Freixo X Crivella e a consciência de classe no Rio de Janeiro, por Vitor Fernandes

por Vitor Fernandes

No século XIX, durante as lutas dos trabalhadores pelo voto universal se acreditava que se os trabalhadores conquistassem o direito de eleger representantes, conseguiriam fazer com que o Estado fosse atendendo às demandas deles, como a limitação da jornada de trabalho, remuneração que permitisse ao menos a sobrevivência do trabalhador, previdência social, escola para os seus filhos, etc. E como os trabalhadores eram a maioria, eles conseguiriam se impor pelo voto.

Claro que outra parte do movimento operário, que defendia a revolução, se posicionou contra essa via pacífica.

As próprias elites dos países europeus concordavam com esse diagnóstico e temiam muito conceder isso aos trabalhadores, com medo de perder seus privilégios.

O próprio John Stuart Mill, grande pensador do liberalismo da época, dizia que o voto universal era um absurdo, pois os trabalhadores elegeriam políticos que defenderiam os seus interesses e como os trabalhadores são maioria, eles iriam se impor sobre os proprietários, os ricos. Seria, portanto, uma ditadura dos trabalhadores, que não poderia ser permitida, pois feriria o direito de propriedade dos ricos.

Mill propôs um sistema eleitoral onde o peso do voto variaria de acordo com a instrução e a profissão das pessoas, onde pessoas de alta instrução e com “profissões importantes”, ou seja, os ricos (considerando que não existia um sistema de educação pública em larga escala como hoje, os pobres não tinham instrução), teriam um voto com alto valor quantitativo e pessoas de baixa instrução e com profissões “menos importantes”, como os operários, teriam um valor quantitativo mínimo no voto.

Dessa forma, ricos e pobres teriam um equilíbrio eleitoral, mesmo os pobres sendo a esmagadora maioria na época. O princípio “um cidadão, um voto”, era impensável.

No entanto, essa foi uma das principais lutas dos operários do século XIX e com muita luta, conseguiram o voto universal entre meados e fim do século XIX nos países desenvolvidos.

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A partir desse momento se esperava que os pobres votassem na esquerda e os ricos na direita. E como os pobres são maioria, eles elegeriam políticos que governariam para os pobres.

Vários fatores explicam o porquê isso não aconteceu. Um deles é o fracionamento da classe trabalhadora e a divisão na esquerda, que está nas análises de Adam Przeworski, na excelente obra “capitalismo e socialdemocracia”.

Outro fator importante, mais recentemente na história, talvez em especial no caso brasileiro, é que na caracterização de “esquerda” e “direita” estão incluídas hoje, outras características que não dizem respeito diretamente a questões econômicas, como “pobre X rico”. Temas polêmicos como: legalização das drogas, legalização do aborto, defesa dos direitos humanos, redução da maioridade penal, laicidade do Estado, defesa da diversidade sexual etc. dividem esquerda e a direita. A direita teria muita dificuldade de ganhar eleições se dissesse ao povo o que vai fazer de fato no governo, que é governar para os ricos.

Para ganhar a simpatia do eleitorado, em sua maioria pobre, ou de classe média empobrecida, foi preciso fingir que governaria para os pobres e se utilizar de outros artifícios, como a identificação com valores conservadores da população.

A maioria da população é contra a legalização do aborto, da maconha, é favor da redução da maioridade penal e não gosta dos direitos humanas (mesmo que a maioria deles não saiba o que é, não importa. Eles viram no Wagner Montes ou Datena, que são aqueles caras que “defendem bandido”). Então, a direita ferindo até os princípios do liberalismo, se posiciona contra essas pautas impopulares, criando assim maior identificação com o povo. E a esquerda aderiu a essas pautas impopulares, perdendo muitos votos com isso.

Na disputa para as eleições para o segundo turno das eleições do Rio de Janeiro, essa situação está muito clara. Temos um candidato da direita, Crivela, bispo da Igreja Universal, do PRB, partido composto em grande proporção por membros dessa igreja. Crivela é sobrinho do dono da IURD, Edir Macelo, que também é dono da TV Record. Do outro lado, temos Marcelo Freixo, um professor de história, membro de um pequeno partido de esquerda, o PSOL, militante dos direitos humanos.

