As escolhas ‘desastrosas’ do PV e Marina Silva na eleição de 2010

Jornal GGN – Era dado como certo, pelo menos nos noticiários endossados por declarações de dirigentes verdes, que o candidato do PV à Presidência da República, em 2014, seria o ex-deputado federal Fernando Gabeira. Mas disse o jornalista e escritor ao atual postulante, Eduardo Jorge, que escolha melhor seria afastar-se da política para dedicar mais tempo à carreita profissional. Isso, claro, após as chances do retorno de Marina Silva ao PV minguarem no momento em que a ex-senadora correu para a raia do PSB de Eduardo Campos.

O PV de hoje ainda carrega a responsabilidade de ter chegado em terceiro lugar na disputa presidencial de 2010. Naquela eleição, com Marina encabeçando a chapa majoritária. A acreana recolheu 19 milhões de votos Brasil afora e resolveu, meses depois, aceitar “conselhos ao pé do ouvido” e fazer as malas rumo a uma nova legenda. Nova, no sentido de recém saída do forno, pois a ideia era fundar uma sigla “à sua imagem e semelhança“. Mas à Rede Sustentabilidade faltou, em outubro de 2013, sucesso na obtenção de registro junto ao Tribunal Superior Eleitoral. 

O desquite entre Marina Silva e o PV, entretanto, ainda vira pauta, e com direito a análise de erros e acertos. Na visão de Eduardo Jorge, a união sempre foi digna de “noivos que não queriam casar”. Em entrevista na sede do Jornal GGN, no dia 18 de julho, o candidato à presidente usou a mesma expressão para caracterizar a parceria entre Marina e Campos. Depois, resgatou na memória o que chamou de duas decisões “desastrosas” para o futuro da agenda sócio-ambientalista no Brasil.

“Em 2010, houve uma coligação entre PV, Marina e o pequeno grupo que estava com ela. Digo coligação programática, como ela gosta de falar, porque ela tinha muitas ideias próprias”, lembrou Jorge. “Infelizmente, depois daquela eleição, duas escolhas foram desastrosas para o futuro da política ambiental do Brasil. Primeiro foi a decisão de não participarmos do segundo turno [entre Dilma Rousseff, então candidata do PT, e José Serra, que disputava o Palácio do Planalto pelo PSDB]”, pontuou.

Na opinião de Jorge, Marina e a direção do PV abriram mão de ter participação decisiva nas eleições de 2010, além de perderem a chance de discutir abertura de espaço no governo que estava para começar. “Hoje quando vejo fulano e beltrano da Rede e do PV criticando Dilma, penso com meus botões: ‘Mas vocês decidiram aquela eleição!’ Um partido e um candidato que têm quase 20 milhões de votos e ficam fora do segundo turno, decidem uma eleição”, frisou o baiano. 

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Hoje vivendo o papel dado à Marina em 2010, Eduardo Jorge avalia, friamente, que a decisão de participar do segundo turno deveria ter priorizado o programa do PV em detrimento da futura trajetória da ex-senadora. O candidato explica que, para ele, a legenda deveria ter encarado como uma obrigação apontar para seus 19 milhões de eleitores qual o projeto, entre PT e PSDB, estava mais próximo do que foi ofertado por Marina. 

“Quando houve aquela reunião soviética para referendar essa postura abstencionista [do PV], eu fui o único que votou contra. Eu queria uma discussão sobre ser Serra [o apoiado] ou Dilma. A minha experiência recente naqueles anos era de que Serra tinha mais abertura que Dilma às questões ambientais. Eu votaria para o PV apoiar Serra, mas era uma visão minha. O errado foi o PV não ter votado, não ter escolhido, não ter indicado ninguém”, adminitiu Eduardo Jorge, que atuou na Secretaria Municipal de Meio Ambiente nas gestões José Serra e Gilberto Kassab, em São Paulo. 

Para o médico concursado da rede paulista de saúde, o segundo erro do PV foi a “instransigência” de Marina após a derrota nas urnas. Em outros termos: o PV teve paciência com Marina durante a campanha daquele ano. A legenda deixou de defender bandeiras históricas, como a legalização das drogas e do aborto, para dar mais conforto à ex-senadora, declaramente evangélica. O PV abriu mão de parte de sua identidade, embora tenha dado passos importantes ao lado de Marina. Mas faltou à Marina paciência para enfrentar a “heterogeneidade” do PV. 

