têm tanto ódio ao José Dirceu, que convenceu o PT a recolher fundos de campanha e assim ganhar as eleições, em vez de ficar fazendo figuração com megafones e carros de som em portas de fabricas nas eleições.

Sabem o que fizeram nos verões passados, portanto. Daí, também, todo o esforço de colocar o PT como bode expiatório; desde o início.

O lema é: acusar os outros daquilo que você faz; sacrifica-se o bode "and the good days are back"...

... Com os financiamentos de empresas garantidíssimos, é claro. Afinal, as empresas não abrem mão: vai queee...

Bento

- 2015-07-02 16:53:47

Coitado do MAM!

Imperdoável, se fosse ele eu processava esse folhetim por danos morais.

Bento

- 2015-07-02 16:51:22

Artigo falacioso e mal intencionado

Primeiro, o sujeito passa mais da metade do texto falando o óbvio: que os americanos manobram para defender seus interesses em todo o mundo, inclusive no Brasil. Depois faz o salto lógico absurdo de dizer que a investigação sobre as empreiteiras é obra deles. Para isso seria preciso que eles convencessem os empresários aqui a roubarem primeiro, "dotô" Santayanna, pois nenhuma empresa que agiu dentro da lei foi denunciada. De modo que todo o blá blá contra o imperialismo ianque serve apenas ao propósito de justificar a ideia do sujeito de que a população deve apoiar empresas que lesaram os cofres públicos. Sure, whatever..

Mais adiante fala sobre a relevante participação das empreiteiras na indústria de defesa, omitindo o fato que elas não colocaram um tostão do seu caixa para isso - adquiriram empresas que já detinham tecnologia própria via transferência de ativos, necessários para permitir a essas mesmas empresas captar recursos junto ao BNDES e FINEP. Em suma, uma mera jogada para facilitar financiamento público a empresas que legalmente já não podiam mais recebê-lo, que não difere em praticamente nada de uma licitação pois se o governo interromper os contratos que celebrou com essas empresas nenhum desses ativos poderá ser tomado pelos bancos públicos. A indústria de defesa brasileira é custeada pelo povo brasileiro e o articulista sabe disso, mas ainda assim prefere pagar o mico de imitar os republicanos dos EUA (o mesmo país que ele tanto criticou no começo do artigo), posando de defensor dos fabricantes de armas e por conseguinte da própria segurança nacional. É rir pra não chorar.

A única afirmação verdadeira do articulista é a de que oficiais das FFAA estão preocupados com os projetos no setor, mas ainda assim não pelos motivos que ele dá a entender. Esses oficiais não poderiam se preocupar menos com o destino das empreiteiras, que eles sabem muito bem que só entraram no setor de defesa sem correr riscos de mercado para conseguir benesses do governo federal. A preocupção deles, esta sim muito grande, diz respeito à capacidade financeira do governo federal para viabilizar os projetos do setor. Capacidade esta que foi minada não apenas pelas trapalhadas da equipe econômica anterior, mas também, como se viu na Lava Jato, pela voracidade das empreiteiras em sangrar a Petrobras em projetos mal planejados e pessimamente executados, cujo prejuízo será pago pelo contribuinte e por seus acionistas. Pois se o dinheiro do governo faltar, pode ter certeza que nenhuma empreiteira vai arriscar um centavo de seu caixa para manter de pé os projetos das empresas que compraram no setor de defesa, mesmo que estas já tenham contratos de venda no exterior, a exemplo da Avibras.

No final, como não poderia deixar de ser, repete a mentira já desmentida n vezes de que o jurista alemão Claus Roxin criticou a aplicação de sua teoria pela Justiça brasileira. Ele sabe que é mentira, mas não se importa porque também sabe que nenhum de seus leitores preguiçosos se dará ao trabalho de confirmar o que Roxin disse (eu vou facilitar o trabalho da turma mais uma vez: http://www.conjur.com.br/2012-nov-19/mensalao-esclarecimento-claus-roxin-publico-brasileiro ). E daí vem com a velha bravata nacional-desenvolvimentista, como se alguma das empresas que ele defende tivesse alguma procupação de fato com a Pátria. Elas só se preocupam com o lucro dotô, assim como o senhor só se preocupa com a preservação do seu grupo político no poder.

Santayanna, o senhor é um fanfarrão. Seu desprezo pela verdade e pela inteligência de seus próprios leitores é proporcional apenas ao seu interesse em proteger o poder de seu grupo político, que ora se encontra ameçado pela ação das instituições republicanas.

Bento

- 2015-07-02 13:28:51

O modus operandi dessas

O modus operandi dessas empreiteiras nos contratos com o governo de SP é rigorosamente igual ao das investigadas na Lava Jato, e a punição deve ser também a mesma, para corruptores, corruptos e intermediários. Se a jurisprudência criada pela Lava Jato prevalecer, esta será a maior arma a ser usada pelos procuradores e juízes de SP para denunciar e punir esses criminosos. Mas, se as condenações da Lava Jato forem anuladas nas instâncias superiores como usualmente acontece com crimes de colarinho branco no Brasil, então há pouco sentido em esperar qualquer resultado divergente contra as empreiteiras mancomunadas com os tucanos paulistas. Até porque os advogados delas serão os mesmos da Lava Jato, e a arenga deles também será a mesma: somos vítimas do Estado policial, estão ameaçando nos prender para confessarmos os crimes, blá blá blá..

Arnaldo Costa

- 2015-07-02 12:25:49

Desde antes de Cafunga
Há décadas que empreiteiras mantêm essa relação com governos. Os mentores de tudo e que fizeram fortunas com isso têm nome e endereço: DE-MO-TU-CA-NOS. O que me assusta é que, em meio a toda essa avalanche de denúncias e falso moralismo, essa mesma turma fica ilesa. Funcionam como uma máfia,máfia, com ramificações em diversos setores da sociedade, inclusive no judiciário.

