É hora de discutir o papel da grande imprensa nas eleições, por Wagner Iglecias

É hora de discutir o papel da grande imprensa nas eleições

por Wagner Iglecias

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Tá certo, galera, já deu pra entender: as esquerdas fizeram muita cagada, o PT errou muito, os pastores evangélicos estão há anos trabalhando a periferia etc, etc, etc. Mas chega de só fazer a auto-crítica e a auto-flagelação.

Nos tempos em que o Brasil crescia acima de 5% ao ano e Lula tinha 70% de popularidade quase ninguém falava que o PT estava errando.

O fato concreto é: em 2012 o PSDB governava 16 milhões de pessoas, e agora após a eleição municipal vai governar 34 milhões. Já o PT governava 27 milhões de pessoas e agora vai governar apenas 4 milhões. Todos os outros grandes e médios partidos não sofreram grandes alterações nesse quesito. Vão governar mais ou menos o que já governavam.

Conclusão: houve uma enorme transferência de eleitores do PT para o PSDB. Ou seja, apesar dos pastores, dos petistas e dos tucanos, tá na hora de discutir o papel da grande imprensa nessa derrota fragorosa da esquerda e nessa vitória acachapante da direita.

Aqui, guardadas honrosas exceções, televisões, rádios, jornais, portais e revistas falam mal desde ciclofaixa do Haddad até a política externa do Lula 24 horas por dia, 365 dias por ano. Fora as denúncias de corrupção, sempre em letras garrafais quando relativas ao PT e em notinhas de rodapé quando relativas aos demais partidos. É isso o tempo todo na cabeça da galera.

Quem desconsiderar a variável MIDIA numa análise sobre conjuntura política estará fazendo uma análise incompleta. E provavelmente equivocada.

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