Um terço dos candidatos no Rio querem arma de fogo para guardas municipais

Neste ano, o estado do Rio de Janeiro já registrou um recorde de letalidade policial em 22 anos, de 5 mortes por dia por policiais

Foto: Agência Brasil

Jornal GGN – Um terço dos candidatos à Prefeitura do Rio de Janeiro defendem liberar o uso de arma de fogo pela Guarda Municipal carioca. O Estatuto do Desarmamento permite que cidades com mais de 500 mil habitantes podem ter guardas municipais armados, bastando ser aprovado pela Lei Orgânica da cidade.

Atualmente, a lei da cidade carioca estabelece que guardas muncipais “não façam uso de armas de fogo”, podendo somente portar armas “não letais”. As alterações podem ser propostas por prefeitos, mas ainda dependem de aprovação dos vereadores nas Câmaras municipais.

Os candidatos que defendem, em seu programa de governo, o uso da arma letal são Marcelo Crivella (Republicanos), Glória Heloiza (PSC), Luiz Lima (PSL), Clarissa Garotinho (PROS) e Martha Rocha (PDT), esta última propondo somente em “pontos de concentração de crimes”.

Outro candidato, Paulo Messina (MDB) ainda não se decidiu e afirmou que está analisando a possibilidade, segundo reportagem do Uol. Apesar de ainda não se decidir sobre o armamento letal, Messina disse que quer uma Guarda Municipal mais “participativa, treinada, engajada”.

Hoje, o estado do Rio de Janeiro já registra um recorde de letalidade policial, ou seja, mortes provocadas por policiais, com 741 vítimas nos 5 primeiros meses deste ano, que equivale a 5 mortes por dia, segundo dados divulgados pelo G1 em junho. “Nunca foram registradas tantas mortes por ação policial nos últimos 22 anos”, foi a manchete.

 

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