Tupã, Jaci e Guaraci também pedem reconhecimento

Sim, nós também temos deuses e deusas

Se os deuses africanos são desconhecidos, imagine os da mitologia brasileira!

Sim, nós temos deuses e deusas.

Tupã é o autor do trovão e dos relâmpagos, sendo o criador do raio, tal onipresença celeste confere a este um poder significativo na mitologia Tupinambá.

Jaci, a formosa deusa Jaci, a Lua, a Rainha da Noite que traz suavidade e encanto para a vida dos homens.

No início de todas as coisas, Tupã criou o infinito cheio de beleza e perfeição. Povoou de seres luminosos o vasto céu e as alturas celestes, onde está seu reino. Criou então, a formosa deusa Jaci, a Lua, para ser a Rainha da Noite e trazer suavidade e encanto para a vida dos homens. Mais tarde, ele mesmo sucumbe ao seu feitiço e a toma como esposa. Jaci era irmã de Iara, a deusa dos lagos serenos.

Guaraci ou Quaraci na mitologia tupi-guarani é a representação ou deidade do Sol, às vezes compreendido como aquele que dá a vida e criador de todos os seres vivos, tal qual o sol é importante nos processos biológicos. Também conhecido como Coaraci. É identificado com o deus hindu Brahma e com o egípcio Osíris.

Yorixiriamori deixava as mulheres encantadas com seu canto, o que despertou a inveja nos homens, que tentaram matá-lo. O deus fugiu sob a forma de um pássaro. É um personagem do mito “A Árvore Cantante”, dos Ianomâmis. Essa árvore desapareceu depois da fuga da divindade.

Anhangá é o deus do inferno e inimigo de Tupã. Pode se transformar em vários animais, e quando aparece para alguém é sinal de má-sorte.

Leia também:  Crimes de ódio: Uma tipificação necessária para o Brasil, por Guilherme Nucci

Ceuci é a deusa protetora das lavouras e das moradias, seu filho Jurupari, mesmo nome de um peixe brasileiro, nasceu do fruto da Cucura-purumã, árvore que simboliza o bem e o mal na mitologia Tupi-guarani.

Akuanduba é divindade dos índios araras, tocava a sua flauta para por ordem no mundo.

Wanadi é o deus dos iecuanas, ele criou três seres para gerarem o mundo. Os dois primeiros cometeram um erro, e criaram uma criatura defeituosa, que representa os males do mundo. O terceiro concluiu o ato da criação.

Yebá Bëló conhecida também como “A mulher que apareceu do nada”, é uma divindade do mito de criação dos índios dessanas. Segundo eles, os seres humanos surgiram das folhas de coca (ipadu), que ela mascava.

Coloco aqui a fonte de onde obtive as informações.

http://fatosdesconhecidos.com.br/post/mitologia-brasileira/364

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27 comentários

  1. Nomes esquecidos, como

    Nomes esquecidos, como Tibiriçá, Tibicuera, Cunhãbebe, Araribóia (esse ainda é lembrado em Niterói) e tantos outros heróis  controversos dos verdadeiros brasileiros nativos, meu  pai estudava e adorava essa cultura,meu apelido  na infância era Tibiriçá! Nossa cultura indígena é  ainda mais desprezada que a Negra, mas os caboclos estão aí! Enquanto isso todo mundo,ou quase, sabe pronunciar Washington,maspiram na batatinha na hora de dizer o simples nome de um bairro de São  Paulo M-Boi Mirin, que todos pronunciam “Eme boi mirin”,quando na verdade deveria ser Umm (U mudo, comose fosse um gemido) Boi Mirin. 

  2. Qual deus é o mais sábio?

    Qual deus é o mais sábio?  O meu ou o seu?  pergunta um cristão.

    É o meu, responde um muçulmano!

    É o meu, responde um judeu!

    E por não se aceitarem, foram à luta e estão se matando até hoje.

    Eu, na minha santa ignorância, continuo gostando de ler sobre mitologia e fiel ao meu ateísmo lhes digo: a sabedoria de seu deus é proporcional à sua tolerância em relação aos deuses de seus vizinhos.

     

    • Tão insignificantes e tão arrogantes

      Em bilhões de galáxias no Universo, com bilhões de planetas na nossa, a Via Láctea, a nossa Terra é apenas um desses planetas, é o nosso lar, e o de bilhões de pessoas e de várias religiões, as quais se dividem em centenas de denominações, que há milênios decide quem você é, o que deve pensar, o que dizer, o que fazer, a quem aplaudir e principalmente a quem odiar e mesmo matar. E mesmo assim, uma pessoa que é uma em bilhões, em um planeta que é um em bilhões, numa galáxia que é uma em bilhões dirá com absoluta certeza que a sua religião é a verdadeira e o seu deus o único. 

  3. Que tal baixar a poeira?

    Deuses? Taí algo que pode não ser mais que uma forma de imputação etnocêntrica, quando lidamos com formas de pensamento que podem não responder à “lógica dos deuses”.