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O presidente nacional do PV, José Luiz Penna, proferiu, em 2013, sentença que vai ao encontro da versão de Eduardo Jorge, além de denotar algumas rusgas internas com Marina Silva. “[Na campanha de 2010 Criamos até cláusula de consciência em relações a temas como aborto, drogas e homofobia para admiti-la”, disse.

Para o presidenciável verde, as duas decisões culminaram em uma danosa ruptura do bloco ambientalista, além de ter deixado uma lacuna no quadro de lideranças do PV. Apesar disso, ele avaliou que não há motivos para militantes históricos, como Gabeira, abandonarem o navio. 

“Continuo achando que precisamos unificar aqueles que se preocupam com o desenvolvimento sustentável. Essa estrutura política ambiental no Brasil ainda é muito frágil para o tamanho e importância do país. O Brasil tem condições de liderar esse processso junto à ONU, mas eu acho que eu jogaria, no Brasil, papel semelhante àquele que o PV joga na Alemanha: com flexibilidade para discutir com PSDB e PT”, indicou.

E 2014?

Incitado a deixar o passado de lado e discutir a eleição de 2014, o candidato do PV à Presidência disse ao GGN que deseja boa sorte à Marina na empreitada como vice de Eduardo Campos. Ele considerou “acertado” o plano B da ex-senadora, mas não demonstrou muito otimismo ao analisar a possibilidade de apoiar o PSB num eventual segundo turno contra Dilma Rousseff, candidata à reeleição pelo PT. A adesão ao bloco de oposição à presidente é mais natural a Penna, que mira “alternância no poder” a qualquer custo. 

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Questionado sobre que decisão tomaria num possível segundo turno entre Aécio Neves, candidato do PSDB e segundo colocado nas pesquisas intenções de voto, e Dilma, que lidera as sondagens até o momento, Eduardo Jorge, que deixou o PT em 2003, afirmou que é preciso analisar o quadro. Mas não negou que o PV pode referendar, dessa vez, apoio aos tucanos.

“Temos de reavaliar como tem sido a postura desses partidos de família socialista. Como que eles evoluiram nesses quatro anos. Qual a abertura que eles têm para as teses ambientais? Isso é uma coisa que vamos discutir no segundo turno, sem preconceitos. O diferencial, para nós, será a agenda ambiental”, sustentou.

Entrevista concedida a Luis Nassif e Cintia Alves

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30 comentários

  1. Encontrei essa figura exótica

    Que é o Pena, passeando em uma SUV num domingo em São Paulo.

    Eu estava pé e disse : “Pena, anda a pé, para de poluir”

    Ecologista da boca para fora.

  2. o equívoco de alguns

    o equívoco de alguns ambientalistas é considerar a natureza o centro de tudo sem incluir nelas as pessoas.

    parece absurdo isso, mas é o que se deduz de algumas propostas ambientalistas e a insistência em atravancar obras como as usinas hidrelétricas etc e tal.

    perdoe-me o duardo jorge, mas falar em socialismo e apoiar o psdb num possível segundo turno é um profundo contra-senso histórico.

    talvez esteja aí todo o problema do pv – de um partido que se dizia de vanguarda passou para a retaguarda mais reacionária….

  3. A Marina parece ser mesmo uma

    A Marina parece ser mesmo uma desagregacionista extremada, mas o Eduardo Jorge não fica muito atrás e me parece um revanchista de marca maior. Isso fica muito claro para mim quando ele deixa antever que se alia a qaulquer partido contra o PT, seu ex partido.

  4. PV é escravo do PSDB

    PV não tem quadros, não tem propostas , é pura farsa. Aqui em MG são “unha e carne” com o PSDB do canalha do Aécio de quem recebem genorosas doações dadas por Clésio Andrade para fingirem que são um partido e possuem ideias a defender. Fiz o um jingle para campanha de José Fernando a governador na eleição de 2010, fui excluído sem nenhuma satisfação, tive de lutar para receber somente 60% do que deveria pelo trabalho e no fim até o candidato a governador foi abandonado pelo PV, que controlado por lacaio do Aécio (Ronaldo Vasconcelos) deu todo apoio aos candidatos tucanos e esqueceu o próprio candidato (informação dada por pessoas que trabalharam na campanha).

