Marina não quer Lula candidato e promete “presidencialismo de proposição”

Jornal GGN – A pré-candidata da Rede ao Palácio do Planalto, Marina Silva, disse em sabatina da Folha/UOL/SBT, nesta quinta (24), que não é favorável a Lula ser candidato a presidente neste ano por conta da condenação e prisão na Lava Jato.
 
Ao contrário de adversários como Guilherme Boulos e Manuela D’Ávila, que defendem a possibilidade de Lula concorrer, Marina diz que a Lei da Ficha Limpa é clara em barrar condenados e não pode ser mudada “por causa de uma pessoa”.
 
Na entrevista, Marina também foi cobrada por ter apoiado Aécio Neves (PSDB) no segundo turno da eleição de 2014, contra Dilma Rousseff (PT). Ela disse que fez apenas “uma declaração de voto. Hoje, jamais teria feito. Tenho certeza que hoje muita gente não votaria [no Aécio] se tivesse as informações que foram reveladas pela Lava Jato.”
 
Na eleição daquele ano, a campanha de Dilma explorou acusações contra Aécio. Uma delas versava sobre desvios na saúde, mais conhecido como caso Copasa.
 
Marina confirmou a ideia de que fará uma campanha “isolada”, sem buscar apoio de outros partidos maiores. Questionada sobre a possibilidade de apoiar ou buscar apoio do PT, ela respondeu que “os eleitores do PT têm todo o meu respeito, mas a minha candidatura é uma candidatura indepentende, como venho construindo desde 2010.”
 
Ela ressaltou que, se eleita, pretende “inaugurar o presidencialismo de proposição”, quando, aí sim, buscará apoio dos “melhores” de cada partido, seja do PT ou PSDB. “Para governar, vou governar com os melhores não só dos partidos políticos, mas da academia, movimentos sociais, empresários”, comentou.
 
Assista a sabatina abaixo:
 
https://www.youtube.com/watch?v=a6NBOlKZfKk

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