Interino é o preferido do Tocantins, que ainda terá segundo turno


Foto: ABr
 
Jornal GGN – A seis meses do fim do mandato e a quatro de novas eleições, o governo do Tocantins ainda levará ao segundo turno a eleição fora do tempo. Neste domingo (03), as eleições suplementares no Estado trouxeram Mauro Carlesse (PHS) com 30,31% dos votos e Vicentinho Alves (PR) com 22,22%, para nova disputa que ocorrerá no fim do mês, 24 de junho.
 
A nova data adia, um pouco mais, a posse do novo governador que estará no comando da gestão por menos da metade de um ano. Em outubro, novas eleições ocorrem normalmente no estado e podem mudar os rumos do atual cenário político. Tudo dependerá de como será avaliado o novo gestor pela população.
 
Por este motivo, são vistas como uma espécie de teste as eleições nesta metade do ano, que ocorrem devido à cassação do mandato de Marcelo Miranda (MDB) e de sua vice Cláudia Lélis (PV), por arrecadação ilícita de recursos para a campanha de 2014.
 
Entre os candidatos que disputavam para o mandato tampão, além dos vitoriosos que foram à segundo turno, também a senadora e ex-ministra Kátia Abreu (PDT) como uma das preferidas. A parlamentar recebeu 15,66% dos votos, ficando como quarto lugar nos resultados totais. O advogado e ex-juiz eleitoral, que relatou inclusive a Lei da Ficha Limpa, Márlon Reis (Rede Sustentabilidade) obteve 9,91% dos votos.
 
Outro que aparecia como preferido Carlos Amastha (PSB) obteve o placar para se posicionar em terceiro lugar, com 21,42% dos votos. Mas o pódio ficou mesmo para o deputado estadual e atual interino do governo, Mauro Carlesse (PHS), que lidera a disputa dos votos válidos, e disputará em segundo turno com Vicentinho Alves (PR), senador que completa seu último ano de mandato no Congresso.
 
O segundo turno está marcado para ocorrer no dia 24 de junho e a posse ocorrerá poucos dias depois, 9 de julho, devido à urgência da decisão que precisa suprir o mandato atual cassado do governador, até as novas eleições que ocorrem em outubro e que podem colocar fim ao novo governo, findando-o em apenas 6 meses. 
 
Não quiseram votar x insatisfeitos
 
A primeira interpretação que se teve dos resultados nas urnas do estado foi a grande quantidade de votos em branco, votos nulos e abstenções. De acordo com o Tribunal Regional Eleitoral, as abstenções, ou seja, aqueles que não foram votar, representaram 30,14% do eleitorado, 306.811 habitantes.
 
Já os votos nulos foram 17,13% dos eleitores que foram às urnas e preferiram anular seus votos. É um total de 121.877 pessoas que compareceram devido à obrigatoriedade, mas não quiseram contabilizar qualquer escolha. 
 
 
Antigamente, os votos em branco somavam a favor do candidato que obtinha mais votos, representando um sinal de conformismo com o vitorioso. Mas a Lei das Eleições modificou o sentido dessa escolha, transformando o voto em branco em um gesto de protesto, de insatisfeitos que manifestam que não querem nenhum dos candidatos. Para este cenário, foram apenas 2,06% dos eleitores, ou seja, 14.660 pessoas. 
 
Apesar de ter sido grande a quantidade de eleitores que não compareceram às urnas e também daqueles que votaram nulo, não se deve somar os dois cenários para uma mesma interpretação, já que representam sinais e posições políticas distintas.
 
Prefeituras
 
O domingo também foi de eleições para 20 municípios de nove estados, aonde os eleitores foram às urnas para escolha de prefeitos e vice-prefeitos. No Estaod de São Paulo, o MDB conseguiu emplacar dois das três cidades que votavam, em disputas contra candidatos do PSDB.
 
Na cidade de Pirapora do Bom Jesus, o emedebista Gregório Maglio obteve 42,4% dos votos, contra 39,5% da tucana Andrea Bueno. Em Turmalina, Alex Ribeiro (MDB) venceu com 51,2% dos votos. Em Bariri elegeu o tucano Neto Leoni com 56% dos votos.
 
Mas de todos os 20 municípios que elegeram seus prefeitos também neste domingo, Teresópolis, no Rio de Janeiro, é a maior cidade, com 126 mil eleitores e nove candidatos disputando o pleito. O ex-prefeito Mário de Oliveira Tricano (PP) foi considerado inelegível pela Justiça Eleitoral por abuso de poder político e uso indevido dos meios de comunicação nas eleições de 2008.
 
A vitória ficou com o empresário Vinicius Claussen (PPS), que venceu por 36,58%, que representa 23.500 votos, assumindo a gestão com o vice Ari Scussel Junior, em mandato de dois anos, até dezembro de 2020, quando ocorrem novas eleições para Prefeitos no país. Na disputa, o médico Luiz Ribeiro (MDB) ficou em segundo lugar, com somente 22 votos de diferença.
 

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5 comentários

  1. Onde foram parar os votos de Kátia Abreu?

    Ontem, aqui no GGN, postei um comentário apostando que iria dar Kátia Abreu. Antes, havia conferido a votação da senadora em 2014, foi de 282.052 votos (41,64%). Estava, no mínimo,  no segundo turno, portanto uma aposta razoável. 

    Ontem, dona Kátia teve exatos 90.033 (15,66%), uma perda de 192.019 votos em pouco menos de 4 anos. O que teria acontecido? Dilma ganhou do Aécio em Tocantins, 

    Causas prováveis – Dilma ganhou de Aécio no TO com folga: 59,49% a 40,51%. Os eleitores de Dilma votaram em Kátia? Improvável. O mais provável é que a esmagadora maioria dos 282.052 eleitores de Kátia tenham votado em Aécio, questão de afinidade ideológica. 

    E o que acontece? Pouco depois da eleição Dilma escolhe para Ministra do MAPA dona Kátia, que vira defensora intransigente e incondicional da presidente durante todo o desgastante processo do golpe. Esse comportamento lhe vale a expulsão do MDB. 

    Dona Kátia filia-se ao PDT, faz um evento político em grande estilo de lançamento da pré-candidatura/filiação, com as presenças do Senador Roberto Requião (MDB), e o candidato a presidente Ciro Gomes.

    Para a eleição extraordinária de ontem, Lula manda, do exílio em Curitiba, carta de apoio. 

    Foi muito para as cabeças dos eleitores (boiadeiros/ruralistas) de dona Kátia Abreu, 192.019 deles pularam fora e mandaram o aviso pelas urnas. 

    O recado foi claro, mas dona Kátia deverá manter a candidatura porque nada tem a perder, em caso de derrota volta para o Senado para cumprir mais 4 anos. 

  2. Um laboratörio para as

    Um laboratörio para as eleições presidenciais: efeito Doria…..tmbm no Egito os nulos e abstencoes tem garantido a permanencia do ditador “pelo voto”….como se nao bastasse a forte campanha que se arrasta ha anos contra o PT, Lula foi preso como parte da estratėgia do Golpe…além disso, contra o campo progressista paira o fantasma da falta de dinheiro – tucanos podem arrecadar por caixa 1, 2, 3 e 4 sem risco de ir pra gaiola….como se não bastasse, pouco tempo de TV e apenas uns 20 dias úteis de campanha, quando poucos assistem ao horario da justiça eleitoral….

    https://josecarloslima.blogspot.com/2018/06/eleicao-para-governador-do-tocantins.html?m=1

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