    E agora onde está o PV de MG?? Apoiando Pimenta da Veiga o candidato nojento do mauricinho cheirador canalha mentiroso do Aécio!! O PV assim como todos que se enfileiram junto a este crápula nojento do PSDB não valem nada, são o lixo do lixo!!

    • Em MG e no restante do País

      O PV não passa de um tentáculo do PSDB.

      É mais um desses tantos partidinhos de aluguel.

      Se não mudarmos, digo, se não conseguir-mos fazer a reforma política o Brasil não se desenvolverá nunca.

      Temos que fazer a reforma política primeiro e a reforma juridica logo após.

  5. “Temos de reavaliar como tem

    “Temos de reavaliar como tem sido a postura desses partidos de família socialista. Como que eles evoluiram nesses quatro anos. Qual a abertura que eles têm para as teses ambientais? Isso é uma coisa que vamos discutir no segundo turno, sem preconceitos. O diferencial, para nós, será a agenda ambiental”, sustentou

     

    Meu pai do ceu! Essas pessoas acham que o apoia deve vir em funcao de uma unica bandeira? AQuer dizer que se o Everardo dizer que vai implementar mais politicas ambientais e tivesse idno para segundo turno o PT iria apoiar o pastor?

     

    • movido a quê?

      Que é um quadro bem preparado, não discuto. Mas daí dizer que um dos grandes quadros do País, acho exagero puro.

      E além do mais, é um ator político movido a quê? Por grandes ideais é que não é, estou seguro.

      É uma pena que um cara como ele tenha se deixado contaminar por despeito e vingança desse modo. Uma pena.

  6. Minas Gerais é o Estado que mais destrói a Mata Atlântica

    psc

    http://blogdobanu.blogspot.com.br/2014/06/pela-quinta-vez-minas-e-o-estado-que.html

    sexta-feira, 6 de junho de 2014

    Pela quinta vez, Minas é o Estado que mais destrói a Mata Atlântica.

     

    Municípios do Jequitinhonha e Mucuri são os maiores desmatadores.

    Por Marcos de Moura e Souza | Valor
    BELO HORIZONTE – Minas Gerais ganhou mais uma vez um título que nenhum Estado quer: o de ser o maior desmatador de Mata Atlântica do país. É a quinta vez seguida que Minas aparece nessa posição no relatório feito pela organização conservacionista Fundação SOS Mata Atlântica e pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE).O “Atlas dos Remanescentes Florestais da Mata Atlântica”, referente aos anos de 2012 a 2013 aponta que, nacionalmente, a destruição dessa vegetação aumentou 9% em relação ao biênio anterior. O total destruído nos Estados onde o bioma ainda existe foi de 23.948 hectares, ante 21.977 hectares do período entre 2011 e 2012.Houve aumento do desmatamento em nove Estados, enquanto a redução foi observada em cinco.Em Minas, o total devastado foi de 8.437 hectares. Houve uma redução em relação à edição anterior do atlas, quando o desmate chegou a 10.752 hectares. Mesmo assim, o Estado lidera o ranking.Em segundo, aparece o Piauí (com 6.633 hectares), onde houve um aumento de 150% no desmate em relação ao período anterior. Bahia e Paraná são os outros dois onde houve as maiores supressões, 4.777 hectares e 2.126 hectares, respectivamente – ambos com um avanço de 6%. O estudo será apresentado em detalhes hoje em São Paulo.Minas Gerais é o que tem a maior área de Mata Atlântica do país. E aparece entre os maiores desmatadores desde que a SOS começou a publicar o atlas, com dados que datam de 1985.SiderúrgicasA madeira do Estado em geral é cortada para virar carvão que abastece siderúrgicas e a área ganha plantios de eucalipto para virar mais carvão. A queda de 22% foi atribuída ao fato de o governo ter interrompido por um ano as autorizações de corte. O SOS quer a extensão dessa moratória.Segundo o Ministério Público Estadual, os maiores desmatadores são proprietários de grandes áreas, que investem alto em projetos agrícolas de monocultura. E que desmatam com autorizações concedidas pelo próprio governo estadual. Os promotores dizem que em muitos casos esse empresário fraciona no papel suas terras porque a autorização para desmate de áreas menores é muito mais fácil do que para áreas maiores. Esse é um procedimento que dá uma fachada de legalidade ao desmatamento em Minas, dizem os promotores Carlos Eduardo Ferreira Pinto e Felipe Faria de Oliveira.O secretário de Meio Ambiente de Minas, Alceu Torres Marques, diz que o Estado “está no caminho certo” e que o fato de a área de Mata Atlântica ainda ser grande espalhada dificulta a fiscalização. “Hoje, não dá para o Estado checar se as informações prestadas por quem nos pede autorização [para corte da Mata Atlântica] são fidedignas”, admite. “Estamos correndo atrás de eficiência.” O governo de Minas lançou ontem um plano para combate ao desmatamento ilegal com investimentos de R$ 50 milhões. Fonte:  Valor Econômico.  