Arnaldo Costa

- 2015-07-02 12:19:00

Minas do Coronelzinho Aético também farriou com empreiteiras
Em Minas, a farra nos cofres públicos foi tão grande que, além de ter quebrado o Estado, Aético Falastrão sucateou saúde, educação e serviços públicos. Foi muita armação, devidamente encoberta pela a grande imprensa provinciana, que fez enriquecer apenas a turma de apadrinhados do governo.

assim falou Golbery

- 2015-07-02 04:48:26

Pois é. Os mesmos que já

Pois é. Os mesmos que já provaram aqui por todos os meios que investigar corrupção é ato que só traz desgraça, querem que se faça isso em SP e leve o Estado para sua ruina total.

Ricardo Cesar

- 2015-07-02 02:13:58

É que ele pensa que é o

É que ele pensa que é o Osbourne!

Wsobrinho

- 2015-07-01 20:31:40

E o interesse nacional (do Brasil é claro).

A OPERAÇÃO LAVA JATO, A DEFESA NACIONAL, A CONTRA-INFORMAÇÃO E A ESPIONAGEM

Mauro SantayannaMAURO SANTAYANNA30 DE JUNHO DE 2015 ÀS 10:37Projetos gigantescos, tocados por empresas investigadas na Lava Jato, sem financiamento do BNDES, correm risco de ser suspensos, sem falar nas numerosas obras que estão sendo tocadas dentro do país

 

 

Em suas críticas ao tamanho do Estado e na defesa da privatização a qualquer preço, os neoliberais tupiniquins se esforçam por defender a tese de que o poder de algumas das maiores nações do mundo "ocidental", os EUA à frente, teria como únicos, principais esteios, o capitalismo, a livre iniciativa e o livre mercado, e defendem, sempre que podem, alegando a existência de "cabides de emprego", e o grande número de ministérios, a diminuição do setor público no Brasil.

A informação, divulgada na semana passada, de que, com três milhões e duzentos mil funcionários, o Departamento de Defesa dos EUA é o maior empregador do mundo, tendo em sua folha de pagamento, sozinho, mais colaboradores que o governo brasileiro, com todos seus 39 ministérios, mostra como essa gente tem sido pateticamente enganada, e corrobora o fato de que a tese do enxugamento do estado, tão cantada em prosa e verso por certos meios de comunicação nacionais, não é mais, do ponto de vista da estratégia das nações, do que uma fantasia que beira a embromação.

Dificilmente vai se encontrar uma nação forte, hoje - como, aliás, quase sempre ocorreu na história - que não possua também um estado poderoso, decidida e vigorosamente presente em setores estratégicos, na economia, e na prestação de serviços à população.

Enquanto em nosso país, o número total de empregados da União, estados e municípios, somados, é de 1,5% da população, na Itália ele passa de 5%, na Alemanha, proporcionalmente, ele é de 80% a mais do que no Brasil, nos EUA, de 47% a mais e na França, também um dos países mais desenvolvidos do mundo, de 24% da população ativa, o que equivale a dizer que praticamente um a cada quatro franceses trabalha para o Setor Público.

Esses dados derrubam também a tese, tão difundida na internet, de que no Brasil se recebe pouco em serviços, comparativamente aos impostos que se pagam. Por aqui muitos gostariam de viver como na Europa e nos Estados Unidos, mas ninguém se pergunta quantos funcionários públicos como médicos, professores, advogados, técnicos, cientistas, possuem a mais do que o estado brasileiro, os governos dos países mais desenvolvidos do mundo, para prestar esse tipo de serviços à população.

E isso, sem ter que ouvir uma saraivada de críticas a cada vez que lança um concurso, e sem ter que enfrentar campanhas quase que permanentes de defesa da precarização do trabalho e da terceirização.

Aos três milhões e duzentos mil funcionários, cerca de 1% da população norte-americana, fichados apenas no Departamento de Defesa, é preciso agregar, no esforço de fortalecimento nacional dos Estados Unidos, centenas de universidades públicas e privadas, e grandes empresas, estas, sim, privadas, ou com pequena participação estatal, que executam os principais projetos estratégicos de um país que tem o dobro da relação dívida pública-PIB do Brasil e não parece estar, historicamente, preocupado com isso.

Companhias que, quando estão correndo risco de quebra, como ocorreu na crise de 2008, recebem dezenas de bilhões de dólares e novos contratos do governo, e que possuem legalmente, em sua folha de pagamento, "lobistas", que defendem seus interesses junto à Casa Branca e ao Congresso, que, se estivessem no Brasil, já teriam sido, neste momento, provavelmente presos como "operadores", por mera suspeição, mesmo sem a apresentação de provas concretas.

Da estratégia de fortalecimento nacional dos principais países do mundo, principalmente os ocidentais, faz parte a tática de enfraquecimento e desestruturação do Estado em países, que, como o Brasil, eles estão determinados a continuar mantendo total ou parcialmente sob seu controle.

Como mostra o tamanho do setor público na Alemanha, na França, nos Estados Unidos - ampla e propositadamente subestimado no Brasil - por lá se sabe que, quanto mais poderoso for o Estado em um potencial concorrente, mais forte e preparado estará esse país para disputar um lugar ao sol com as nações mais importantes, em um mundo cada vez mais complexo e competitivo.

Daí porque a profusão de organizações, fundações, "conferencistas", "analistas" "comentaristas", direta e indiretamente pagos pelos EUA, muitos deles ligados a braços do próprio Departamento de Defesa, como a CIA, e a aliança entre esses "conferencistas", "analistas", "filósofos", "especialistas", principescos sociólogos - vide o livro "Quem pagou a conta? A CIA na Guerra Fria da Cultura", da jornalista inglesa Frances Stonor Saunders - etc, com a imprensa conservadora de muitos países do mundo, e mais especialmente da América Latina, na monolítica e apaixonada defesa do "estado mínimo", praticada como recurso para o discurso político, mas também por pilantras a serviço de interesses externos, e por ignorantes e inocentes úteis.

Em matéria de capa para a Revista Rolling Stone, no final da década de 1970, Carl Bernstein, o famoso repórter do Washington Post, responsável pela divulgação e cobertura do Caso Watergate, que derrubou o Presidente Richard Nixon, mostrou, apresentando os principais nomes, como centenas de jornalistas norte-americanos foram recrutados pela CIA, durante anos, a fim de agir no exterior como espiões, na coleta de informações, ou para produzir e publicar matérias de interesse do governo dos Estados Unidos.

