Tentando recuperar espaço, Doria se desmancha em elogios a Alckmin

 
Jornal GGN – Depois de gestar negativamente sua imagem com viagens, farinatas, brigas pelas redes sociais e cuspir na mão de seu criador, João Doria Jr, prefeito de São Paulo, desmancha-se em rapapés e elogios a Geraldo Alckmin. A criatura diz que vai declarar, na convenção do PSDB, que acontece em Brasília, que seu candidato à Presidência pelo Partido é o seu criador. Todas essas declarações foram dadas à Monica Bergamos, da Folha.
 
O gestor afirma que sua declaração não é fruto de frustração, pois afinal nunca pleiteou a indicação. Nunca. E agora diz que o que o atrai é ser candidato tucano ao governo de São Paulo. Diz para a jornalista que seu foco é a prefeitura de São Paulo. Só diz.

 
Na entrevista, começa com o primeiro rapapé, dizendo que não se frustrou, pelo contrário, se sente feliz por Alckmin ser considerado como candidato e que, é claro, “o governador teve grandeza de aceitar”. Diz que o criador será aclamado e que espera que esta candidatura à Presidência se cristalize. Já, ele, gestor de São Paulo, nunca se apresentou como pré-candidato, por nenhum partido. E negou que suas viagens em busca de plaquinhas de cidadão se dá por São Paulo ser global, não significa pretensão de candidato.
 
Ao ser indagado se não percebeu que essas ações permitiam uma leitura de busca pela indicação e que estava sendo chamado de traidor por aliados, ele responde que nunca houve ruptura nem distanciamento com Geraldo. Nunca. Nunca. E que sempre se ateve à sua condição de gestor, isto é, de prefeito. Considera o criador uma candidato bom, honesto, experiente, humilde e que a competitividade vai aparecer, ou não, na campanha. “Ele terá que arrebatar o coração desses eleitores, assim como o coração dos outros partidos, para que eles possam convergir para uma candidatura única. Os partidos de centro, com visão liberal, não terão chance com candidaturas fracionadas. Se isso ocorrer, vamos entregar a eleição.”, disse a criatura.
 
Para que isso ocorra, Alckmin presidente, o gestor de São Paulo entende que uma aliança seja necessária, inclusive com o PMDB. Defende também que o legado Temer, de aprovação pífia, é mais que isso, é o que Alckmin chama de legado do Brasil, e que se tem que avançar nas propostas importantes. Segundo ele, um grande avanço conseguido por Temer foi a reforma trabalhista. E a reforma da previdência será outra grande conquista. Ah, defende também as privatizações.
 
Mas a defesa não significa que Temer deva subir no palanque de Alckmin. Mas não explica muito bem já que haveria uma continuidade de políticas em eventual governo do PSDB.
 
Instado a falar sobre pretensão ao governo do estado, o gestor de São Paulo afirma ser seu foco a cidade. Diz que, em 11 meses, acertou muito, mas tem a “humildade” de reconhecer que também errou, para com bom senso e equilíbrio corrigir o que for necessário. Diz que a questão estadual deverá ser discutida em 2018. Mas não encarta nem descarta a possibilidade de vir a concorrer ao governo do Estado. Não declara apoio a Serra, nem descarta, considera, mas não avaliza.
 
Convidado a listar seus maiores erros, o gestor declara que a farinata não é um erro, como princípio é algo bom e a cúria metropolitana apoia. Mas erraram na comunicação. E este erro definiu o recuo.
Insiste que a gestão de Haddad deixou déficit de R$ 7,5 bilhões, mas diz que não culpa a gestão anterior, faz somente um registro.
 
Acredita ele que a partir do ano que vem tudo muda, pois o orçamento é de sua gestão, assumindo então a responsabilidade. Sobre os semáforos quebrados que abundam na cidade, o Tribunal de Contas é o grande responsável, por ter segurado o edital de licitação para conserto. Segurou nove meses, uma gestação dentro da gestão.
 
Entende agora que a gestão pública é diferente da privada, mas alguns princípios podem ser aplicados de um ao outro. Burocracia é um grande mal, diz ele, e como gestor está encaminhando o máximo de medidas para minimizar o problema, diminuir o tamanho da máquina pública.
 
Monica Bergamo puxa o assunto da briga com Alberto Goldman, quando o gestor o chanmou de fracassado de pijamas, quer saber se ele se arrepende. Diz o gestor que já estão equalizados, que Goldman pediu desculpas e ele falou com Goldman. Afirma que o dia em questão não foi muito bom, e que não deveria ter gravado o vídeo. Todo mundo tem seu dia de “poxa, eu não deveria ter feito aquilo”.
 

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