Falta de coordenação pode custar reeleição de Bolsonaro

Além do chamado efeito Lula, auxílio emergencial menor e caos gerado pela covid-19 já comprometem relação com base de apoio

Jornal GGN – A pressão em torno do presidente Jair Bolsonaro voltou a aumentar na última semana por conta de diversos fatores, como o atraso no auxílio emergencial, a escalada da pandemia de covid-19 e o chamado “efeito Lula”.

Segundo o jornal Folha de São Paulo, a avaliação entre as bancadas no Congresso é que a falta de coordenação federal no combate à pandemia pode inclusive custar a reeleição de Bolsonaro nas eleições de 2022, muito mais do que a volta do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva ao jogo político.

Além disso, os últimos dias foram marcados pela rejeição recorde à atuação presidencial frente à pandemia: dados da pesquisa Datafolha indicam que 54% da população consideravam a liderança do governo na pandemia ruim ou péssima.

A troca de ministros da Saúde seria uma alternativa de acalmar os ânimos, mas o nome do médico Marcelo Queiroga como novo ministro não foi bem recebido principalmente pelo centrão, que viu o nome de sua preferência ser deixado de lado.

O recorde de mortes registradas em um único dia (2.798 pessoas perderam a vida nos primeiros dias de Queiroga no governo) também é um sinal negativo para Bolsonaro, que se vê ameaçado por uma eventual instalação de CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) para investigar a atuação do Executivo no enfrentamento da pandemia.

Congressistas vislumbram a chamada “tempestade perfeita” contra Bolsonaro para 2022: uma pandemia fora de controle, os efeitos econômicos e sociais da falta de gestão e a presença do ex-presidente Lula no jogo político, que pode aumentar o poder de barganha no diálogo de diversos partidos com o governo.

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