“Gosto dele”: Bolsonaro pode abandonar apoio a Crivella por popularidade

O cenário é um dos avisos para as eleições municipais do próximo ano. Bolsonaro está mais preocupado com a coleta de assinaturas para a sua legenda

Foto: Divulgação

Jornal GGN – Mais de 70% dos cariocas reprovam a gestão do prefeito Marcelo Crivella (PRB) no Rio de Janeiro, de acordo com pesquisa Datafolha encomendada por O Globo e Folha de S.Paulo. Ainda assim, o presidente Jair Bolsonaro disse “gostar” dele.

Os cariocas enfrentam uma dura crise da Saúde na cidade fluminense, o que teria motivado a principal rejeição da população ao prefeito. Crivella é considerado ruim ou péssimo por 72% dos entrevistados, enquanto somente 8% consideram bom ou ótimo. São 20% os que consideram a gestão regular.

E quando questionado qual é a área que mais preocupa os cariocas, 68% deles responderam que são os hospitais e postos de saúde. O Rio enfrenta o fechamento de unidades de saúde, com atrasos de salários e falta de pagamento do 13o, além da paralisação de médicos. O prefeito chegou a pedir “piedade” em ação no Tribunal Superior do Trabalho (TST) para usar recursos federais.

“Eu não vou dizer quem vou apoiar, quem não vou, eu tô livre agora, tô solteiro, você quer que eu case com alguém agora? Nao vou casar”, disse Jair Bolsonaro, depois de ser perguntado por jornalistas, neste domingo (15), quem ele iria apoiar para as eleições do Rio.

O cenário é um dos avisos para as eleições municipais do próximo ano. O mandatário do país, que é aliado de Crivella, está disposto, contudo, a abandonar o apoio ao prefeito caso a sua popularidade continue baixa. “Gosto do Crivella, me dou bem com ele, (mas) a população é quem vai decidir quem vai ser o futuro prefeito”, respondeu.

Leia também:  Não precisa de crédito mas de um governo que mobilize e compre, comentário de MARCO ANTONIO CASTELLO BRANCO

Neste momento, Bolsonaro está mais preocupado com a coleta de assinaturas para o seu partido, a Aliança pelo Brasil, antes de sair buscando apoios e candidatos.

“Depende da modulação do TSE, se nao for possível eu vou continuar sem partido, e como é obrigatório ter um partido, nao sei como vai ficar as eleições municipais do ano que vem com a minha participação ou não”, afirmou.

Você pode fazer o Jornal GGN ser cada vez melhor

Assine e faça parte desta caminhada para que ele se torne um veículo cada vez mais respeitado e forte.

Assine agora

Deixe uma mensagem

Por favor digite seu comentário
Por favor digite seu nome