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Era de se esperar que os pobres votassem no Freixo e os ricos no Crivela, não é? Mas ocorre o inverso. Os mais pobres votam no Crivela e os mais ricos votam no Freixo.

Embora Crivela esteja na frente na última pesquisa do IBOPE, com 46% das intenções de voto, contra 29% de Freixo. Entre as pessoas com nível superior (o que está atrelado às rendas mais altas), Freixo lidera com 42%, contra 27% de Crivela, enquanto entre os com nível fundamental (o que está atrelado às rendas mais baixas), Crivela tem uma vantagem ainda maior (51%, contra 15%).[i]

Um dos fatores relacionados a essa forte concentração de eleitores de ensino fundamental é o fato de Crivela ter forte apoio dos evangélicos: 72% a 9% (na disputa com Freixo) entre os não pentecostais e 78% a 8% entre os pentecostais[ii].

Os evangélicos são o grupo religioso de mais baixa instrução média e com menor proporção de pessoas com ensino superior no Brasil,[iii] fazendo com que haja forte coincidência entre pessoas de baixa instrução e evangélicos.

Outro importante fator é o fato de o PSOL defender pautas impopulares como legalização da maconha, legalização do aborto, defender os direitos humanos, etc. Mesmo que os dois primeiros assuntos nada tenham a ver com a atribuição de um prefeito, faz com que o Freixo perca votos. A maioria dos eleitores não sabe as atribuições de cada nível de governo.

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É comum ouvirmos nas ruas as pessoas falando: “não vou votar no Freixo porque ele vai liberar a maconha”, “Não gosto dele porque ele defende bandido” ou “Não voto nele porque ele vai desarmar a polícia”. E essas frases sem o menor sentido, são difundidas pela direita com o intuito de confundir o eleitor e têm êxito nisso.

Para a maioria das pessoas essas pautas são fundamentais. “Defender a família” é o mais sagrado que muita gente pode fazer. Esse eleitor conservador, pobre, esse “pobre de direita”, não é propriamente “de direita”, no sentido original usado na Revolução francesa, é conservador.

Parte significativa do eleitorado brasileiro de direita, não o é por questões econômicas, mas pelas pautas conservadoras, que para alguns deles são mais importantes do que quaisquer outras questões sociais ou econômicas.

Compreender o fenômeno do “pobre de direita” não é fácil. E eles são parte significativa da população e precisamos nos esforçar mais em compreendê-los.

Mas o mais importante de tudo é que possamos educar a população, que nas escolas tenham aulas de Sociologia, Filosofia, etc. para ensinar política aos alunos, para que ao menos a sociedade saiba a atribuição dos diferentes níveis de governo.

Mas aí entra outro fator: a direita, que está no poder, teme a instrução do povo, e faz de tudo para matar o ensino minimamente crítico. Então, precisamos usar as redes para tentar compensar. Só o conhecimento liberta!


[i] Fonte: http://www.ibopeinteligencia.com/arquivos/JOB_0574-7_RIO_DE_JANEIRO%20-%20Relat%C3%B3rio%20de%20tabelas.pdf

[ii] Fonte: http://datafolha.folha.uol.com.br/eleicoes/2016/10/1823600-crivella-amplia-vantagem-sobre-freixo.shtml

[iii] Fonte: http://www.ibge.gov.br/home/presidencia/noticias/imprensa/ppts/00000009352506122012255229285110.pdf

 

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25 comentários

  1. “Então, a direita ferindo até

    “Então, a direita ferindo até os princípios do liberalismo, se posiciona contra essas pautas impopulares, criando assim maior identificação com o povo. E a esquerda aderiu a essas pautas impopulares, perdendo muitos votos com isso […] Outro importante fator é o fato de o PSOL defender pautas impopulares como legalização da maconha, legalização do aborto, defender os direitos humanos, etc.”

    São “impopulares” porque são mal defendidas.

    Aliás, nem mesmo a tal “luta de classes” esses bobinhos do PSOL sabem defender direito. Passaram a campanha inyeira ouvindo calados, sem resposta, que “querem dividir a sociedade [entre ricos e pobres, negros e brancos, etc.] e flertam com a anarquia”.

