Tribunais eleitorais lançam ofensiva política sobre universidades, por Luis Nassif

Atualizada às 6h, em 26/10

Recebi, na noite de quinta (25), informação de que o diretor da Faculdade de Direito da Universidade Federal Fluminense Wilson Madeira Filho recebeu ameaça de prisão, por ter ordenado o novo hasteamento da bandeira antifascista. O diretor tinha até a meia-noite para remover a bandeira, sob pena de “desobediência e responsabilização criminal”. Ele decidiu acatar a ordem do TRE-RJ, segundo Agência Brasil informou na manhã desta sexta (26).

No Facebook, Filho escreveu: “Decisão judicial do TRE nesta data (25/10) entendeu ser a bandeira e os eventos promovidos na Faculdade de Direito sob a expressão Anti-Fascismo alusivas enquanto campanha negativa ao presidenciável Jair Bolsonaro. Nesse sentido, determinei a retirada da bandeira e a ausência de novas manifestações.”

Está prevista para amanhã, sexta-feira, a partir das 14 horas o hasteamento de bandeiras antifascistas em todas as unidades do campi, como protesto contra a arbitrariedade.

Por Pablo Ortelado, pelo Facebook

Parece que houve uma ação coordenada nas universidades contra suposta atividade eleitoral irregular. Bandeiras antifascistas e cursos de história sobre o fascismo, além de iniciativas ligadas ao EleNão foram alvo de ação das polícias militar, federal e da justiça eleitoral.

Relatos até agora: UFGD (Dourados), UEPA (Iguarapé-Açu), UFCG (Campina Grande), UFF (Niterói), UEPB, UFMG, Unilab (Palmares), Cepe-RJ, Unilab-Fortaleza, UNEB (Serrinha), UFU (Uberlandia), UFG, UFRGS, UCP (Petropolis), UFSJ, UERJ, UFERSA, UFAM, UFFS, UNESP (Bauru), UFRJ, IFB.

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