Auditoria do PSDB não encontra fraudes nas urnas na eleição de 2014

Jornal GGN – Após 10 meses de trabalho e investimento de R$ 1 milhão, a auditoria do PSDB nas urnas eletrônicas, feita com autorização do Tribunal Superior Eleitoral após a derrota de Aécio Neves para a presidente Dilma Rousseff (PT), não detectou indícios de irregularidades nas eleições de 2014. Nesta quarta-feira (4), o deputado Carlos Sampaio e o coordenador jurídico do PSDB, Flávio Pereira, anunciaram que o pente fino não encontrou elementos que comprovem as suspeitas de fraude denunciadas por internautas.

Segundo informações do G1, o PSDB chegou a solicitar ao TSE uma vistoria por empresa estrangeira que seria contratada para reavalizar o parecer da auditoria do partido, mas o Tribunal, presidido por Dias Toffoli, negou a intervenção de organismos de outros país em eleições e sistema nacionais.

Sampaio ressalvou que o fato da auditoria milionário do PSDB não ter surtido efeitos não significa que não houve algum tipo de irregularidade em 2014. “Não temos elementos para afirmar que não houve fraudes no processo de votação, uma vez que o modelo de auditoria imposto pelo Tribunal Superior Eleitoral não se enquadra em qualquer modelo reconhecido e padronizado por entidades internacionais”, afirmou. O relatório sugere que “o sistema brasileiro é inaferível ou inauditável”.

A auditoria feita pelos tucanos foi motivada por denúncias, divulgadas em redes sociais, de supostas fraudes no dia da votação. À época do pedido, o PSDB afirmava que a confiabilidade da apuração e a infalibilidade da urna eletrônica estavam sendo colocadas em xeque e que o TSE precisava ajudar o partido a dar uma resposta à população.

Ainda de acordo com o G1, o relatório faz recomendações de mudanças no sistema eletrônico ao TSE, como a adoção do voto impresso, projeto já vetado por Dilma a pedido da própria Justiça Eleitoral, que estimou um custo extra de R$ 1,8 bilhão com a ideia. O PSDB rebateu, dizendo que o gasto com o voto impresso seria de R$ 300 milhões. “Evidentemente, R$ 300 milhões é um gasto elevado, mas justificável para que não pairem mais dúvidas sobre o processo eleitoral”, argumentou o deputado Carlos Sampaio.

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