UFRJ inaugura estacionamento com 400 painéis solares fotovoltaicos

Enviado por alfeu

Do Planeta Coppe

 
Planeta Coppe
 
Na próxima terça-feira, dia 18 de agosto, a UFRJ dará um grande passo em busca da utilização mais eficiente de recursos naturais. O campus da Cidade Universitária passará a abrigar o maior estacionamento solar do país em geração distribuída, localizado no prédio anexo do Centro de Tecnologia. O espaço, de 651,64 metros quadrados, com capacidade para 65 carros, alocará 414 painéis solares fotovoltaicos capazes de gerar 140 mil kWh por ano. Essa energia é suficiente para abastecer até 70 residências com consumo médio de 167 kWh por mês.

 
A cerimônia de lançamento será, às 16 horas, no Laboratório de Ensaios Não Destrutivos, Corrosão e Soldagem (LNDC) da Coppe/UFRJ, que fica ao lado da instalação dos painéis. Participarão do evento o reitor da UFRJ, Roberto Leher; a ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira; o governador do Rio de Janeiro, Luiz Fernando Pezão; o Secretário de Fazenda do estado do Rio de Janeiro, Julio Bueno; o presidente da Light, Paulo Roberto Ribeiro; o diretor da Coppe, Edson Watanabe; e o diretor de Relações Institucionais da Coppe, Luiz Pinguelli Rosa, entre outras autoridades.
 
O projeto, cujo valor do investimento é de R$ 1,6 milhão, faz parte do programa de energia do Fundo Verde de Desenvolvimento e Energia para a Cidade Universitária da UFRJ, iniciativa que utiliza o recurso do imposto ICMS que é cobrado na conta de luz da universidade para implantar projetos sustentáveis no campus da Cidade Universitária. Conta com apoio do programa Rio Capital da Energia, do governo do estado.
 
Segundo a professora da Coppe Suzana Kahn Ribeiro, coordenadora executiva do Fundo Verde, países tropicais têm um grande potencial para projetos desse tipo:
 
– Por conta de nosso enorme potencial hidrelétrico, tínhamos uma posição confortável em termos de energia renovável. Só que esse potencial não é mais suficiente para o atendimento da demanda de energia elétrica no Brasil. Tanto hidrelétricas quanto termoelétricas exercem forte impacto no meio ambiente e enfrentam muitas limitações, como regiões com grande biodiversidade e, ainda, necessidade de amplo sistema de transmissão para grandes centros. Assim, a energia eólica e a solar são as novas fronteiras de fontes renováveis. Com as iniciativas do Fundo Verde, pretendemos demonstrar a viabilidade e eficácia do uso da energia solar.
 
A Coppe contribuiu com a concepção técnica do projeto, realizada por pesquisadores do Programa de Engenharia Elétrica. Os painéis solares permitem a captação da energia gerada para consumo próprio, mais precisamente do prédio do laboratório da Coppe. O volume excedente é compartilhado com a rede da Light, concessionária de energia elétrica. Segundo a Resolução 482 da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), a energia gerada a mais será descontada nas faturas seguintes. Dessa forma, além de inserir na rede da Light energia limpa e renovável, a iniciativa ainda pretende reduzir o valor dos gastos na conta de luz.
 
O uso da energia solar também resulta em benefício para reduzir o aquecimento global. Com os painéis, aproximadamente 70 toneladas de dióxido de carbono (CO2) deixarão de ser emitidas por ano na atmosfera.
 
De acordo com o diretor da Coppe/UFRJ, professor Edson Watanabe, que participou da elaboração do projeto básico, este projeto faz parte do esforço praticamente mundial para a obtenção de energias mais verde e, portanto, sustentáveis. O professor acrescenta que este tipo de geração ajuda a economizar água das usinas hidrelétrica e serão fundamentais para o país continuar a estar entre aqueles que geram energia elétrica de forma menos poluente.
 
Suzana destaca que o meio ambiente não conflita com o desenvolvimento de uma região e é possível progredir por meio de ações sustentáveis e inovar ao aplicar e fazer bom uso dos impostos recolhidos para medidas objetivas, com eficácia de fácil comprovação. Para Suzana, o estacionamento solar é um dos projetos desenvolvidos pelo Fundo Verde que podem contribuir para que outras cidades comecem a discutir novas práticas de sustentabilidade.
 