    • Duvidas

      Tenho duvidas que o PSOL realmente desejava ganhar essa eleição. Ele tem uma aurea de moralidade, incorruptivel, que certamente cairia por terra devido a necessidade de negociar com a Camara de Vereadores e a oposição da Globo, PIG. Algo que Crivella terá que enfrentar, oposição do PIG. E até hoje, a Globo, venceu a todos!

       

  2. Importante

    Os evangélicos representam apenas 15% ou 20% da população. Sim a maioria é pobre. Isso não invalida o artigo, mas  traz uma reflexão importante para o discurso da esquerda nesses de trevas. Os pobres, os trabalhadores, não se aperceberam do buraco que estão entrando e mesmo tendo a arma do voto estão desperdiçando. 

    No entanto tudo começou no discurso que parte dos intelectuais de esquerda embarcou de que todos partidos e politicos são iguais. Esqueceram que a ideologia não morre e os politicos as seguem.

  3. A ignorância é a arma eficaz dos retrógrados

    Reproduzindo o comentário que fiz num post anterior:

    Se as pessoas tivessem ideia do que significa o avanço do projeto de poder dos crentes, não cogitariam deixar este cara ganhar. Fala-se tanto da midiotização promovida pela Globo que nem se tocam de que com os crentes a lavagem cerebral é ainda pior

     

     

  4. Artigo desconexo e fora do mundo!

    O autor pressupoems sem demonstrar a quantidade e o percentual da classe operária no Rioi de Janeiro. 

    Tomando este procedimento dele, me parece, isto é, uma iimpressão fenomenologica hegeliana, que o lupoproletariado com seus vendedores de comida nas prais, guardodo carros,  dandos pequenos golpes, prostitututas, velhos malandros, não os quadrilhas do tráfico, é bastante expressiva. 

    O autor tem uma visão romântica dos operários – como disse Gabeira em O que é isso Companheiro – vou consultar meu operário.

    A questão das drogas e da sexualidade, me recuso a partir do complexo de Édipo de Freud a afirmar a absolutização do gênero, não é exclusiva a esquerda. Os coxinhas em São Paulo são conservadores na políticas e liberais nessas questões.

  5. Já dizia Tim Maia que o

    Já dizia Tim Maia que o “Brasil é o único país do mundo onde prostitua se apaixona, cafetão tem ciúmes, traficante se vicia e pobre vota na direita”.

    Na verdade o que mais espanta é outra coisa: a impressionante facilidade com que o eleitor (normalmente um estúpido convicto) é enganado pela direita. Sim, como o artigo muito bem aponta, a direitalha foi esperta o suficiente para identicar e ajustar o seu discurso ao conservadorismo mais arcaico. Mas os mais pobres não se tocarem de quem sempre são feitos de idiotas chega a ser até surreal. As vezes penso que o pobre que vota na direita porque tanto se acostumou a viver na m* que não larga a dita de jeito nenhum!

  6. Essa causa é perdida …

    A instrução não resolve. O que voce faz na escola, as igrejas e os cultos desfazem com a maior facilidade. Eles falam em nome da divindade, apelam para o pensamento magico, pra o medo ancestral que os seres humanos nutrem em relação ao divino e ao desconhecido. Eu conheço muita gente instruida, com titulos e mais titulos, totalmente dominadas pelo irracional. Também tenho refletido sobre essa questão, e cheguei a conclusão que a religião e religioisdade fazem um estrago irremediavel a toda humanidade. 

    • Disse muito com pouquíssimas palavras

      Maria Silva,

      Se fosse um poema, teu comentário seria um haikai. E explica Delta Dallagnol e similares, que não são poucos. Nos EUA os criacionistas teimam em negar a ciência de Charles Darwin; e as escolas públicas do país ensinam as duas versões para o surgimento do universo. Boa parte dos cientstas e pesquisadores, seja nos EUA, na Europa ou em Israel são limitados em seus trabalhos e pesquisas exatamente porque os dogmas religiosos são barreiras intransponíveis. Títulos acadêmicos não conferem racionalidade e alfabetização política.

    • Essa ideia estapafúrdia de

      Essa ideia estapafúrdia de que instrução escolar cria consciência política não passa de narcisismo de classe média.

