Brasileiros são contra bloqueio de fronteiras com Venezuela

Foto: Rovena Rosa/ Agência BrasilCentro Temporário de Acolhimento – CTA São Matheus, em São Paulo, abriga imigrantes venezuelanos

Jornal GGN – Em função da crise econômica que atingiu a Venezuela em 2017, o Brasil tem abrigado cada vez mais refugiados. Na segunda-feira, 6 de agosto, as fronteiras entre Brasil e Venezuela foram fechadas pela Polícia Federal brasileira. O bloqueio em Roraima durou menos de um dia, após o Supremo Tribunal Federal liberar as vias de entradas para os venezuelanos. Questionados sobre o bloqueio do acesso imigratório, 45% dos brasileiros ouvidos pela Toluna não concordam com a decisão que dificulta a entrada dos refugiados no país.

As principais vias de acesso que liga os dois países sul americanos, estão localizadas em Roraima, estado que mais tem abrigado refugiados venezuelanos. Em coletiva na Genebra, dia 7 de agosto, o Alto Comissariado da ONU para Refugiados afirmou que o número de refugiados que chegou no Brasil nos últimos sete meses já ultrapassou os índices do ano passado. Levantamentos mostram que cerca de 500 venezuelanos chegam no Brasil todos os dias.

A Pesquisa da Toluna, realizada na terça-feira, 7 de agosto, ouviu 802 pessoas. Os dados apresentam que 45% desses brasileiros não concordam com o bloqueio da entrada de refugiados no país, outros 30% se mostram a favor do fechamento das fronteiras entre Brasil e Venezuela. Ainda, 25% não sabem se concordam.

Os dados também apontam que dois terços da população não sabe que chegam cerca de 500 venezuelanos no país todos os dias. Quando questionados sobre a permanência desses venezuelanos no país, 85% dos entrevistados desconheciam que mais da metade dos venezuelanos – cerca de 54%, segundo balanço da Polícia Federal – já saíram do Brasil nos últimos 18 meses. Desses entrevistados, 57% achavam que a saída era inferior a 30%.

O estudo também levantou a questão dos benefícios da acolhida de refugiados e imigrantes. Questionados se é bom a chegada de imigrantes no país, 17% acreditam que sim e 36% que não. Já sobre os refugiados, 14% acreditam que eles são um benefício para o Brasil, enquanto 43% acreditam que não.

Leia também:  FMI recomenda que o Brasil tenha "ambiciosa agenda de reformas" para retomar crescimento

A metodologia da Toluna, em sua plataforma de análise em tempo real, contou com pessoas das classes A, B e C, segundo critério de classificação de classes utilizado pela Abep – Associação Brasileira de Empresas de Pesquisa, onde pessoas da classe C2 tem renda média domiciliar de R$ 1.625 por mês.

 

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2 comentários

  1. Somente no Brasil um juiz de

    Somente no Brasil um juiz de primeira instancia fecha fronteiras com outro pais.

    Daqui a pouco vai surgir um juiz mandando o exercito invadir outro pais …

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