Marina Silva contesta protestos violentos e críticas à postura conservadora

Marina critica protestos e companheiros que a chamam de “conservadora”

Jornal GGN – Em entrevista ao jornal Folha de S.Paulo deste domingo (18), a presidenciável Marina Silva condenou os protestos violentos e quebradeiras promovidas por grupos manifestantes nas últimas semanas, em diversas capitais do país. Entitulada pela reportagem como uma “beneficiada” com os movimentos populares que abalaram o poder político nos últimos meses, a ex-senadora de 55 anos diz que condena os protestos que “extrapolam” os limites da violência e do vandalismo.

Na entrevista concedida à publicação paulistana, Marina afirmou que sua candidatura “é uma possibilidade”. Mas que, para o momento, não quer falar em hipóteses – caso a Rede não seja criada a tempo das eleições em 2014. E, discretamente, alfinetou a possível concorrência de Joaquim Barbosa nas urnas. “O que a sociedade está sinalizando com certeza é que tem um desejo imenso de que a justiça seja feita, que a impunidade deixe de ser uma realidade no nosso país”, disse, completando que não existem salvadores da pátria, mas sim, homens e mulheres que se dispõe a construir a pátria.

Sobre as depredações confrontos recentes registrados nas manifestações populares que começaram em junho deste ano, Marina lembrou dos movimentos em que participou nos anos 80, contra os desmatamentos da Amazônia, dos colegas assassinados, mas ressaltou que todos foram pacíficos. E que “atos de desobediência civil podem ser feitos” desta forma, sem desrespeitar direitos, pessoas e o patrimônio. Para ela, o Estado deve assegurar inclusive os direitos dos manifestantes, mas também proteger cidadãos e bens públicos.

Na entrevista à Folha, Marina disse que o integrante da Executiva da rede, que entrou no ato de depredação do Palácio do Itamaraty errou e reconheceu. Para a ex-senadora, uma atitude violenta não resolverá todos os problemas.

Sobre Mídia Ninja e Fora do Eixo, a presidenciável disse não ter tempo de se aprofundar às críticas recebidas pelos movimentos. Apenas disse que “o que merece reparação deve ser reparado e investigado”.

Para ela, as críticas dos petistas em relação às suas posições conservadoras são infundadas já que as posturas dos dois candidatos mais votados em 2010 (Dilma e Serra) também foram altamente conservadoras. A diferença, para ela, é dizer exatamente o que pensa, no momento em que é questionada ou precisa se posicionar.

Marina também rebateu críticas em relação a pesquisas que apontam que a população acredita que ela seja a menos preparada para tratar da economia brasileira. Ela disse que “FHC e Lula também devem ter suscitado dúvidas” e que “os eleitores têm o direito de saber mais das pessoas que não conhecem”.

Para a possível candidata, a autonomia do Banco Central é fundamental, o que não significa que devemos entrar no caminho da institucionalização desta. E terminou afirmando que o Brasil precisa encarar grandes reformas políticas, da Previdência e tributária.

Apesar do discurso moderado, em fatores práticos, a ex-senadora detém 26% nas intenções de voto dos brasileiros, caso a eleição para presidente fosse hoje.

Com informações da Folha

Redação

0 Comentário

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Você pode fazer o Jornal GGN ser cada vez melhor.

Apoie e faça parte desta caminhada para que ele se torne um veículo cada vez mais respeitado e forte.

Seja um apoiador