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Angra 3 deve entrar em operação em 2026, diz governo

Angra 3 deve entrar em operação em 2026, diz governo
 
Foto: Divulgação
 
Jornal GGN – Luiz Augusto Barroso, presidente da Empresa de Pesquisa Energética (EPE) sinalizou nesta quinta-feira (6) que o governo federal pretende colocar a usina nuclear de Angra 3 em operação no ano de 2026.
 
Barroso disse que o Plano Decenal do Setor Elétrico (PDE) 2016-2026, que determina as bases para a expansão do setor e elaborado pela EPE, deve ser divulgada nesta semana. O plano é divulgado anualmente, mas seu desenvolvimento foi interrompido durante o processo de impeachment de Dilma Rousseff. 
 
O presidente da EPE, que assumiu o cargo em julho de 2016 por indicação de Michel Temer, disse que o PDE terá a previsão de entrada em operação de Angra 3 em 2026. Ele também afirmou que, no momento, a dúvida é sobre a finalização do processo de investimento e construção da usina. 
 
“O desafio de Angra é mais o modelo de negócios do financiamento, investimento incremental, como vai fazer para trazer um investidor externo”, afirmou.

 
Em março deste ano, o secretário-executivo do Ministério de Minas e Energia, Paulo Pedrosa, previu que a usina ficaria pronta em 2023 ou 2024, afirmando também que a licitação para retomada das obras deve acontecer somente no ano que vem. 
 
De acordo com o jornal O Estado de S. Paulo, análise do ministério aponta que seriam necessários R$ 17 bilhões para concluir a usina, que está com 58% de seu projeto executado. Outros R$ 7 bilhões já foram investidos na unidade, que terá capacidade de 1.405 megawatts (MW). As obras foram paralisadas no fim de 2015, em meio à desistência das construtoras contratadas e à falta de recursos da Eletronuclear.
 
Investigações
 
A construção de Angra 3 foi alvo investigações da Polícia Federal e do Ministério Público Federal, que afirma que houveram desvios de dinheiro e corrupção na obra. No ano passado, 13 pessoas, incluindo Othon Luiz Pinheiro, ex-presidente da Eletronuclear, foram condenados por crimes relacionados à construção da usina. 
 
Em março passado, outras sete pessoas, cinco delas ex-executivos da Eletronuclear, também foram presas e denunciadas por lavagem de dinheiro. 
 

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