     

    • Realmente, o PV brasileiro

      Realmente, o PV brasileiro nao tem absolutamente nada a ver com os Verdes europeus; e tudo a ver com fauna dos partidos politicos brasileiros que – com raras e honrosas excecoes – nao passam de organizacoes dedicadas ao estelionato politico e outras atividades que em paises civilizados seriam consideradas crime organizado.

  7. Marina Silva não é Lula da Silva

    Minha opinião:

    Em toda a eleição é necessário que votos sejam tirados do PT para que haja segundo turno.  Para isso, sempre existe um candidado “limpo” para que os votos do PT migrem para esse candidato.  Marina Silva foi ministra do PT e nunca foi questionada por fazer parte do “partido que inventou a corrupção no Brasil”? E ela não foi CINCO ANOS ministra do governo que, segundo a mídia, foi o “mais corrupto da história”?  Até a Veja a colocou na capa dizendo que ela defende o criacionismo.  Problema ZERO com isso, mas a Veja quis mostrar que ela era, sim, uma fundamentalista religiosa!

    O fato é que Marina foi em 2010 uma arma da oposição para tirar votos do PT, principalmente dos Evangélicos e mandar a eleição para o segundo turno onde, se tiver menos de 5 milhões de votos, eles dão um jeito na urna eletrônica sem papelzinho pra recontagem.

    Se a bandeira dela é o meio-ambiente, é mais fácil usar um partido com a história do PV para alcançar esses objetivos do que criar um novo partido.  Mas, porque criar um novo partido? Porque as bandeiras do PV, e todos podem discordar de suas ideias, é, entre outras, a liberalização do casamento homossexual, a liberalização da maconha entre outros temas mais liberais.  Frisando, novamente, que, embora não apóie 100%, acho que o PV tem que defender essas bandeiras, sim!  Entretanto, Marina saiu do PV para montar um partido com a “sua cara”.  A pergunta é: Qual é a cara da Marina Silva, afinal?  Para mim, ela quer fundar um partido que defende a revisão do currículo escolar para iniciar a evangelização do Estado.  Se a questão dela fosse ambiental e de tolerância, ela ficaria no PV.  O fato é que, se qualquer repórter fizer 3 perguntas sérias para ela sobre questões econômicas e de reforma política, ela não chegaria nos 10 milhões de votos! 

    Marina Silva não é Lula da Silva.  Lula, com todos seus defeitos, é um negociador que conseguiu negociar dentro do próprio PT.  Marina Silva não conseguiu modificar o próprio partido, vai modificar PMDB, PSDB, PT e todos os outros corruptos que temos no Brasil? O que Marina Silva traz para mudar o Brasil? Plantação de árvore?

    Marina Silva não duraria 10 minutos em um debate sério sobre economia.  E a hora que essa vertente fundamentalista dela fosse colocada na mesa, perderia muitos votos.  Ela tentou fundar um partido só para ela porque não conseguiu conviver com a diversidade de um partido que, em tese, tem a mesma bandeira que ela.

    Respeito quem pensa diferente, mas eu não consigo levar Marina Silva a sério.  Só sendo muito fiel para acreditar que Marina Silva é capaz de fazer uma reforma política no Brasil ou que ela seria incapaz de conseguir conduzir um processo para eleição de uma assembléia constituinte eleita pelo povo.  Para mim, ela foi usada pela oposição para tirar votos do PT e nisso ela foi bem sucedida.  A sorte de Eduardo Campos é que a oposição ainda precisa dela, senão, a imprensa faria a pergunta: “O que aconteceria se, por algum acaso, Eduardo Campos fosse impedido de governar e Marina Silva assumisse?”

