A acirrada vitória de Joe Biden contra Trump na Presidência dos EUA

Os olhos do Brasil e do mundo estavam nos Estados Unidos, na primeira semana de novembro de 2020, aonde voto a voto decidia-se o futuro presidente do país

Foto: Jabin Botsford/ The Washington Post e Getty Images

Jornal GGN – Os olhos do Brasil e do mundo estavam nos Estados Unidos, na primeira semana de novembro de 2020, aonde voto a voto decidia-se o futuro presidente do país. A virada histórica do democrata Joe Biden não foi simples. Contou com o negacionismo do atual presidente, Donald Trump, de todos os seus apoiadores e com pequenas porcentagens de votos, que iam sendo somadas, minuto a minuto, a favor do democrata. Relembre:

EUA: Com virada histórica em dois estados, Biden deve vencer com ampla maioria

Por Patricia Faermann

Faltando menos de 2 pontos percentuais para fechar as contas de dois dos estados-chaves para Donald Trump, o democrata Joe Biden consegue uma virada inesperada em Geórgia e na Pensilvânia, ambos locais que até a noite de ontem e manhã desta sexta (06) traziam a possibilidade de reeleição para o atual presidente dos Estados Unidos.

Se confirmado este placar, Biden não só garantirá a vitória das eleições 2020, como também uma ampla maioria dos votos necessários dos colégios eleitorais. Mas tanto na Geórgia, quanto na Pensilvânia, a diferença de placar está a menos de 0,1 ponto percentual para o democrata, o que pode ter novas surpresas até a conclusão da totalidade dos votos apurados.

Até a noite e a manhã desta sexta, Biden somava 264 votos, contra 214 de Donald Trump. O mínimo necessário para ganhar as eleições nos EUA são 270. Nesse sentido, apesar de o anúncio oficial da vitória de Joe Biden não ter sido decretado, a diferença de 1 ponto percentual que o democrata já garantia, desde ontem, no estado de Nevada, que sedia a famosa cidade de Las Vegas, já entregava o pódio para Biden.

Conforme o GGN revelou nas análises desta semana (aqui e aqui), na região, as possibilidades de uma virada de Trump eram mais escassas do que a então confiada conquista do mandatário nos estados da Geórgia e Pensilvânia, que marcavam boa diferença para o atual presidente.

Ou seja, bastava confirmar o avanço dos votos para o democrata em Nevada, que a sua vitória já estava assegurada, totalizando os exatos 270 votos, sem a necessidade de outro estado.

Não à toa, na manhã desta sexta, eleitores trumpistas rezavam e torciam em algumas dessas cidades-chaves para as eleições, aonde as contagens de votos ainda seguiam, para impedir que os últimos eleitores de Biden fossem contabilizados.

E, como já se previa que os últimos votos – os realizados por correio – somariam a favor do democrata, os menos de 3 pontos percentuais que faltavam contabilizar na Geórgia e na Pensilvânia, até ontem, dos eleitores nestes estados ao leste do país, trouxeram uma virada para Biden, que está à frente agora de Trump em ambos colégios.

Caso confirmada a vitória de Biden em Nevada, Geórgia e Pensilvânia, o democrata vencerá as eleições 2020 por 306 votos, muito acima dos 270 exigidos pelas regras eleitorais do país.

Acompanhe o voto a voto das eleições dos EUA:

 

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