Muitos deles estavam ligados a grandes companhias, jornais e agências internacionais, como a Time Life, a CBS, a NBC, a UPI, a Reuters, a Associated Press, a Hearst Newspapers, e a publicações como o New York Times, a Newsweek e o Miami Herald, marcas que em muitos casos estão presentes diretamente no Brasil, por meio de tv a cabo, ou têm seu conteúdo amplamente reproduzido, quando não incensado e reverenciado, por alguns dos maiores grupos de comunicação nacionais.

Assim como a CIA influenciou e continua influenciando a imprensa norte-americana dentro e fora do território dos Estados Unidos, ela, como outras organizações oficiais e paraoficiais norte-americanas, também treina, orienta e subsidia centenas de veículos, universidades, estudantes, repórteres, em todo o mundo, em um programa que vem desde antes da Guerra Fria, e que nunca foi oficialmente interrompido.

O próprio Departamento de Defesa, o Departamento de Estado, a Agência dos Estados Unidos para o Desenvolvimento Internacional, USAID, o Fundo Nacional para a Democracia, NED, o Conselho Superior de Radiodifusão, BBG, e o Instituto dos EUA para a Paz, USIP, bancam atividades de "desenvolvimento de meios" em mais de 70 países, em programas que mantêm centenas de fundações, ONGs estrangeiras, jornalistas, meios de informação, institutos de "melhoramento" profissional, e escolas de jornalismo, com um investimento anual que pode chegar a bilhões de dólares.

Além deles, são usados, pelo Departamento de Estado, o Bureau de Assuntos Educacionais e Culturais, (Bureau of Educational and Cultural Affairs, BECA), o Bureau de Inteligência e Investigação, (Bureau of Intelligence and Research, INR) e o Bureau de Democracia, Direitos Humanos e Trabalho (Bureau of Democracy, Human Rights, and Labor, DRL), que apenas no ano de 2006 organizou, na Bolívia, por exemplo, 15 diferentes "oficinas" sobre "liberdade de imprensa e expressão", além do Escritório de Diplomacia e Assuntos Públicos (Office of Public Diplomacy and Public Affaires, OPDPA).

"O que nós estamos ensinando - explica Paul Koscak, porta-voz da USAID - é a mecânica do jornalismo, na imprensa escrita, no rádio ou na televisão. Como fazer uma história, como escrever de forma equilibrada ... tudo o que se espera de um verdadeiro profissional de imprensa."

Isabel MacDonald, diretora de comunicação da Fairness And Accuracy in Reporting (FAIR) - Imparcialidade e Transparência na Informação - um observatório de meios de comunicação de Nova Iorque sem fins lucrativos, não tem, no entanto, a mesma opinião.

Para ela, "esse tipo de operação do governo norte-americano, a despeito de sua alegada defesa das normas da objetividade, trabalha, na verdade, contra a democracia, apoiando a dissensão sufocante, e divulgando informações deliberadamente falsas que são úteis para os objetivos da política exterior dos Estados Unidos.'

Um exemplo clásssico desse tipo de resultado, quanto aos objetivos norte-americanos, foi o envolvimento de Washington, denunciado pela comissão legislativa Church-Pike, no Congresso dos EUA, com o financiamento a jornais de oposição na América Latina, como o grupo "El Mercúrio" do Chile, por exemplo, na conspiração que levou ao golpe militar contra o presidente eleito de orientação nacionalista Salvador Allende, em 1973.

Em abril de 2015, a Associação dos Jornalistas Chilenos decidiu expulsar de seus quadros o dono do Grupo El Mercúrio, Agustín Edwards Eastman, de 87 anos, por violação do código de ética, depois que documentos oficiais revelados nos Estados Unidos mostraram, em 2014, que ele havia recebido dinheiro da CIA para publicar informações falsas contra o governo chileno.

A diferença entre os Estados Unidos, que se dizem "liberais" e "privatistas", e na verdade não o são, e o Brasil, que cede a todo tipo de pressão, na tentativa de provar, todos os dias, que não é comunista nem estatizante, é que, mesmo quando envolvidas com corrupção - considerada uma espécie de "dano colateral" que deve ser "contornado" e "absorvido", no contexto do objetivo maior, de permanente fortalecimento do complexo-industrial militar dos EUA - a existência das principais empresas de defesa norte-americanas nunca é colocada em risco.

Apenas como exemplo, a Lockheed Martin, uma das principais companhias de aviação e de defesa dos EUA, pagou, como lembrou André Motta Araújo no Jornal GGN outro dia, entre as décadas de 1950 e 1970, mais de 300 milhões de dólares, ou 3.7 bilhões de dólares em dinheiro de hoje, de propina para autoridades estrangeiras, entre elas - para quem acha que isso só acontece em paises "sub-desenvolvidos" - o então Ministro da Defesa da Alemanha Ocidental, Franz Joseph Strauss, os ministros Luigi Gul, e Maria Tanassi, o Primeiro-Ministro Mariano Rumor e o Presidente da República Italiana, Giovanni Leone, o general Minoru Genda e o Primeiro-Ministro japonês Kakuei Tanaka, e até o príncipe Bernhard, marido da Rainha Juliana, da Holanda.

E alguém acha que a Lockheed foi destruída por isso ? Como também informa Motta Araújo, seus principais dirigentes renunciaram alguns anos depois, e o governo norte-americano, no lugar de multar a empresa, lhe fez generoso empréstimo para que ela fizesse frente, em melhores condições, aos eventuais efeitos do escândalo sobre os seus negócios.

A Lockheed, conclui André Motta Araújo em seu texto, vale hoje 68 bilhões de dólares, e continua trabalhando normalmente, atendendo a enormes contratos, com o poderoso setor de defesa norte-americano.

Enquanto isso, no Brasil, os dirigentes de nossas principais empresas nacionais de defesa, constituídas, nesses termos, segundo a Estratégia Nacional de Defesa, em 2006, para, com sede no Brasil e capital votante majoritariamente nacional, fazer frente à crescente, quase total desnacionalização da indústria bélica, e gerir alguns dos mais importantes programas militares da história nacional, que incluem novos mísseis ar-ar, satélites e submarinos, entre eles nosso primeiro submersível atômico, encontram-se, quase todos, na cadeia.

