A crítica ao outro, como forma de escamotear nossas falhas

Do Zwela Angola

O Perigo em Procurar Defeitos nas Pessoas

Por MARCO FRAZÄO 

No mundo em que vivemos a competição é uma constante, a grande maioria das pessoas vivem em uma eterna competição, seja no trabalho, seja na escola e principalmente no lar.

Quanto mais próximos somos de alguém, maior a nossa percepção sobre o modo de ser desta pessoa e sem nos darmos conta, estamos criticando ás suas imperfeições.

Um simples comentário pode se transformar em uma fornalha de criticas e acusações.

A procura de defeitos nos outros distorce nossa percepção de várias maneiras. Em primeiro lugar, temos a impressão errada de que somos superiores às outras pessoas. Quando nos preocupamos com as imperfeições alheia, deixamos de dar atenção a nossos próprios defeitos. Desenvolvemos uma espécie de hipermetropia social, focalizando nossa visão e modo de vida nas falhas alheias.
Quando procuramos defeitos nas pessoas, arriscamos-nos a confundir a aparência com a essência. Sendo incapazes de discernir os pensamentos e intenções das pessoas que nos cercam, baseando nosso julgamento apenas no que vemos e supomos erroneamente.

Spencer W.Kimball, falecido Presidente e profeta de A Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias ( www.lds.com.pt ) declarou que julgamos erroneamente sempre que procuramos interpretar ou compreender os motivos que ” levam as pessoas ” a agir desta ou daquela maneira, através de nossos próprios valores, conceitos ou modo de ver as coisas. [ O Milagre do Perdão ( 1974), pag. 257 ].

Talvez nos consideremos melhores do que as pessoas cujas falhas são óbvias simplesmente porque muitas de nossas faltas sejam de natureza íntima e oculta. Se projetarmos nossas falhas nas outras pessoas, então é provável que nossa atitude para com elas seja um termômetro de nossas próprias fraquezas.

Outro perigo em dar demasiada atenção aos defeitos alheios é que isso impede o nosso progresso pessoal e espiritual. Deixamos de ver nossos próprios defeitos e assim perdemos um tempo valioso em busca de corrigir nossas falhas. Cresce em nós o orgulho e a presunção. Na clássica fabula de ESOPO ( A Lebre e a Tartaruga ), temos um exemplo clássico deste orgulho e presunção. Uma lebre e uma tartaruga resolveram apostar uma corrida. A Lebre partiu em disparada, deixando a Tartaruga para trás. A Lebre ficou cansada e, segura da vitória, decidiu parar e descansar um pouco. Caiu no sono, enquanto a persistente Tartaruga passou silenciosamente por ela e continuou em frente, até ganhar a corrida. O problema da Lebre não foi sua falta de capacidade para terminar a corrida. Ao contrário. Seu problema foi achar que a corrida já estava vencida e haver se julgado superior a Tartaruga.

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Se, da mesma forma que a Lebre, acharmos que já vencemos a corrida, passaremos a salientar nossa superioridade em relação às outras pessoas em vez de procurar vencer nossas próprias fraquezas.

Não devemos nos esquecer que somos humanos, passamos por dificuldades, fraquezas e fracassos na vida, mas que tudo isso pode ter por objetivo nos tornarmos mais dotados de compaixão pelas pessoas e desenvolver amor a Deus.

Keep Walking….´.


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