Pedra cantada: a conta vai para o consumidor

Obra Magritte

Enviado por Ronaldo Bicalho

do Instituto Ilumina (*)

Pedra cantada: a conta vai para o consumidor

Há muito tempo o ILUMINA vem avisando que a conta do estrago vai vir e, como sempre, se dirigirá ao bolso do consumidor ou do contribuinte. Como no incêndio do museu, nunca se conhecerão os responsáveis.

Imaginem uma reunião dos grandes mestres da eletricidade no paraíso. James Clerk Maxwell, Alessandro Volta, André-Marie Ampère‎, Georg Simon Ohm, Thomas Edison, Nicola Tesla, Michael Faraday e Benjamin Franklin, todos sentados numa mesa com um conjunto de complexas fórmulas na sua frente:

Benjamin Franklin diz:

– Maxwell, você que é o mais matemático de todos aqui, por favor, explique para nós essa teoria brasileira sobre a eletricidade. Deve ser alguma coisa nova que nós não percebemos!

Ampere continua:

– Muito estranho, porque as equações que regem o que descobrimos são muito simples! Essas são super complicadas!

Maxwell olha longamente para o papel e, depois de dois minutos, diz:

– Isso deve ser a tal da física quântica. Nós não temos nada a ver com isso não. Chamem o Erwin Schrödinger.

Não pensem que é brincadeira! Essa fórmula está no centro dos problemas e é a semente da elevação da tarifa. Ela quis individualizar o que não pode ser individualizado no sistema brasileiro por características físicas radicalmente distintas dos sistemas origens dessa filosofia. São a base do sistema mercantil adotado desde 1995 e que, de lá para cá, conseguiu que o Brasil tenha uma das mais caras energias do planeta.

  • Daí saiu o risco hidrológico, um absurdo que você irá pagar.
  • Daí saiu a ilusão de que térmicas aliviam o uso da reserva qualquer que seja o preço.
  • Daí saiu o encargo de energia de reserva que já consumiu R$ 150 bilhões desde que foi criado.
  • Daí saiu a ilusão de que, apesar de termos os reservatórios vazios há quase 5 anos, não há risco de racionamento.
  • Daí saiu a necessidade das bandeiras tarifárias.
  • Daí saiu a destruição da Eletrobrás, que teve que compensar os altos custos do modelo, esse sim, ineficiente e ainda por cima ajudar com parcerias amiguinhas o nada pujante setor privado.
  • Daí saiu a jabuticaba de usinas que vendem energia sem gerar.
  • Daí saiu lucros exorbitantes e inexplicáveis no mercado livre e que explicam parte do encarecimento para quem não está nesse espaço.
Leia também:  A retomada de Angra 3 e o programa nuclear brasileiro em xeque

A única frase que o ILUMINA assina em baixo foi mencionada pelo ex-diretor da ANEEL Edvaldo Santana: “Quando se resolve via tarifa, o consumidor não grita porque não sabe o que está ali dentro”

Esse é o grande problema! Enquanto a imprensa se preocupa em rotular de “fake” ou “fato” as notícias, a desinformação corre solta no Brasil.

(*) Comentários sobre a reportagem do Jornal Valor: Um rombo de quase R$ 90 bilhões no setor elétrico espera quem vencer a disputa pela Presidência da República nas urnas em outubro.

OBs: Publicado originalmente no site do Instituto Ilumina

Você pode fazer o Jornal GGN ser cada vez melhor

Assine e faça parte desta caminhada para que ele se torne um veículo cada vez mais respeitado e forte.

Assine agora

Deixe uma mensagem

Por favor digite seu comentário
Por favor digite seu nome