O Grupo Odebrecht, o Grupo Andrade Gutierrez, o OAS e o Queiroz Galvão têm, todos, relevante participação na indústria bélica e são os mais importantes agentes empresariais brasileiros da Estratégia Nacional de Defesa. Essas empresas entraram para o setor há alguns anos, não por ter algum privilégio no governo, mas simplesmente porque se encontravam, assim como a Mendes Júnior, entre os maiores grupos de engenharia do Brasil, ao qual têm prestado relevantes serviços, desde a época do regime militar e até mesmo antes, não apenas para a União, mas também para estados e municípios, muitos deles governados pela oposição, a quem também doaram e doam recursos para campanhas políticas de partidos e candidatos.

Responsáveis por dezenas de milhares de empregos no Brasil e no exterior, muitos desses grupos já estão enfrentando, depois do início da Operação Lava-Jato, gravíssimos problemas de mercado, tendo tido, para gaúdio de seus concorrentes externos, suas notas rebaixadas por agências internacionais de crédito.

Projetos gigantescos, tocados por essas empresas no exterior, sem financiamento do BNDES, mas com financiamento de bancos internacionais que sempre confiaram nelas, como o gasoduto do Perú, por exemplo, de quase 5 bilhões de dólares, ou a linha 2 do metrô do Panamá, que poderiam gerar centenas de milhões de dólares em exportação de produtos e serviços pelo Brasil, correm risco de ser suspensos, sem falar nas numerosas obras que estão sendo tocadas dentro do país.

Prisões provocadas, em alguns casos, por declarações de bandidos, que podem ser tão mentirosas quanto interesseiras ou manipuladas, que por sua vez, são usadas para justificar o uso do Domínio do Fato - cuja utilização como é feita no Brasil já foi criticada jurídica e moralmente pelo seu criador, o jurista alemão Claus Roxin - às quais se somam a mera multiplicação aritmética de supostos desvios, pelo número de contratos, sem nenhuma investigação, caso a caso, que os comprove, inequivocamente, e por suposições subjetivas, pseudo-premonitórias, a propósito da possível participação dessas empresas em um pacote de concessão de projetos de infra-estrutura que ainda está sendo planejado e não começou, de fato, sequer a ser oficialmente oficialmente estruturado.

O caso Lockheed, o caso Siemens, e mais recentemente, o do HSBC, em que o governo suiço multou esse banco com uma quantia mínima frente à proporção do escândalo que o envolve, nos mostram que a aplicação da justiça, lá fora, não se faz a ferro e fogo, e que ela exige bom senso para não errar na dose, matando o paciente junto com a doença.

Mais uma vez, é necessário lembrar, é preciso combater a corrupção, mas sem arrebentar com a Nação, e com alguns dos principais pilares que sustentam nossa estratégia de desenvolvimento nacional e de projeção nos mercados internacionais.

No futuro, quando se observar a história do Brasil deste período, ao tremendo prejuízo econômico gerado por determinados aspectos da Operação Lava-Jato, mutíssimo maior que o dinheiro efetivamente, comprovadamente, desviado da Petrobras até agora, terá de ser somado incalculável prejuízo estratégico para a defesa do país e para a nossa indústria bélica, que, assim como a indústria naval, se encontrava a duras penas em processo de soerguimento, depois de décadas de estagnação e descalabro.

No Exército, na Marinha, na Força Aérea, muitos oficiais - principalmente aqueles ligados a projetos que estão em andamento, na área de blindados, fuzis de assalto, aviação, radares, navios, satélites, caças, mísseis, submarinos, com bilhões de reais investidos - já se perguntam o que irá acontecer com a Estratégia Nacional de Defesa, caso as empresas que representam o Brasil nas joint-ventures empresariais e tecnológicas existentes vierem a quebrar ou a deixar de existir.

Vamos fazer uma estatal para a fabricação de armamento, que herde suas participações, hipótese que certamente seria destroçada por violenta campanha antinacional, levada a cabo pelos privatistas e entreguistas de sempre, com o apoio da imprensa estrangeira e de seus simpatizantes locais, com a desculpa de que não se pode "inchar"" ainda mais um estado que na verdade está sub-dimensionado para as necessidades e os desafios brasileiros?

Ou vamos simplesmente entregar essas empresas, de mão beijada, aos sócios estrangeiros, com a justificativa de que os projetos não podem ser interrompidos, perdendo o controle e o direito de decidir sobre nossos programas de defesa, em mais um capítulo de vergonhoso recuo e criminosa capitulação ?

Com a palavra, o STF, o Ministério da Defesa, e a consciência da Nação, incluindo a dos patriotas que militam, discreta e judiciosamente, de forma serena, honrosa e equilibrada, no Judiciário e no Ministério Público.

Do Blog do Mauro Santayana

 

 

 

 

 

Alexandre Weber - Santos -SP

- 2015-07-01 14:53:22

Réus confessos

A incriminação foi feita por Réus confessos.

Não têm o que investigar.

Eduardo Outro

- 2015-07-01 13:19:35

A MESMA COISA

Caro André, suponha que alguem chegou ao empreiteiro e pediu dinheiro. Isso nunca, NUNCA será comprovado. Mas a Lava-Jato parece não estar muito preocupada com isso, se houve uma delação nesse sentido, problema resolvido. Pior, se for contra o Governo, é fato, é corrupção. Se for contra o PSDB, é legítimo. É só ver, no caso de certas empreiteiras, quem mais recebeu, entre o PT e o PSDB. Num caso é dito que é corrupção, noutro doação. E quem diz isso, abertamente, é Aecio Neves e FHC. Por isso, essa lenga-lenga de que se for comprovado, puna-se, é apenas lenga-lenga, ao menos até agora. Qualquer denúncia da Veja causa um grande rebuliço, mais das vezes sem qualquer comprovação, apenas delação de um criminoso. Necessitou-se de investigação da Suiça para se fazer algo em relação ao Trensalão, assim mesmo, sem incriminar ninguem do governo, apenas alguns funcionários. Vc realmente acredita que o móvel da Justiça para incriminar alguem no Trensalão será o mesmo da Lava-Jato? Assim como foi no Mensalão PT/Mensalão Tucano?. É essa a coisa. Abs.