  8. Socio-ambientalismo não é o

    Socio-ambientalismo não é o termo para definir a “agenda ambiental” desse PV aí que temos no Brasil. “Rento-ambientalismo” é o termo mais apropriado.

    Tomei a liberdade de criar esse neologismo, Nassif, emcima de seu diagnóstico sobre o “novo verdismo” que surgiu no país. Pelo que entendi a idéia é, através dos altos juros do rentismo, acabar com toda a atividade econômica produtiva. Com isso presevam-se as árvores, os sapos e as formigas. Não se preservam os empregos, mas isso é “detalhe”. Um preço a se pagar (quem paga mesmo?)

    Daí nada mais natural, e bota natural nisso, que o sujeito que aliás tem nome de tucano, Eduardo Jorge, quisesse apoiar o Serra. E eu passei a entender tudo, inclusive porque a Miriam Leitão “ficou verde”, num processo reverso ao amadurecimento

  9. É de fazer rir

    Agenda ambiental? O que a questão do aborto tem a ver com o ambiental? Sustentável em relação a quê?

    Se o Serra tinha mais abertura às questões ambientais do que a Dilma; por que não cuidou como devia da questão da segurança hídrica no Cantareira?

    Patéticas as delarações de um serrista que traiu sua própria trajetória no PT, como a Marina o fez (ela pelo menos esteve ao lado de Chico Mendes, na fundação do PT e ele, médico, nada entende de floresta Atlântica).

  10. Nada disso é novidade pra mim

    Nem mesmo a confirmação, pelo Jorge Luis Penna, ex-presidente do PV, de que a Marina é uma fundamentalista religiosa, dessas bem fanáticas e de direita mesmo.

  11. Fleumático, mas ressentido!

    Fleumático, mas ressentido! Imagina apoiar o Serra, pq ele tem abertura para as questões ambientais…Me engana que eu gosto…

  12. NassifDá “PENA” do

    Nassif

    Dá “PENA” do presidente do PV….

    São perdidissímos……

    Muita gente confunde, Marina com Heloisa Helena, são extremamente diferentes, basta ver onde as duas estão.

    Abração

     

  13. O futuro? A deus pertence

    Muito boa a matéria. Mais uma prova — como se fosse necessária — do oportunismo reinante na política, sem excessão. Ninguém — pessoas (Maringoni p.ex.), nem partidos, atualmente o PT incluso, se preocupa em construir uma referência para o futuro. O futuro fica reduzido às próximas eleições. Pobre Brasil…

  14. O próximo erro será apoiar o Aécio

    “Na opinião de Jorge, Marina e a direção do PV abriram mão de ter participação decisiva nas eleições de 2010, além de perderem a chance de discutir abertura de espaço no governo que estava para começar. “Hoje quando vejo fulano e beltrano da Rede e do PV criticando Dilma, penso com meus botões: ‘Mas vocês decidiram aquela eleição!’ Um partido e um candidato que têm quase 20 milhões de votos e ficam fora do segundo turno, decidem uma eleição”, frisou o baiano. “

    Eduardo Jorge – ex-petista e ex-secretario do meio ambiente de Serra e Kassab – está insinuando que Marina deveria ter apoiado Serra, como ele fez. Se tivesse dado certo, o Brasil estaria seco como São Paulo.

    Como ambientalista, ele deveria saber que a falta d’água em São Paulo tem três vetores, dos quais Serra é responsável pelos dois últimos, e ele pelo último:

    1. A longa estiagem.

    2. A privatização da Sabesp, com redução dos investimentos em adução e eliminação de vazamentos para pagar maiores dividendos aos acionistas.

    3. O crescimento insustentável da construção civil na região metropolitana.
     

  15. não é um quadro, seria uma

    não é um quadro, seria uma moldura – enfeite?

    ou sobraria apenas o grande gilberto gil?

  16. Eduardo Jorge é mais um

    Eduardo Jorge é mais um ex-esquerdista (como Gabeira e Bob Freire) abduzido pelas delícias do ninho ultra conservador liderado pelos tucanos. Felizmente os eleitores sentem um cheiro estranho no ar e dão a estes senhores o merecido chega-pra -lá.

  17. A oposição neste país está

    A oposição neste país está dividida por “imbecilidades”.

    Enquanto a oposição fica dividida, o país continua refém destes dois partidos PT e PSDB, e o Brasil continua como está (PIB vai encolhendo ano a ano, falta água, record de importações, e muito mais).

