Partidos confirmam os principais candidatos em São Paulo e no Rio de Janeiro

Jornal GGN – O final de semana foi marcado por convenções partidárias que oficializaram o lançamento de candidatos às prefeituras das principais capitais do País. Em São Paulo, o PT confirmou a empreitada pela reeleição de Fernando Haddad, com Gabriel Chalida (PDT) como vice. O evento para deslanchar a campanha foi marcado pelo discurso de “Fora Temer”, e contou com as presenças de Lula e Ciro Gomes.

Se, do lado do PT, a disputa terá o tom da luta contra o “retrocesso” representado pelas forças que apoiam o presidente interino Michel Temer (PMDB), do outro, os adversários de Haddad prometem explorar a baixa popularidade do PT. Haddad apareceu com 8% das intenções de voto no Datafolha deste mês.

O ex-presidente Lula fez um discurso em defesa do PT, alegando que o partido não pode ser impedido de governar com homens da qualidade de Haddad. A presidente reeleita em 2014, Dilma Rousseff, afastada no processo de impeachment, enviou uma carta dizendo que a eleição deste ano será um duelo entre o “Brasil golpista e o Brasil democrático”.

O PSDB lançou João Dória com o deputado federal Bruno Covas como candidato a vice-prefeito. Apesar de tentar demonstrar união no partido, o tucano não foi prestigiado por FHC ou José Serra. Geraldo Alckmin tenta emplacar o empresário – que aparece com 6% no Datafolha – como demonstração de força para 2018.

O PRB reafirmou a candidatura de Celso Russomanno, que aparece com 25% das intenções de votos, apesar de o deputado federal enfrentar um processo no Supremo Tribunal Federal que pode tirá-lo da disputa. Russomanno é processado por pagar com recursos da Câmara uma funcionária que trabalhava em sua empresa particular. A aliança PRB, PTN, PEN e PSC (que desistiu de Marco Feliciano) lançou 83 candidatos à vereança. Entre eles, o playboy Chiquinho Scarpa, que chegou no evento chamando atenção num carro de luxo de R$ 1,5 milhão e escoltado por cinco seguranças.

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Luiza Erundina foi confirmada pelo PSOL, numa chapa puro sangue com o deputado federal Ivan Valente. Nas pesquisas, ela aprece na frente de Haddad, com 10% das intenções de votos, atrás de Marta e Russomanno. O discurso da candidata, no domingo (24), também foi de repúdio ao golpe de Temer e de ataques diretos a João Doria. O tucano foi chamado de “coxinha” que quer “privatizar a cadeira de prefeito”. 

Erundina também subiu o tom contra Marta, a quem chamou de “traidora do povo”. O mesmo fez Haddad, apontando que uma coisa é ter divergências internas com o PT e, por isso, trocar de legenda. Outra, bem diferente, é mudar de lado na política.

O PSD tinha a intenção de consolidar a candidatura de Andrea Matarazzo, mas o vereador acabou fechando, neste final de semana, com o PMDB de MartaSuplicy, embora venha sendo assediado para substituir Russomanno em caso de derrota no Supremo. Marta, agora, terá de renegociar com o PTB, pois havia prometido a candidatura a vice-prefeira para Marlene Machado, mulher Campos Machado, presidente estadual da legenda.

O PMDB, com Marta, está em segundo lugar no Datafolha, com 16% das intenções de voto. A campanha da ex-petista será lançada no próximo final de semana.

Na próxima quinta, 28, na Câmara de São Paulo, o atual vereador Ricardo Young será formalmente apresentado como candidato a prefeito pela Rede. 

RIO DE JANEIRO

Neste sábado (23), o PSC oficializou a candidatura do deputado estadual Flávio Bolsonaro, filho de Jair Bolsonaro, à Prefeitura do Rio. O deputado estadual Carlos Osório (ex-PMDB) teve a candidatura oficializada pelo PSDB.

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No Domingo (24), o PCdoB lançou Jandira Feghali, com apoio do PT. Ela prometeu tentar levar a campanha até o final sem financiamento empresarial.

Marcelo Freixo, deputado estadual, vai disputar pelo PSOL, confirmado no último dia 20.

O PMDB lançou o deputado federal Pedro Paulo, ex-secretário do prefeito Eduardo Paes, com apoio do DEM.

Esquerda unida

Em artigo publicado pelo GGN, o cientista político Aldo Fornazieri sustentou que no atual cenário, a esquerda só tem condições de conquistar as maiores prefeituras se ficar unida em torno dos candidatos com maior potencial ou que estejam tentado a reeleição, no caso de Fernando Haddad (PT). No Rio, ele defendeu Marcelo Freixo, e em Porto Alegre (RS), Luciana Genro (PSOL).

 

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4 comentários

  1. eleição em 5.500

    Bom sabe que Porto Alegre, Floripa, Curitiba, Vitória, BH, Goiania, Salvador, Aracaju, Maceió, Recife, Joao Pessoa, Natal, Fortaleza, São Luís, Teresina, Belém, Manaus….nao fazem diferença além dos outros 5.500 municpios.

    Será que alguém está algo preocupado com o impeachment?

  2. Acho que o GGN deveria

    Acho que o GGN deveria repensar esse negócio de fazer matéria emcima de números do DataFraude. Além disso, mesmo não partindo para a fraude abertamente, todos os institutos erram muito nas eleições para prefeito e governador.

    Se fizerem uma pesquisa, ouso dizer que constarão que a margem de erro é de mais de 50%. Quando o candidato é da esquerda aumenta para mais de 70%, por aí.

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