PS.: Creio que ninguém duvida de que houve sim corrupção, mesmo que não seja comprovada. Mas, pelo menos eu, não creio que estão querendo punir a corrupção, mas sim destruir um Governo legítimo, que não conseguem conquistar com o voto.

Wsobrinho

- 2015-06-30 20:45:23

Mau jornalismo, desinformação ou má fé.

 O diário goiano reproduz a entrevista que o Ministro do STF Marco Aurélio Melo deu ao Estadão e troca tudo, coloca a foto e o nome do Secretário da Presidência Marco Aurélio Garcia, tanto na manchete como no texto interno.

Yacov

- 2015-06-30 20:44:28

Na ausência de provas, a

Na ausência de provas, a Justiça do 'breZeew' desencava até DOMÍNIO DO FATO para condenar o PT, já contra o PSDB nem uma confissão assinada em lavrada em cartório serve sequer para investigar os carcamanos. O 'engavetamento' do MENSLÃO DO PESDB, e a anulação da OPERAÇÃO CASTELO DE AREIA são as maiores provas disso. TUCANOS, como as ZELITES OFFSHORE do 'breZeew', SÃO INIMPUTÀVEIS !! 

VERGONHA É A 'JUSTIÇA' DO BRASIL !!!

 

 "O BRASIL PARA TODOS não passa na REDE GLOBO DE SONEGAÇÂO & GOLPES - O que passa na REDE GLOBO DE SONEGAÇÃO & GOLPES é um braZil-Zil-Zil para TOLOS"

jjsoares

- 2015-06-30 20:26:09

Perfeito Mauro Silva, eu

Perfeito Mauro Silva, eu chego a dizer que o judiciario e o maior mal deste país, maior mesmo que a classe de políticos.

O judiciário simplesmente pratica o provérbio, "aos amigos, as benesses da lei, aos inimigos, a força da lei". Temos o caso gritante daquele juiz do julgamento do inquerito do Eike Batista, que apenas foi divulgado na mídia por tratar-se de pessoa famosa, que utilizava-se do bem alheio ao seu bel prazer (no caso, os bens de Eike).  Agora quantos mais juízes fazem o mesmo sem que fiquemos sabendo. Afinal eles são semi-deuses, acima do bem e do mal.  No tribunal regional do Rio de Janeiro, 90% dos juízes ganham acima do teto salarial e ninguem, ninguem pode fazer nada, afinal quem julga...

A procuradoria e tribunal de contas, apenas serve para dar um aspecto legal as ações muitas vezes ilicitas do governo, desde que governo amigo. Aos inimigos, vazamentos seletivos em parceria com a grande mídia e prisões sem julgamento. Afinal quem julga... 

Andre Fonseca

- 2015-06-30 20:25:55

Uma coisa eh uma coisa..

Entendi o que vc disse mas o que eu disse foi outra coisa. O que eu disse foi que o simples fato de contratar empreiteiras nao eh prova e nem indicio de corrupcao. Afinal, ha obras a serem feitas e quem as faria?. Disse tambem que o caso do Metro de SP esta sendo investigado e que os culpados serao punidos nao porque sejam do partido A ou B. Outra coisa que eu disse foi que o que se investiga na lava-jato agora eh se foi pedido dihheiro para nao prejudicar a empresa. Se foi e ha provas, temos um crime. Se nao foi, temos uma zona cinzenta onde nao se sabe se houve crime.

Isso quem avaliara eh a justica.

Eh simples, se senadores do PSDB pediram dinheiro no contexto da lava-jato para conceder qualquer vantagem especifica (mesmo nao sendo governo) o caso eh RIGOROSAMENTE o mesmo e devem ser punidos.

Contratos lavrados em casos de corrupcao nao ha. Pelo seu raciocinio jamais haveria indicio suficiente para punir alguem. Eh evidente que existe uma linha de corte a partir da qual a justica pode e deve punir.

JOSE CAMPOS DE JESUS

- 2015-06-30 14:30:54

LAVA JATO TUCANO

A justificativa será que a propina tucana é estadual e caberia ao MP de SP (que é tucano) investigar. Ou seja: pode roubar a vontade. 

Nádia Ramos

- 2015-06-30 14:28:35

Tô dizendo...

Tô dizendo que esse vaza jato é mais um aberração para dar o golpe. Nada mais que isso, pois os verdadeiros bandidos que são do PSDB estão todos soltinhos, leves e sorridentes, pois, a justiça faz de cega e a mídia os protege. Será que todos estão ganhando com isso?

Roberto Monteiro

- 2015-06-30 14:13:28

E atua defesa aos tucanos, é o que?

Tucanérica? Tucânica ou tungânica?

Maria Silva

- 2015-06-30 13:23:06

Bom saber

"Nois" cá da senzala nordestina não sabemos nada sobre as artes do governo de São Paulo com os empresarios. Além da bilndagem fornecida pela midia golpista e redes sociais, tem também o deliro de se achar que São Paulo é uma Suiça, ou Finlandia de probidade e prosperidade. Lá, quem trabalha fica rico. Há muitas decadas o PSDB paulista se nutre de doações empresariais. E os imbecis acham que é tudo "por amor". De acordo com a tese do boçal Aceminho, é por isso que o PSDB não perde eleição em São Paulo.

Antônio Lyra Filho

- 2015-06-30 12:56:55

A lama há muite tempo é

A lama há muite tempo é companheira do PSDB.

Leonardo Brasilino

- 2015-06-30 12:24:14

Os fatos.

Comentar o que ? Está tudo, aí.

Flavio Martinho

- 2015-06-30 12:13:03

Claro, claro. Tá tudo sendo

Claro, claro. Tá tudo sendo investigado até mesmo porque o mp-sp é mantido sob controle estrito do gvoernador. Salvo engano, o chefe do mp trabalha dentro do palacio. Ali juntinho para que nada saia do controle.

Z.

- 2015-06-30 12:11:39

construbras

Um possível enfrentamento disso?

http://abuladabola.blogspot.com.br/2015/06/construbras-uma-construcao-coletiva.html

 

Aracy_

- 2015-06-30 12:03:55

Tucano não esquece, sonega

Tucano não esquece, sonega nem omite. Tem apenas... lapso de memória.

batista neto

- 2015-06-30 11:52:29

Inacreditáááááá´veeellllll

Eu já ouvi e li muita coisa insólita em matéria de comentários.... mas...... esse tal de Ozzi atravessou, extrapolou, superou, transpôs, transcendeu e tudo o que mais se possa falarem excesso de hipocrisia, cinismo e CARA DE PAU, ou absoluta ignorância e indigencia mental, o cara alcançou e transbordou todos os limites nunca dantes alcançados!!