– As cidades brasileiras têm grandes espaços que poderiam ser cobertos com painéis para gerar energia. Estacionamentos são um bom exemplo, pois podem gerar energia ao mesmo tempo que fornecem sombra aos veículos estacionados.

6 comentários

  1. E a cobertura dos prédios?

    Uma parte significativa dos prédios da UFRJ localizados no Campus da Ilha do Fundão poderia ser coberta por painéis solares. Acho que seria ainda mais barato que fazer estacionamento coberto, aproveitando a estrutura já existente e livre de obstáculos como árvores e os próprios prédios.

    Acho interessante se fazer isso em estacionamentos, mas na minha modesta opinião, arborização é muito mais agradável…

  2. Amigos, o governo tem que

    Amigos, o governo tem que criar incentivos fortes para que esta tecnologia, que está ao alcance do povo, possa ser utilizada imediatamente, pois cada residência, casa, pode gerar parte do seu consumo e reduzir as demandas por termelétricas e hidrelétricas.

  3. Qua! Qua! Qua !
    O lugar do Rio de Janeiro que tinha mais roubos de carro, cidade universitaria do fundao UFRJ.
    So rico, a classe media, a noite fica fechada e o estacionamento grandioso senhores que olhem esta foto nao pertecem aos negros e nem aos pobres. Nem podem, quando estes pobres coitados saem do trabalho a tarde vao estudar numa universidade particular, paga por tanto este estacionameento eh o proprio vazio dos pobres brasileiros que pagam seus impostos para esta elite brincar de Brasil!
    Facam abri aos pobres, negros e indios as universidades federais.
    Nao um estacionamento de paineis solares com dinheiro do povo para dar sombra aos carros desta classe. Ha contem os numeros de negros neste estabelecimento.
    Que se abram as portas das federais aos trabalhadores brasileiros para estudar a noite! As universidades federais de medicina e saude no minimo.
    O resto eh brincadeira de patotas.

  4. Se esses painéis caríssimos

    Se esses painéis caríssimos resistirem após 5 anos, começarão a gerar mais energia do que a necessária para produzí-los. Por outro lado, esses 1,6 milhão poderiam pagar a conta de luz de 70 residências por quase 20 anos, levando em conta o juro do capital imobilizado. Ou seja, geração foto-voltaica nesses termos é completamente inviável. O projeto vale somente como um experimento.

  5. Não me tutele!
    Não é geração distribuída porque NÃO FOI REGULAMENTADA ainda NESTE PAÍS!
    Eu estava pensando em vender isso mas o dólar subiu e é tudo 100% importado….e o dólar subiu.
    Hora de.contas? Hehehe

    Muito bonito mas quem pagou isso aí?
    Quanto foi?
    Basta isso para que eu possa enfim fazer meu JUÍZO DE VALOR!

    Porque NADA É DE GRAÇA!
    Então, não me venha dizer que é bom porque é bonito. Diga quanto custa e vamos fazer umas continhas juntos!

  6. Demagogia “ecológica”

    Quem conhece o campus da UFRJ sabe como aquilo é árido, carente de áreas verdes, de espaços para pessoas. Quer dizer  que esse carros poluidores, altamente emissores de CO2, agora vão virar “ecológicos” só porque têm painéis solares em cima?

    Eu me lembro que, quando frequentava o campus,nessa mesma COPPE e tinha de esperar entre uma aula e outra ou uma reunião com o orientador, não encontrava um lugar decente para descansar naquele calor de 40 graus, pois as poucas árvores disponíveis estavam dando sombra para… os carros!

    É triste ver a Prof. Suzana Kahn, respeitável pesquisadora e batalhadora das causas ambientais, dizer:

    – As cidades brasileiras têm grandes espaços que poderiam ser cobertos com painéis para gerar energia. Estacionamentos são um bom exemplo, pois podem gerar energia ao mesmo tempo que fornecem sombra aos veículos estacionados.

    Não, professora, o bem mais escasso nas cidades é espaço – que é disputado por moradia, atividades produtivas, lazer. Há uma enorme carência de espaço livre para as pessoas e o uso – ou antes, o desperdício – desse espaço como estacionamento gera uma perda de qualidade de vida para abrigar carros.

    Não, o que a UFRJ precisa não é de estacionamento – nem mesmo se for chamado de “ecológico” -, mas sim de transporte público decente (e não aquele sufoco que é hoje) e de áreas verdes e de convívio, como deve acontecer num campus universitário agradável e estimulante para o estudo e a pesquisa. Não é à toa que aquilo é chamado de “campus de concentração”.

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