CFA a nova forma de colonialismo sobre a África, por Rogerio Maestri

CFA é um dos instrumentos mais perversos de dominação da África pelos franceses e pelo resto dos assaltantes da zona do Euro

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CFA a nova forma de colonialismo sobre a África

por Rogerio Maestri

Quando Luigi Di Maio, Vice-Primeiro-Ministro da Itália, citou o verdadeiro assalto que a França e seus parceiros europeus fazem na África através do CFA, que no início levava o nome de Franc des Colonies Françaises d’Afrique, mudando mais tarde para um nome politicamente mais correto Communauté Financière Africaine, mas continuando o mesmo em termos de dominação colonial, começou uma verdadeira fratura entre dois grandes da Comunidade Europeia, a França e a Itália.

O CFA é um verdadeiro palavrão que não deve ser lembrado pelos franceses, pois é um dos instrumentos mais perversos de dominação da África pelos franceses e pelo resto dos assaltantes da zona do Euro.

O CFA foi uma moeda criada em 1945, logo após a segunda-guerra mundial que tem algumas características especiais, ele é não só impresso pela França como também gerido pelo Banco Central Francês e dois bancos satélites africanos. O CFA tinha uma paridade arbitrada pela França que variava conforme as necessidades do tesouro francês, começou em 1945 com 1 CFA valendo 1,70 Francos Franceses, desvalorizado o franco em 1948 passando para 2 FF e depois caindo para 0,022FF em 1960, 0,01FF em 1994 e com a adoção do Euro valendo 1 Euro 655,957 CFA.

Para os franceses, e agora os europeus garantirem o valor do CFA 50% de todas as exportações africanas da região explorada fica com o Tesouro Francês, que para isto ele paga 0,72% a.a. e quando empresta aos africanos (do seu dinheiro) cobra taxas que variam entre 3% a 7%.

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Vários presidentes e primeiros ministros africanos que quiseram se livrar do CFA foram misteriosamente assassinados por seus inimigos “africanos”, sendo que o último que pensou em criar uma moeda africana lastreada em Ouro foi o “ditador” da Líbia Mouammar Kadhafi, e misteriosamente quem o ajudava era o político francês Strauss-Kahn que foi retirado da política pois talvez tenha tentado estuprar uma arrumadeira de um hotel em Nova York.

É importante chamar atenção que os países africanos exportam seus produtos geralmente em dólares (que desvaloriza e perde valor perante o Euro) e importam da Europa em Euros.

Os franceses estão acusando o governo italiano de extrema-direita da Lega Nord do primeiro ministro Matteo Salvini (17,4% nas eleições de 2018), porém não citam que quem falou contra o CFA foi Luigi Di Maio que é do Movimento Cinco Estrelas (32,2% nas eleições de 2018), e faz parte de um governo de composição e é taxado como um movimento populista de esquerda.

O que fica claro é que as declarações de Di Maio bateram tão forte como os coletes amarelos estão batendo em Macron, mas ainda mais forte no colonialismo francês que é levado praticamente por quase todos os partidos franceses, abrindo uma discussão que será tão forte na África do que dos coletes amarelos na França.

3 comentários

  1. Caro Nassif, isto já devia ser pauta na ONU, isto é uma vergonha. Foi preciso um aventureiro, ou melhor, uma criança na política, para dizer que o rei está nu? Oh como a França é evoluída , comem fígado de ganso inchado e bebem sangue de africano. Como é bonita Paris…à custa da mais repugnante e sórdida forma de roubalheira que nem os milicianos do Rio conseguem imaginar. Para mim, há muito isto não é novidade e penso que seria pauta até sempre, para demonstrar a hipocrisia canalha destes colarinhos brancos repugnantes.

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