 

Parabéns!!!

And the winner is........

 

OZZY!!!!

Aracy_

- 2015-06-30 11:47:56

Capivara do governo paulista

O jurista Celso Antônio Bandeira de Mello diz claramente que o frenesi das delações premiadas contra o PT na Lava Jato é parte da histeria fascista. Se puxar a capivara dos demais partidos nos respectivos governos parece que não sobra nenhum 100% insuspeito. Mas quem se habilita a passar isso tudo a limpo?

http://www.jb.com.br/pais/noticias/2015/06/29/estamos-a-caminho-de-um-verdadeiro-fascismo-alerta-bandeira-de-mello/

"Estamos a caminho de um verdadeiro fascismo", alerta Bandeira de Mello

 

Jurista critica força conservadora e diz que nunca se combateu corrupção como agora

Jornal do Brasil

Ninguém gosta de corrupção, destaca o jurista Celso Antônio Bandeira de Mello. O escândalo criado com esta prática, contudo, travestida de novidade, é preocupante. Para Bandeira de Mello, estamos a caminho do verdadeiro fascismo, impulsionado pela chamada grande imprensa. Em conversa com o JB por telefone nesta segunda-feira (29), ele lembra que a corrupção nunca foi tão combatida neste país como agora, e que foi durante o governo de Fernando Henrique Cardoso que as estatais ganharam uma "autonomia sem sentido", como um "alô aos corruptos e corruptores". Em 1997, o governo editou a Lei n° 9.478/1997, que autorizou a Petrobras a se submeter ao regime de licitação simplificado.

"Está havendo um abuso em matéria de delação premiada, estão achando que isso é a salvação do mundo. Não é. Ninguém gosta de corrupção, não há quem goste. Eu detesto a corrupção", comentou Bandeira de Mello, resgatando a ocasião em que apontou que estavam "entregando o galinheiro aos cuidados da raposa", com a flexibilização da lei das licitações, durante o governo FHC.

De acordo com o jurista, o fato da corrupção estar sendo tratado como uma novidade escandalosa decorre do momento político. "A presidenta [Dilma Rousseff] ganhou as eleições e desgostou um segmento da sociedade grande, que são as forças conservadoras, e essas forças conservadoras controlam a imprensa. Então, a imprensa tem feito um grande escândalo, como se a corrupção tivesse começado no governo do PT. Não é verdade. Corrupção sempre teve, e nunca se combateu tanto a corrupção como agora."

Em matéria publicada nesta segunda-feira na Folha de S. Paulo, Bandeira de Mello critica a Operação Lava Jato. "Eu critiquei (a Operação Lava Jato) a maneira de prender [os investigados] sem mais nem menos, vai prendendo. O que é isso?, Não é assim. Delação premiada não é isso", explicou ao JB. 

"Nós estamos, eu disse isso na entrevista que eu dei para a Folha, a caminho do verdadeiro fascismo, impulsionado pela imprensa, pela chamada grande imprensa, que é meia dúzia de proprietários dos meios de comunicação. Infelizmente, isso é verdade, eu digo isso com grande desgosto, mas é verdade."

Para o jurista, esse fascismo se revela no desconhecimento do direito de garantias fundamentais que a humanidade levou séculos para obter. "E agora, a pessoa acha que prender corrupto ou supostamente corrupto é bom, pode fazer do jeito que quiser. Esse juiz gosta muito de mandar prender", disse, completando que isto alimenta a demanda pelo espetáculo midiático. "O que agrada é pão e circo."

Bandeira de Mello também reforçou sua análise de que, colocada a Olimpíada de 2016 no Rio em evidência, essa tendência à espetacularização deve esfriar. "A imprensa, esse segmento da imprensa, ela aproveita tudo aquilo que provoca o escândalo. (...) Quando alguém diz 'olha, não é assim', ela diz 'mas não fui eu que inventei, isso aconteceu, eu estou só noticiando'. Se nós formos adotar como uma desculpa para todo tipo de notícia isso, a humanidade não teria progredido", analisou Bandeira, completando que alguns poderiam responder a sua análise o acusando de ser a favor da corrupção ou de ser petista: "Mas eu também não me incomodo, eu não espero outro comportamento."

 

Wsobrinho

- 2015-06-30 11:02:14

Quem tá surtado????

Quer dizer que receber "doações"  para preservar o lucro das concessionárias é legal? Quer dizer que receber doações para manter as empreiteiras atuando no estado com generosos contratos é legal?

De onde você pensa que saem estas doações?

Ah! sairam do roubo na Petrobrás, afinal os contratos em SP e outros governos tucanos são JUSTÍCIMOS e não aferecem margem nenhuma para as doações (santa ingenuidade ou canalhice mesmo). Opssss descuple não de pode falar assim pois aí os tucanos estariam também se beneficiando do "roubo" na Petrobrás e assim não pode, assim não dá.

Afinal em SP e nos governos tucanos TODOS os EMPRESáRIOS SÃO IDEALISTAS, sacrificam seu lucros e rendimentos para doar aos paladinos tucanos na sua cruzada anti-pt e salvar o Brasil, assiim como fiéis que abrem mão do pão para honrar o dízimo. Roubam nos contratos do PT e "investem" nos impolutos tucanos (por falr nisso, tem DOADO parte de seu salário ao PSDB, ele precisa de todos na cruzada que promove).

Faça-me um favor, até a hipocrisia e estupidez têm limites.

Webster Franklin

- 2015-06-30 07:57:54

"A questão é que está

"A questão é que está fartamente comprovado que havia um esquema de roubo de dinheiro público na Petrobras e, segundo os delatores, parte da grana ia pros partidos da base aliada, notadamente o PT. Via "doações legais". Ou seja, lavagem de dinheiro."