      Gosto de lembrar o interlocutor que vem com esse argumento de que a Alemanha dos anos 30 tinha o segundo melhor sistema escolar do planeta. Não impediu a ascensão do cabo austríaco.

      (E qual era, me perguntam, o melhor sistema educacional do mundo na década de 30? Pois vejam só, era o do Japão.)

  7.  
    Engraçado. E a religião?

     

    Engraçado. E a religião? Onde fica a formidável invenção de um Deus que não gosta dos ricos e poderosos, por isso, deverá acolher os pobres após a morte? De que vale brigar com os homens que nos exploram na terra, se o reino dos céus será nosso?  Eu, hem!…

    Orlando

  8. A revolução será feita pelos gays, macumbeiros e maconheiros

    Só vejo uma solução para esse problema do “pobre de direita”. A solução parte de lá de dentro, e não por “educação” vindo da classe média esclarecida. 

    As comunidades, favelas e periferia, não são homogêneas. Tem muito evangélico sim. Mas tem macumbeiro. Tem também lésbicas e gays que se assumem e não aceitam “cura gay”. Tem jovem negro que sabe que quando falam em “direitos humanos de bandido” reforçam a violência que eles sofrem da polícia, que atira antes de perguntar. 

    E também tem quem fuma maconha mais não quer se envolver com tráfico. Esse grupo de pessoas é numeroso e se sente oprimido pelos neopentostais, cujo a agenda é para héteros, caretas e que acham macumba coisa do capeta. Nem todos são gado prontos para lavagem cerebral.

    Só que essas pessoas, oprimidas em suas comunidades e fora delas, não consiguiram ver no Freixo, alguém que os possa representar, daí o número de voto nulo. Só quando conseguirem se organizar entorno da defesa da liberdade para suas escolhas, é que poderão reagir à opressão dos Malafaias e Crivelas.

    A revolução será feita pelos homosexuais, macumbeiros e maconheiros!

    • Perfeito!

      Caro Juliano, parabêns.

      Quem de esquerda, que agora critica os pobres, compartilham da ideia que são ignorantes. Puro idealismo!

      Cada um vota obsevando o que é melhor para si, por isso Lula e Dilma ganharam tanto.

      Meu protetor é Exu, pois quanto vejo professores e professoras adeptos de Paulo Freire, levantou meu anel de Exu.

  9. Aos sabichões de línguas afiadas

    que insistem em dizer que o Freixo tá fazendo corpo mole, que não quer ganhar a eleição. Geralmente, gente que nem mora no Rio e se mora não deve estar saindo às ruas…

    Enfim, na véspera da eleição as pesquisas vão se aproximando da realidade. Será?

    ***

    Crivella lidera com 58% no Rio, mas vantagem sobre Freixo diminui

    O senador Marcelo Crivella (PRB) continua na liderança de intenções de voto para a Prefeitura do Rio, mas com vantagem menor, de acordo com pesquisa divulgada nesta sábado (29) pelo Datafolha.

    A um dia da votação no segundo turno, ele tem 58% das intenções de votos válidos contra 42% do deputado Marcelo Freixo (PSOL).

    A diferença entre os dois caiu 10 pontos percentuais em relação à última pesquisa, divulgada na terça-feira (25), quando o senador estava 26 pontos percentuais a frente do rival.

    A margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou menos. O Datafolha ouviu 2.384 eleitores na sexta-feira (28) e neste sábado (29). A pesquisa foi encomendada pela Folha em parceria com a TV Globo.

    Quando considerados os votos totais, os dados mostram que 19% dos entrevistados declaram votar nulo e branco, enquanto outros 8% afirmam estar indecisos -mesmos percentuais do levantamento anterior. Neste cenário, Crivella tem 43% e Freixo 30%

    Os dados do Datafolha mostram que o apoio dos eleitores evangélicos é decisivo para a liderança de Crivella, bispo licenciado da Igreja Universal, nas pesquisas ao longo do segundo turno.

    De acordo com o instituto, 92% dos votos válidos de eleitores evangélicos pentecostais –da qual a Universal faz parte– vão para o senador. Entre os não-pentecostais, a proporção é de 80%.

