Pensando em 2022, PDT não fará campanha para Haddad


Foto: Divulgação
 
Jornal GGN – Horas após o presidenciável Fernando Haddad (PT) pedir um maior engajamento de Ciro Gomes, com o posicionamento do pedetista sobre apoiá-lo na disputa pela Presidência da República, o presidente nacional da sigla, Carlos Lupi, afirmou que o PDT não irá fazer campanha para Haddad. O motivo é que o partido está pensando em 2022.
 
Haddad vem se empenhando em tentar reverter o cenário das pesquisas eleitorais, que indicam uma diferença considerável a favor de Jair Bolsonaro para levar a vitória nas eleições 2018. Nesta segunda-feira (15), o candidato do PT afirmou que está disposto a abrir alianças com partidos que até então eram considerados oposição, por se tratar de uma luta pela democracia.
 
Logo após o resultado do primeiro turno, Ciro Gomes foi questionado por jornalistas sobre se já anunciaria apoio para a disputa do próximo dia 28 de outubro. E se restringiu a responder que “Ele não, ele nunca”, em referência a que não apoiaria, em nenhuma situação, Jair Bolsonaro, mas disse que seria preciso conversar com o partido sobre o posicionamento da Executiva nacional.
 
Ainda que pendendo a apoiar Haddad, Ciro deixou claro que sua declaração seria em nome do PDT e, portanto, precisaria consultar a comitiva antes de falar à imprensa. Desde a última semana, a imprensa e a campanha de Fernando Haddad vinham esperando um posicionamento público de Ciro. Por isso, nesta segunda, o candidato do PT afirmou que iria consultar novamente o PDT.
 
“Nós já declaramos que estamos contra o fascismo. É clara a nossa posição. Agora, nós não vamos fazer campanha, discutir plano de governo”, disse Carlos Lupi, ao Broadcast, do Estadão.
 
De acordo o jornal, o presidente nacional da sigla teria indicado que o momento era de planejar as próximas estratégias eleitorais, como o prepara da candidatura de Ciro ao Planalto em 2022.
 
“No dia 29 a gente já vai para a rua preparar a campanha do Ciro para 2022. Não vou sangrar o partido nas vésperas das eleições. Isso aqui não é o Terceiro Reich”, completou.
 

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