Biocombustíveis precisam de mais investimentos

Jornal GGN – O Brasil precisa urgentemente retomar os investimentos para viabilizar o uso de biocombustíveis. Esta foi o recado dado por Tarcilo Ricardo Rodrigues, da Agência de Fomento de Energia de Biomassa (Bioagênca) na conferência Tank Storage, realizada em São Paulo.

A expectativa de Rodrigues é que haja um aumento na colheita de cana na safra 2015/2016 da ordem de 151 milhões de toneladas. “Para transformar isso em combustíveis seriam necessárias 50 novas usinas com capacidade de processar três milhões de toneladas por safra cada uma. Sabe quantas estão previstas para serem construídas? Zero”, alertou.

Sem esses investimentos, ele teme que o etanol representará “apenas” 24% do consumo total de combustíveis em 2020. Assim, será necessário importar mais de oito milhões de gasolina ou investir para aumentar a capacidade de refino do país para atender a demanda. “O problema é que nossa capacidade de refino de gasolina é deficitária. Viveremos o caos no fornecimento de combustíveis se tudo continuar assim”, disse.

Por outro lado, o futuro dos óleos vegetais causa otimismo nas empresas do setor. Daniel Castro, da Aboissa, falou da importância de o Brasil prospectar para concorrer com os líderes mundiais. “O mundo produz hoje 200 milhões de toneladas desses granéis líquidos. Na década de 90 eram 80 milhões. Indonésia e Malásia, que detêm 93% do mercado, ainda serão os líderes em 2025 na produção de Óleo de Palma, por exemplo. Isto é importante para planejar e prospectar”, avaliou. O Óleo de Palma hoje representa 30% do mercado.

Leia também:  Sem refino, Petrobrás seguirá refém de preço internacional

Castro disse que a queda da demanda alimentícia de soja influencia o segmento, pois tende a direcionar o grão para a produção de biodiesel. Atualmente, de 49 milhões de grãos processados no Brasil, cerca de oito milhões viram óleo bruto. “É um segmento com boas perspectivas. Enquanto os preços dos óleos vegetais vêm subindo, o dos petroquímicos vêm caindo”, afirmou o executivo.
 

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3 comentários

  1. Eu já sou um pouco mais
    Eu já sou um pouco mais pretencioso.
    Acho que faltam mais investimentos em.pesquisa nuclear e em tecnologias específicas.
    Geração nuclear veio substituir o carvão na geração de eletricidade.
    Vc deve estar se perguntando o que isso tem a ver com o assunto.

    Se a geração nuclear é o substituto natural do carvão, qual será o do petróleo?
    Biocombustíveis? Por favor. ..não tem como. Pode ser uma solução local que, como o Ruy acredita, aproveitaria a escala de algum nicho econômico.
    Mas eu estou falando aqui de solução global.
    E aí está a pesquisa nuclear com seus reatores de 4th geração.
    Alguns deles possuem características que permitiriam a substituição do petróleo por produção em massa de hidrogênio.

    Mas aqui no Brasil aparentemente ninguém quer saber. E não sabem mesmo…
    Melhor deixar estas soluções globais para quem pensa no globo, não é mesmo?

  2. 3 milhões de toneladas por safra

    Para se saber exatamente o que é uma usina com capacidade de moer 3 milhões de toneladas por safra basta ter como parâmetro a Usina São João, de Araras (SP), que processa ao redor de 3,3 milhões tonekladas por safra. 50 novas usinas desse porte fariam uma enorme diferença. 

    • Sim seria ótimo.
      Lógico que
      Sim seria ótimo.
      Lógico que provocaria chuva ácida, mataria quem morasse perto. Crianças das redondezas morreriam de.problemas respiratórios E caso haja nas redondezas alguma cultura de alimentos, o que e provável, levaria câncer armazenado direto para a nossa boca. Dioxinas são assim sem gosto. Vc nem sabe…
      Mas como só PPP moram perto destas usinas…renováveis. É bem possível que saia do papel algo parecido porque câncer. …é muito difícil de relacionar.

      Boa solução para quem tem um monte de cana. Boa, só para eles!

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