Lula diz que não se candidatará à Presidência em 2022

Em entrevista a Leonardo Sakamoto, Lula também criticou FHC, elogiou as medidas tomadas por Dória frente ao coronavírus, criticou o governo Bolsonaro e disse que o Congresso hoje é "nefasto"

Foto: Reprodução

Jornal GGN – O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva negou interesse em participar das eleições presidenciais em 2022. “Quero ajudar a eleger alguém que tenha compromisso com o povo trabalhando”, disse, em entrevista concedida ao colunista do Uol, Leonardo Sakamoto, na manhã desta quinta-feira (30).

O jornalista questionou a Lula se ele gostaria de enfrentar Sérgio Moro em hipotético segundo turno da disputa eleitoral em dois anos mais. Lula disse que a idade poderia complicar essa proposta. “Fico olhando minha vida já fui longe demais, espero que quando chegar 2022 o PT tenha candidato. Eu, sinceramente, vou estar com 77 anos quando chegar outubro de 2022.”

“Para que eu fosse candidato em 2022 teria que estar com 100% de saúde, com a disposição que eu tenho agora, porque não posso ser candidato e ficar um velhinho arrastando o pé dentro do palácio, isso não é bom. Já prestei serviço para o país. Espero que o Brasil e o PT não precisem de mim”, cotinuou.

Ainda, na mesma entrevista, Sakamoto questionou a opinião de Lula sobre o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso e o governador de São Paulo, João Dória (PSDB). “Ele tem se comportado de forma muito mais verdadeira do que o Bolsonaro. O problema está sempre na mão de governador e prefeito, Planalto está muito distante”, disse Lula, sobre Dória.

“Todos os governadores têm tido comportamento mais digno, mais respeitoso com o povo do que o Bolsonaro. Ele poderia até não gostar de um ou de outro governador, mas não pode julgar a culpa. Ele tem responsabilidade enquanto presidente”, continuou, voltando as críticas ao governo Bolsonaro.

Já sobre FHC, Lula disse que esperava mais do ex-presidente, durante seu julgamento na Operação Lava Jato. “Tenho muito desencanto pelo FHC, ele não conseguiu sobreviver com meu sucesso. Não fui um fracasso e ele não voltou nos braços do povo. Na Lava Jato em nenhum momento me defendeu, e ele sabe que sou honesto”, resumiu.

Ainda a Sakamoto, Lula disse que a atual composição do Congresso é “ideologicamente tão grosso”, “nefasto para a democracia”.

“O Congresso é resultado da cabeça política do eleitor no dia que ele foi votar. Esses cidadãos viraram deputados. Maioria eleita é muito conservadora. Nós nunca tivemos um Congresso ideologicamente tão grosso como esse. A quantidade de militares, delegados…é uma coisa nefasta à democracia”, disse.

Acompanhe a entrevista completa:

 

 

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