Meu caro, parece que quem surtou de vez foi você! Esqueceu que nas delações estão citados partidos como PSDB, PSB e aliados da oposição? Lembra-se dos R$ 10 milhões "doados" ao presidente do PSDB Sergio Guerra para acabar com a CPI da Petrobras em 2010. E a refinaria Abreu e Lima? Acontece que para blindar os tucanos e outros, jogaram  a culpa no falecido Sergio Guerra. 

Haroldo Werneck

- 2015-06-30 06:02:40

Comentaristas com surto seletivo de memória

Você pode considerar duas situações:

1. Apesar de todo o alarde na imprensa e o esforço para tratar delações premiadas como verdade absoluta, ainda não houve comprovação das principais acusações e muito menos condenação. Partindo do seu comentário, é mais fácil comprovar que houve sim corrupção no caso dos metrôs de São Paulo e Brasília, porque uma das empresas envolvidas (Siemens) veio espontaneamente a público confessar que fazia arranjos com os demais fornecedores para atender as obras do PSDB. O cartel foi montado para receber obras do governo de SP e em troca fez diversas doações (ilegais) para o PSDB. Se quiser outro exemplo, basta ver o silêncio sobre os crimes do governador Beto Richa, que foi financiado pelo dinheiro desviado pelos fiscais do estado do Paraná. É como diz o ditado: em casa de ferreiro, espeto de pau. Atualizando o ditado: na casa do Moro, não falta cara de pau...

2. Partindo-se do princípio de que as empreiteiras roubavam para fazer doações ilegais, digamos que uma empreiteira roubou 20 milhões e doou proporcionalmente para o PT, PMDB e PSDB. Assim sendo, não importa como o dinheiro foi roubado, todos os partidos receberam doações de fonte ilegal. Ou alguém acha que a empreiteira vai separar as doações em notas "legais" e "ilegais"?

Por fim, se você estudar um pouco da história das empreiteiras no país desde a construção de Brasília vai perceber que sempre houve troca de favores: para receber obras, as empreiteiras apoiavam financeiramente os candidatos da situação - e isto foi válido principalmente na época da ditadura. Ou seja, esta troca existe há muito tempo e ocorre nos governos Federal, Estadual e Municipal - e em praticamente toos os partidos..

Abraços

Newton b

- 2015-06-30 05:51:12

Até os cachorros da rua sabem

Até os cachorros da rua sabem que desde o governo Mario Covas o resultado das licitações no Estado de São Paulo sempre foram combinados entre o governo e as empreiteiras. Acho que isto fazia parte do tal "choque de capitalismo" proposto pelo Mario Covas. Se houvesse um mínimo de independência do judiciário ou da imprensa paulistas em relação ao governo do Estado, estas fraudes já seriam de domínio público. Aliás, é crivel que a relação com os fornecedores estrangeiros do metro seja a de um mar de propinas e subornos e a relação com as empreiteiras nacionais sejam puras e imaculadas?

peregrino

- 2015-06-30 03:33:45

mas...

é melhor ser perseguido por eles do que colocar coleiras em profissionais tão importantes

que sigam atuando, condenando e perseguindo petistas livremente, porque não existe condenação maior e mais humilhante do que a da História

o mais desgraçado dos condenados é aquele cuja condenação se dá através de um livro repleto de provas

peregrino

- 2015-06-30 03:12:02

não se justificam profissionalmente, adaptam-se aos tucanos

é o que acontece quando alguém te protege uma vez, mas que não deveria

segue na coleira do safado pro resto da vida, sem coragem até para investigar

peregrino

- 2015-06-30 02:56:56

judiciário e tucanos...

e entre eles deve existir alguma coisa que forma a consciência daqueles profissionais com base principalmente no conceito de ser superior ou inferior, nunca igual

entre o cachorro e seu dono, por exemplo, o algo a que me referi é a coleira

Gerson Pompeu

- 2015-06-30 01:59:06

Judiciário IBAMA

É proibido abater tucanos.

Jose mestre Carpina

- 2015-06-30 01:53:25

Não se iludam....

Não percam seu tempo mirando suas metralhadoras verbais contra PT, PSDB ou DEM.

O jogo é outro. E  é o mesmo a  mais de 500 anos: Gilberto Freire e Darci Ribeiro ilustraram muito bem reforçando a  idéia da divisão social brasileira.

Contra  as  elites, nada pegou, pega  ou pegará.  Seu sistema de defesa "anti-aéreo"  é  um dos  mais eficientes  que já existe!

Desistam. Ela é inoxidável, insípida, inodora  e  incolor !!

Ozzy

- 2015-06-30 01:06:41

O blog tá surtado. A questão

O blog tá surtado. A questão NÃO É "ter contrato com empreiteiras da lava-jato" ou "receber doações de empreiteiras da lava-jato". Isso todos os partidos e governos têm e receberam.

A questão é que está fartamente comprovado que havia um esquema de roubo de dinheiro público na Petrobras e, segundo os delatores, parte da grana ia pros partidos da base aliada, notadamente o PT. Via "doações legais". Ou seja, lavagem de dinheiro.

Repito o que já disse em outro post: se encontrarem o mesmo esquema em governos tucanos, ou de outro grupo político qualquer, aí sim teremos situações semelhantes. E MESMO ASSIM, isso não diminui a culpa dos petistas e nem deveria diminuir o tempo de cana deles.

Essa tentativa de defesa arrastando os outros pra lama é patética.

Ulisses s

- 2015-06-30 00:58:39

Ficou incomodada santa?

É foda mexer com tucanos? Assim não vale, assim não dá!

mauro silva1

- 2015-06-29 23:47:48

"reforçando as suspeitas de

"reforçando as suspeitas de que existe um componente político" nas investgações?

há 1 ano essas suspeitas deixaram de existir quando sérgio moro, que preside a ação penal que "corria em segredo de justiça", providenciou em conluio com procuradores e delegados, vazamentos seletivos de modo a fraudar as eleições de 2014.

celso bandeira de melo está certíssimo quando afirma que sérgio moro cometeu crime de responsabilidade e prevaricou.

o pior de tudo é que está acobertado pelo corporativismo do judiciário.

mas isso vai acabar quando a sociedade se der conta de que o maior problema do brasil, hoje, é o judiciário e promover uma faxina nele; um expurgo generalizado.

