Presidenciáveis repudiam ato contra Bolsonaro e pedem investigação

Fernando Haddad, Ciro Gomes, Marina Silva, Geraldo Alckmin, Henrique Meirelles, Alvaro Dias e João Amoêdo criticaram duramente a violência e pediram responsabilização de autor(es)
 

Foto: Reprodução
 
Jornal GGN – Os partidos e candidatos adversários de Jair Bolsonaro (PSL) a Presidência da República repudiaram o ato de violêncio sofrido pelo deputado, na tarde desta quinta-feira (06), durante agenda de campanha, em Juiz de Fora, Minas Gerais.
 
“Repudio totalmente qualquer ato de violência e desejo pronto restabelecimento a Jair Bolsonaro”, escreveu Fernando Haddad, candidato da chapa do PT à disputa presidencial. Minutos antes, a presidente nacional do partido, senadora Gleisi Hoffmann, também havia se manifestado. Gleisi ressaltou que o único enfrentamento que deve haver na política é o de ideias: “Lamentável. Nenhum ato de violência pode ser admitido. A violência não é justificável. Na política temos que nos ater ao enfrentamento de ideias”, afirmou.
 
Em nota, o PSOL disse que a agressão sofrida pelo candidato do PSL “configura um grave atentado à normalidade democrática e ao processo eleitoral”. “Nosso partido tem denunciado a escalada de violência e intolerância que contaminaram o ambiente político nos últimos anos. Por isso, não podemos nos calar diante deste fato grave. Repudiamos esse ataque contra o candidato do PSL e esperamos das autoridades as medidas cabíveis contra seu autor!”, anunciou a Executiva.
 
O candidato do partido, Guilherme Boulos, também criticou duramente a ação e cobrou investigação: “Soube agora do que ocorreu com Bolsonaro em Minas. A violência não se justifica, não pode tomar o lugar do debate político. Repudiamos toda e qualquer ação de ódio e cobramos investigação sobre o fato”, escreveu, nas redes sociais.
 
Ciro Gomes, presidenciável do PDT, cumpria agenda em Pernambuco e também se manifestou. Destacando que Bolsonaro é seu “opositor” na política, pediu punição aos responsáveis. “Repudio a violência como linguagem politica, solidarizo-me com meu opositor e exijo que as autoridades identifiquem e punam o ou os responsáveis por esta barbárie”, disse.
 
Marina Silva, da Rede, disse que a violência contra Bolsonaro é também contra a democracia. “Inadmissível e configura um duplo atentado: contra sua integridade física e contra a democracia. Neste momento difícil que atravessa o nosso país, é preciso zelar com rigor pela defesa da vida humana e pela defesa da vida democrática e institucional do nosso país”, afirmou. 
 
“Este atentado deve ser investigado e punido com todo rigor. A sociedade deve refutar energicamente qualquer uso da violência como manifestação política”, insistiu Marina.
 
E o candidato do PSDB, Geraldo Alckmin, também se solidarizou com Bolsonaro, solicitando uma “punição exemplar”: “Política se faz com diálogo e convencimento, jamais com ódio. Qualquer ato de violência é deplorável. Esperamos que a investigação sobre o ataque ao deputado Jair Bolsonaro seja rápida, e a punição, exemplar. Esperamos que o candidato se recupere rapidamente.”
 
Em sua nota, João Amoêdo (Novo) lembrou que “o Brasil lutou muito para voltar à democracia e a ter eleições limpas e livres”. É lamentável e inaceitável o que aconteceu há pouco com o candidato Jair Bolsonaro. Independentemente de divergências políticas, não é possível aceitar nenhum ato de violência. (…) A violência não pode colocar essas conquistas em risco. Que o agressor sofra as devidas punições. Meus votos de melhoras para o candidato”, defendeu.
 
O candidato do Podemos, Alvaro Dias, foi o único a fazer referência indireta a que Jair Bolsonaro estimulava a violência em seus atos de campanha, e que a agressão contra o deputado só indica que não se deve estimular a violência. “Sobre o episódio da facada no candidato Jair Bolsonaro, quero afirmar aqui que repudio todo e qualquer ato de violência. Por isso a violência nunca deve ser estimulada. Eu não estimulo”, ressaltou.
 