    Quanto ao PV acho uma pena eles se envolverem com questões como aborto e liberação de drogas. Em um país onde a maioria é católica e temos 35 milhões de evangélicos, com esta mentalidade não vão ter grandes resultados. Partido político devia se preocupar com economia, meio ambiente e política social, o resto devia se abster ao máximo de opinar e deixar para uma comissão constituinte eleita decidir. Lutas inúteis que não apenas dividem o eleitorado, mas causam divisões internas altamente prejudiciais para o partido. A vitória só pode vir da coesão, nunca da dispersão.

    Quanto a Marina passou uma imagem controversa, ao mudar de partido pela terceira vez, ( talvez nem ela mesma tenha percebido) , mas de falta de confiabilidade, como a imagem do empregado que muda de emprego uma vez por semana e não se adapta a empresa nenhuma. Marina podia facilmente ter chegado ao 2° turno nesta eleição se tivesse ficado no PV. Mas a intransigência religiosa dela falou mais alto. E o Brasil que paga o pato agora.

    Lamento Eduardo Jorge citar o nome de Serra pois é um candidato com alto índice de rejeição, vai acabar contaminando o PV com esta rejeição. O PSDB aliás a cada legislatura perde parlamentares, cadeiras, e estados. Citar o PSDB é receber abraço de afogado.

    Uma oposição perdida e sem rumo, totalmente sem noção. Enquanto a oposição luta a esmo, o novo código “florestal” foi aprovado, o desmatamento amazônico liberado, e com menos florestas o clima fica mais seco no sudeste, influenciando não só a economia, como a política social.

    Procura-se oposição inteligente, Com urgência.

    • O problema é exatamente haver

      O problema é exatamente haver opisção de mais, pois o petismo é partido único no sentido de que repartido mesmo, dentro já tem situação e oposição. Não foi por exemplo, ninguém de fora que pediu para expulsar deputado eleito pelo povo por fofoca do PIG de que teria se reunido com gente que seria do PCC, como se onde você chegasse as pessoas deste andasse com uma crachá dizendo que seria

      • Sim, concordo
        Esquerdistas,

        Sim, concordo

        Esquerdistas, uni-vos

        O único adversário real que deveria ser impedido de ir a segundo turno, a rigor deveria ser o PSDB.

        Vou parafrasear Lula, partidos como  o PSDB nem deveriam existir.

        E o maior erro do PT foi perder José Dirceu que deveria ser o nosso atual presidente, se não tivesse caido na farsa da ação penal 470.  O PT parce com um jogador de xadrez que arrisca o Rei e preserva os peões. Deveria agora preservar Haddad, porque a esperança futura do Brasil está nele, uma vez que Dilma deu numerosas mostras de não ter nem um décimo da competência de Lula.

         

  18. As escolhas de Marina são de

    As escolhas de Marina são de tal ordem que mesmo o pior velhaco petista nem sonharia em pedir que ela fizesse para ajudar o petimos. Por que será que tem gente criticando essa  ao  invés de elogiar?

  19. pv no segundo turno

    Somente um PV subdesenvolvido e com vizeiras, ousa falar e ditar normas sobre ecologia ou mesmo sobre desenvolvimento sustentável dissociado de inclusão social.

    Como PHA diz são uns jenios. O verde é o objetivo final, o homem que se exploda.

    Como é que gente deste conteúdo ainda tem público?

    Aecio tambem fala, fala e não inclui pobre em seu discurso.

     

  20. Deus nos livre de Aécio
    Se Eduardo Jorge conhecer o que os governos tucanos fazem com o meio ambiente em Minas certamente não apoiará Aécio num eventual segundo turno. Como mineiro e ambientalista minha aversão total a Aécio presidente se funda nesta constatação – político que sempre foi totalmente serviçal às mineradoras.

    Licenciando empreendimentos que destroem paisagens e degradam a água e a natureza e que violam direitos de comunidades rurais indefesas.

  21. PMDB nanico

    O PV não avançou. É uma sigla de aluguem, composta por caciques, sem projeto algum, ao sabor das ondas, sustentado por cliches tipo “agenda socioambiental”, que pode ser tudo e nada ao mesmo tempo. O erro foi ter aceito Marina, que nada tem a ver com o fisiologismo verdista. Sim. Fisiologicos sim. É um PMDB nanico, a procura de cargos…

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