    A narratividade mítica ameríndia possui uma enormidade atordoante de designações de sujeitos daquilo que nós chamaríamos sobrenatureza. Na verdade, a nossa divisão entre natureza, cultura e sobrenatureza simplesmente não funciona entre os ameríndios. As coisas são bem mais “misturadas”, mas divididas segundo uma outra economia do pensamento.

    Por isso, as análises antropológicas (por exemplo) sobre a narratividade mítica ameríndia não fala de “deuses”, mas de “heróis culturais”, essas figuras que são passíveis de ocupar lugares exemplares como sujeitos cosmogônicos, e que variam de família linguística para família linguística, de grupo para grupo, de aldeia para aldeia e muitas vezes de família para família, já que os contadores de história sempre tenderão a puxar a sardinha para os presumidos ancestrais exemplares das suas famílias.

    Entronizar num panteão exotérico uma meia dúzia de nomes tupis não vai fazer com que uma “religião ameríndia” comece a “funcionar”, embalsamada em um contexto cultural que não é o que lhe deu estofo significacional. Isso poderia não ser mais que uma forma de policarpo-quaresmismo.

    Na verdade, nesse caso aqui, o problema parece, sim, ser anterior a essa pretensão cripto-tupi, ao se contrapor a “deuses” africanos. Não tenho suficiente conhecimento sobre “religiosidade” afro-brasileira, mas suspeito que esse mercado étnico dos deuses só funciona se embalado em alguma forma de chauvinismo. É isso mesmo: fetichização da mercadoria “deus”.

    O problema da ideologia da afirmatividade é que geralmente ela pretende apenas compensar uma besteira com outra besteira, para que aqueles que se embalam em besteiras se refugiem nos guetos das suas próprias histerias.

    (E que ninguém diga que eu defendo que a espiritualidade é uma besteira! Besteira é a afirmatividade chauvinista.)

  4. Nossos deuses são muito melhores e saudáveis.

    Triste História.

    O deus dos cristãos aportou cá, há 500 anos, desbancando uma mitologia reinante tão legal.

    Esse deus judaico/cristão veio distribuindo folhetos fazendo marketing de alguns assuntos esquizofrênicos, como por exemplo: vendendo a ideia do tal “pecado capital”, o surgimento do sofrimento humano e a morte decorrentes, o  filho “salvador dos pecados”, que na verdade era esse mesmo deus que precisou inseminar a própria mãe para nascer. Foi citado no panfleto a lorota da serpente falante (que conseguiu ser mais esperta do que o próprio criador dela, mas não digam isso para esse deus, ele é explosivo, poderá enviar outro dilúvio).

    Essa mitologia estrangeira trouxe junto o ranço da misoginia peculiar ao colocar a culpa desse desastre criacionista na mulher, ela culpada por ser “originária” do sofrimento humano.

    Também é esquisita ao mostrar uma outra face desse deus, a face “boazinha”. Depois de tudo que aprontou, resolveu definitivamente nos perdoar, depois de tamanha ineficiência na produção do universo e do homem, enviando-se como filho dele para sofrer por três dias e depois assumir o posto de comandante do universo. Que moral estranha é essa? Ele sabia que ia reviver e “voltar” como todo-poderoso, assim qualquer um de nós faria a mesma coisa.

    Na Criação, seguiu um manual em que dizia na capa “Estúpido Design”. Ele não deveria estar bem naquele dia.

    Vejam só, perdoou-nos por ele ter falhado.

    Enfim, chegou, mostrou arrogância e ganhou a batalha mitológica nesse mundo nosso de cá. Piorou a sociedade, e está aí o reflexo.

    Somos agora uma cultura temente a um deus esquizofrênico e misógino, que praticou incesto inseminando uma menina virgem casada (a própria mãe), apoiou a escravidão e a chacina de indios nas Américas (para esse deus, índios não tinham alma).

    Eis o exemplo de uma mitologia rancenta e cheia de psicopatias, típica daquele povo que inventou esse deus.

    ——–

    A nossa mitologia indígena é muito mais humana e linda.

    Não criou o pecado, não colocou a culpa na mulher de nada, não precisou inventar um motivo para o sofrimento. Não tem estórias de filhas transando com o próprio pai bêbado, a familia que o próprio Deus quis salvar (imagine como eram as outras).

    A nossa mitologia não precisou pirar. Nada.

    Inclusive uma deusa ajudou o processo de criação, que maravilhoso.

    E isso fez com que os indios fossem muito mais saudáveis emocionalmente. Não havia conflitos espirituais, não havia medo, não havia misoginia na mitologia indigena, isso.até chegar o mito do deus maluco do além-mar.

    Enquanto isso, os crentelhos daquela misoginia cristã/judaica “se acham”, tal como o deus deles.

    Sim, “ganhamos a salvação”, palmas para esse deus. Só tem um probleminha, a estória ainda não acabou. Ele mesmo disse, antes de morrer, que se não o seguirmos iremos para o inferno, criado especialmente para quem não seguir o egão carente de amor. Mas não nos salvou definitivamente? Então o sofrimento foi em vão? É um deus pirado ou não é?

    Renunciem a esse deus maluco antes que seja tarde e voltemos às nossas origens: Tupã e Jaci são muito mais legais.

     

     

     

     

     

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