Flavio Martinho

- 2015-06-29 23:35:31

Claro, calaro. Tá tudo sendo

Claro, calaro. Tá tudo sendo investigado até mesmo porque o mp-sp é mantido sob controle estrito do gvoernador. Salvo engano o chefe do mp trabalha dentro do palacio. Ali juntinho para que nada saia do controle.

jc.pompeu

- 2015-06-29 23:22:37

... mais um post

... mais um post diversionista sensacionalista sionista

fora de ordem fora de lugar fora de propósito...

só pra desviar o foco da lava jato

e, pero si,

"O mundo muda segundo o foco de atenção" John Cage

Danilo pro

- 2015-06-29 23:17:28

O contrato feito pelo PSDB

O contrato feito pelo PSDB com o SEM PARAR das mesmas empreiteiras tbm daria cadeia a muitos tucanos. Mas ninguém tem interesse em fiscalizar. Tucano é inimputável.

EJ

- 2015-06-29 22:59:51

Ousadia

É muita ousadia de Nassif e Patrícia. Não sabem eles que nada existe na face da terra mais puro do que o PSDB e todos os seus membros? O MPE de São Paulo tem plena convicção, tanto que no "pequeno" (tão pequeno que quase não sai na mídia) escândalo dos trens acaba de denunciar os maus executivos de empresas (essas sim, corruptas, somente elas) que  tentaram "infrutiferamente" perverter os incorruptíveis membros dos governos chefiados por aquele partido. É um verdadeiro choque de modernidade: denunciam-se os criminosos sem nomear as "vítimas". Já o MPF e a PGR foram mais além. Nem mesmo carradas de provas e delação (só vale contra o PT) justificam sequer a abertura de investigação contra expoentes daquele partido. Deve ser dogma de fé.

Spin GGNauta

- 2015-06-29 22:55:51

Para quem gosta de roubar,

Para quem gosta de roubar, bom demais ser tucano nesse pais. Os próprios tucanos alardeiam isso por ai, dias atrás deputado de nome Araújo afirmou em alto e bom som que, se fossem probidos de fazer caixa 1 fariam caixa 2, aliás, o que sempre fizeram, o PT acho que poderia fazer(caixa 2) e seus dirigentes foram parar na Papuda. Ai o PT recebeu doações dentro da lei, ou seja, fez caixa 1 tal qual os demais partidos mas, o que se vê agora, uma intensa criminalização daquilo que foi feito de forma legal. Tem hora que acho que estou sonhando de tão surreal tudo isso. 

Um pouco de arte que ninguém é de ferro: Ana Maria Pacheco sobre o exercício do poder.

gaúcho

- 2015-06-29 22:04:38

O conservadorismo brasileiro

O conservadorismo brasileiro é tão previsível que tem muita gente achando que estamos em 1964 tamanha a similaridade de conjunturas, o objetivo é mais uma vez derrubar um governo trabalhista e assumir o poder sem eleição.

É um roteiro clichê, repetitivo e chato com atores canastrões em que se destaca o folclórico aécio neves no papel de coveiro da democracia.

Ótima e consistente matéria, parabéns!

Eduardo Outro

- 2015-06-29 22:03:52

CORRUPÇÃO

Eu não entendi o que vc não entendeu André. O que vc está querendo saber é se alguém do governo chegou ao empreiteiro e disse "você ganha a obra mas haverá um sobrepreço que deve retornar a nós, na importância de X". Aí, fechado o acordo eles lavraram um contrato, foram a um cartório e registraram o documento. No caso da Lava a Jato se o documento não for encontrado não tem qualquer importância pois os delatores são pessoas sérias, acima de qualquer suspeita, o que disserem tem valor legal. No caso de São Paulo, não sei. Consegui esclarecer um pouco?

Julião

- 2015-06-29 21:49:05

Doaçôes eleitorais

Nestas doações, provávelmente, não estão incluso as demais comissões pagas ao intermediários e polliticos, feitas por fora!

Os crimes financeiros do PSDB, PMDB e outros continuam fora da atuação da PF e dos MP federal e estaduais e mesmo que apontados pelos MP,  são deixados de fora quando chegam aos supremos tribunais!

O problema brasileiro encontra-se atualmente no sistema judiciário!

É inacreditável a "cara de pau" do nosso judiciário!

Andre Fonseca

- 2015-06-29 21:37:10

Nao entendi. As situacoes

Nao entendi. As situacoes onde ha indicios de corrupcao devem e imagino que estejam sendo investigadas ainda que com menos visibilidade porque eh algo restrito ao Estado de SP e tambem porque os montantes e o alcance parecem ser algumas ordens de grandeza menores. Recentemente saiu noticia sobre a denuncia do Ministerio Publico Estadual relacionada ao Cartel do Metro. Acho que esse caso esta andando e jah jah saberemos mais. Dito isso, entendo que a questao da Lava-Jato eh se dinheiro foi explicitamente pedido as empreiteiras para que os negocios saissem/andassem e se esses recursos foram oriundos de sobrepreco e foram ou nao lavados na forma de doacao legal ou doados via caixa 2. Eh obvio que todos os Estados da Federacao contratam empreiteiras para suas obras. Todos. Sem excecao. Eh obvio tambem que todos os partidos recebem doacoes dessas empreiteiras (o que deveria ser proibido). Isso por si so nao eh um problema legal. O que eh um problema legal e ai precisa ser investigado eh, repito, se explicitamente foi solicitada a doacao para que o negocio fosse concretizado e se os recursos usados na doacao sairam do sobrepreco. Acompanho com interesse o desfecho das investigacoes.

debonis

- 2015-06-29 21:36:49

Tá faltando contribuição na prestação de contas

Aparecem de contribuição da UTC R$200 mil e outra R$100 mil. Total R$300 mil. E os outros R$200 mil não devem ser declarados? Se não estão declarados, foram para campanha do senador tucano, não é ilegal a doação? Ou foi um "esquecimento", igual ao erro de milhões que a contadora tucana fez à Receita Federal de uma petista acusada de "laranja", e que foi logo esquecido pela mídia golpista?

mclane

- 2015-06-29 21:36:49

Para mim é tudo corrupção. Só

Para mim é tudo corrupção. Só não investigam porque não há interesse no momento mais antipetista do país. 

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