    Os evangélicos representam 28% na amostra do Datafolha. É o grupo que menos declara voto nulo ou indecisão –14% entre os pentecostais e 17% entre não-pentecostais.

    Desde a sua primeira tentativa de conquistar a Prefeitura do Rio, em 2004, Crivella sofre forte rejeição por seu vínculo com a Universal e seu líder, o bispo Edir Macedo, tio do candidato.
    Esta, porém, é a primeira eleição que líderes evangélicos de outras denominações pentecostais apoiam Crivella.

    Divergências históricas entre a Universal e as demais denominações minavam a força do grupo religioso entre esses fiéis nas últimas eleições. Nos últimos anos, porém, Crivella tem tentado construir pontes de diálogo com as lideranças de outras igrejas, como a Assembleia de Deus, maior pentecostal no país, bem como no Rio.

    Cantor gospel de sucesso, Crivella compôs música em homenagem à Assembleia de Deus. Passou a defender no Senado causas que atendiam a todas as religiões.

    A união dos eleitores evangélicos também foi reforçada pelas posições do adversário do senador no segundo turno. Freixo defende abertamente posições comportamentais distintas do que pregam esses credos, como descriminalização das drogas e do aborto.

    Vídeo de 2011 divulgado há uma semana mostra Crivella reconhecendo que entrou na política, a contragosto, por determinação da Universal. Ele afirma que a missão do evangélico na política é “levar o Evangelho a todas as nações da Terra”.

    O bispo licenciado termina a campanha com críticas severas à imprensa, após a divulgação de textos e pregações suas com teor intolerante contra outras religiões e homossexuais. O principal alvo tem sido a TV Globo. A Universal tem ligações com a concorrente da emissora, a TV Record.

  10. Eu sou Crivella , voto tenho
    Eu sou Crivella , voto tenho consciência , Crivella e a cara do Rio de Janeiro Crivella e o prefeito que o rio precisa ….

  11. crivelladas

    “Mas aí entra outro fator: a direita, que está no poder, teme a instrução do povo, e faz de tudo para matar o ensino minimamente crítico. Então, precisamos usar as redes para tentar compensar. Só o conhecimento liberta!”

    Lula e Dilma são dois desses que não tiveram ensino minimamente crítico:

    https://www.youtube.com/watch?v=wYTxgukml9A

    https://www.youtube.com/watch?v=XH1Tf939-cQ

    https://www.youtube.com/watch?v=LSSo7nhdy2g

    https://www.youtube.com/watch?v=fqQ4iOz9CRQ

    https://www.youtube.com/watch?v=Ex_pZov3HfY

    Amanhã, infelizmente, o Bispo Crivella será eleito prefeito do Rio de Janeiro.

    Esperemos que no seu discurso de vitorioso, ele deixe de lado rusgas de somenos importância e, magnanimamente, tenha ao menos alguns segundinhos para agradecer a quem tanto o ajudou.

    Não carecia de nenhum dom de profecia para saber o que estava a caminho:

    https://www.youtube.com/watch?v=nXXYNV1RC8o

  12. Quando o assunto é economia, o pobre não é conservador.

    há um erro básico nesse post. Ele não toca nas questões realmente importantes para o dia a dia da maioria da população pobre:  dar educação aos filhos, ter saúde, transporte, emprego, o preço da comida. Quem tem que garantir o pão de cada dia se preocupa primeiro com isso, depois vem questões comportamentais e politcas. E quando se trata de economia a maioria da população pobre brasileira não é conservadora e ultraliberal, ela quer no minimo um Estado de Bem-estar social, direitos trabalhistas e emprego. Eu aposto que se a esquerda colocar essa pauta como prioritária e não voltar as costas para a população para garantir os lucros estupendos dos grandes empresários e da banca em nome da ‘governabilidade’ quando  e se chegar no governo,  o pobre vai votar na esquerda. A esquerda é que se pós-modernizou, adotou uma pauta liberal (no bom e no mau sentido da palavra) e deixou a luta de classes em segundo lugar, quando não a abandonou completamente para falar em nome da e para a ‘classe média’. A esquerda abandou os pobres no discurso e na prática e está recebendo o troco. Se vai sair dessa enrascada se voltar às origens,

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