“Desejo pronta recuperação a Jair Bolsonaro. Lamento todo e qualquer tipo de violência. O Brasil precisa encontrar o equilíbrio e o caminho da paz. Temos que ter serenidade para apaziguar a divisão entre os brasileiros”, lamentou Henrique Meirelles, do MDB.
 
 
 

7 comentários

  1. E o farisaismo triunfa…
    Eta festival de hipocrisia. Representantes do PT e PSOL são os únicos que podem sustentar o discurso de combate à violência porque sempre que foram vítimas dela – o PSOL em SP acabou de sofrer ameaça de um homem armado em sua sede de campanha – não revidaram. Agora o resto vir falar em democracia, respeito ao adversário, combate à violência e à intolerância é o cúmulo da falta de vergonha na cara! Onde estavam esses fariseus quando a caravana do Lula foi atacada? E a vigília na PF, constantemente assediada por adeptos do fascismo? E esse canalha do Alckmin que tem como vice uma mau caráter que foi filmada incentivando a violência? Contra o PT não é crime?
    Haja paciência com monumental hipocrisia! Só falta ter cobertura especial no JN e afiliadas.

    Sampa/SP, 06/09/2018 – 18:19 (alterado às 18:21).

  2. poderia ter sido evitado.

    Investigação e punição exemplar deveria ter acontecido no atentado à caravana. Não vai soltar um “colheu o que plantou”, Sr Alckmin?

  3. Parece estranho

    Tudo isso parece muito estranho mas talvez seja apenas o óbvio. Não recordo se aqui no GGN ou no Brasil 247 um comentarista cantou a pedra de um possível atentado, quando, mais ou menos uns dez dias atrás, foi noticiado que o Bolsonaro fazia campanha com uma escolta de policiais federais, usando colete a prova de balas. 

    Apreciando a lista de favoritos no facebook do suspeito é possível constatar que seus gostos políticos variam da embaixada da Coréia do Norte à Luana Piovani, passando por quartéis militares, militares e seus sites, assim como sites de esquerda. Uma pessoa que transita entre dois mundos ideológicos opostos. Enfim, pau para toda obra.

    É curioso que nenhuma fotografia ou filmagem do flagrante, até agora, mostre sangue na camisa do Bolsonaro. O ferimento, contudo, estará lá, seguramente, depois da laparotomia exploratória pelo qual passou.

    Poucos dias atrás tivemos o candidato se encontrando a portas fechadas com um dos donos da Globo; a afronta cara de pau do judicário contra a ONU; a mordaça à candidatura petista; a guinada do Fachin; as pesquisas adulteradas x o crescimento do apoio ao PT; o incêndio do Museu Nacional; o destempero calculado do Temer… A orquestra segue firme sua sinfonia do caos e a temperatura se eleva, sem dúvida.

    Teorias conspiratórias são mesmo muito arriscadas e tentadoras no momento, quando os fatos ainda estão quentes e sendo apurados. Nada disso, se se trata de mais uma fraude ou não,  parece ser o mais importante dessa história, apesar de os golpistas já haverem dado provas de serem capazes de cometer todas e as maiores ignomias imagináveis para o sacramento de seu saque ao poder.

    Seja como for, se os sem votos precisavam de um plano “B”, eis a oportunidade de ouro. O que está acontecendo se presta à mil e uma utilidades para a direita sem votos: serve como justificativa para o cancelamento das eleições, a sempre a mão demonização das esquerdas, a possibilidade de impulsionar a candidatura do Bolsonaro, se ele sobreviver, ou para garantir que o Alkimin chegue ao segundo turno, se ele morrer…

    Enfim, creio ser óbvio que, conspiração ou não, o caso da facada veio a calhar, abrindo o leque de possibilidades para a direita. Seguramente, vai ser o pano da manga golpista midiático até o dia da eleição, se for o caso de haver eleição.

  4. Eu quero investigação…É o

    Eu quero investigação…
    É o primeiro figado perfurado que não verte sangue em abundância que conheço…
    No socorro não se pressionava a ferida perfurada, as bandagens brancas, brancas estavam.
    A equipe médica procede sem luvas anti-sépticas e sem cobrir o paciente…

    Para mim isso cheira a plano Cohen.

  5. Quem matou Mariele e

    Quem matou Mariele e Anderson? Quem atirou na caravana de Lula? essas investigações estão na frente da fila, OK?

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