Trump anuncia saída de tratado contra armas ilegais

Tratado sobre Comércio de Armas impede comércio ilícito de armamentos. Justificativa de Trump é que "burocratas estrangeiros" estariam "pisando nas liberdades" dos EUA

Foto: Isac Nóbrega/PR

Jornal GGN – O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou que pretende abandonar o Tratado sobre Comércio de Armas (TCA), que coloca um fim ao comércio ilícito de armamentos e equipamentos para finalidades não autorizadas. A justificativa usada por Trump foi que “burocratas estrangeiros” estariam “pisando nas liberdades” dos EUA.

O Tratado foi aprovado há 6 anos em Assembleia Geral das Nações Unidas (ONU) e assinado por 154 países. Os únicos Estados que não concordaram com o acordo internacional foram Coreia do Norte, Síria e Irã, em resposta a uma discordância direta aos EUA. Rússia e China também se abstiveram de posicionar na ocasião.

Aprovado pelos 154 demais países, 101 ratificaram a medida, assinando um termo de compromisso com as regras internacionais. Entre as determinações, os países devem reforçar o controle interno para impedir a venda de armas e equipamentos, como pistolas. E, também, são proibidas as exportações de munições, caso haja o conhecimento de que a finalidade é contra civis, crimes de guerra ou para o crime organizado.

Mas tudo isso será desconsiderado por Donald Trump, que decidiu abandonar o acordo junto à ONU. “Jamais deixaremos que burocratas estrangeiros pisem nas liberdades garantidas pela segunda emenda [da Constituição]”, disse. A declaração foi feita durante uma reunião com a Associação Nacional do Rifle (NRA), em Indianápolis, nordeste dos EUA, nesta sexta-feira (26).

A porta-voz da ONU, Stéphane Dujarric, criticou a declaração do presidente dos EUA, lembrando que o tratado “é o único instrumento em escala mundial que busca melhorar a transparência e a responsabilidade no comércio internacional de armas”.

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Com informações da Agência Brasil e Agência da ONU

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5 comentários

  1. Chega de hipocrisia! Os falcões do norte sempre foram os maiores fornecedores de armas do mundo. Não precisam sair de nada,o que eles querem,realmente,é que outros saiam para poder acusá-los de fornecer ilegalmente armas que justifiquem suas famosas invasões pacificadores e ajudas humanitárias.
    Os falcões do norte comportam-se como verdadeiros mimados do mundo. Apesar de seu elevado poder aquisitivo e boa qualidade de vida,ficam enciumados quando outros se aproximam.
    Eles não terão escapatória.É uma questão numérica. A China e a Índia serão as maiores potências globais pelo quantitativo e,mesmo com os falcões do norte tentando anexar outras colônias,como o Brasil,dificilmente chegarão ao número de habitantes destas duas superpotências,lembrando ainda que,ambas,ainda tem um exército de pobres muitas vezes superiores a população deles o que,na prática,significa que serão por muitos anos ainda o motor desenvolvimentista do mundo.

  2. Dear Stéphane,

    Seu país, a França, com seus associados europeus belgas, alemães, suecos, italianos, o “povo” da OCCAR, deveriam agradecer a Donald ter colocado o que vcs. fazem há décadas na hipocrisia comum aos europeus, todos no mercado de “produtos de defesa”, sempre tiveram plena consciência que este suposto “tratado” era uma comédia, um papel que nunca impediu exportações terceirizadas, de Estados através de “comerciantes não formais”.

  3. Dear Stéphane,

    Seu país, a França, com seus associados europeus belgas, alemães, suecos, italianos, o “povo” da OCCAR, deveriam agradecer a Donald ter colocado o que vcs. fazem há décadas na hipocrisia comum aos europeus, todos no mercado de “produtos de defesa”, sempre tiveram plena consciência que este suposto “tratado” era uma comédia, um papel que nunca impediu exportações terceirizadas, de Estados através de “comerciantes não formais”.

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