Grécia quer que Alemanha pague empréstimo feito na Segunda Guerra

Jornal GGN – O primeiro-ministro da Grécia, Alexis Tsipras, vai solicitar à Alemanha que devolva um empréstimo que os gregos foram obrigados a fazer aos nazistas durante a Segunda Guerra Mundial. O valor teria sido de 476 milhões de reichsmark (moeda utilizada na Alemanha até 1948). “É um dever moral não só para nosso povo, mas também para todos os povos da Europa que lutaram contra o nazismo”, disse Tsipras, em defesa do plano.

Enviado por Gilberto Cruvinel

Grécia reivindicará da Alemanha empréstimo forçado na guerra

Do Terra

Empréstimo obrigatório de 476 milhões de reichsmark (moeda utilizada na Alemanha até 1948) nunca foi devolvido à Grécia

O primeiro-ministro da Grécia, Alexis Tsipras, anunciou neste domingo que reivindicará à Alemanha a devolução do empréstimo forçado que os gregos deram aos nazistas durante a Segunda Guerra Mundial e pedirá consertos de guerra para as vítimas da ocupação.

“É um dever moral não só para nosso povo, mas também para todos os povos da Europa que lutaram contra o nazismo”, destacou Tsipras ao apresentar seu programa de governo no parlamento.

Tsipras elogiou o trabalho que há muitos anos realizada pelo nonagenário Manolis Glezos, figura emblemática da resistência contra os nazistas e eurodeputado de seu partido, o esquerdista Syriza.

O empréstimo obrigatório de 476 milhões de reichsmark (moeda utilizada na Alemanha até 1948) nunca foi devolvido à Grécia.

Em 2012, uma comissão do parlamento alemão estimou em cerca de 7 bilhões de euros o valor atual desse empréstimo.

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Uma comissão do parlamento grego, por sua vez, chegou à conclusão de que seriam 11 bilhões de euros.

A isso se acrescentariam reivindicações pela devastação das infraestruturas da Grécia por parte dos nazistas, custos difíceis de cifrar, mas que, segundo algumas estimativas de analistas, alcançariam os 162 bilhões de euros.

Por sua vez, a Alemanha rejeitou repetidamente cumprir com esta reivindicação 70 anos depois do fim da guerra.

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20 comentários

  1. Rápido no gatilho

    Gilberto,

    Até que Alexis Tsipras foi rápido no gatilho.

    Tal reinvindicação, por sinal corretíssima, significa uns tres chutes o saco de uma Alemanha sempre muito autoritária e a derramar pressões e ameaças prá todos os lados.

    Isto serve para a sempre oriental Merkel ter em mente que ninguém esqueceu  daquele cipoal de benesses que permitiu a recuperação do país. Não fosse aquele extravagante saco de bondades, a Alemanha talvez ainda estivesse como a Grécia, se arrastando até hoje. De certo, seria um país menor.

    Se houver um pacto de cobrança, ai ai ai  

    • Caro Alfredo,
      Ainda no campo

      Caro Alfredo,

      Ainda no campo das especulações: como estaria a Alemanha hoje sem aquele “saco de bondades”? Basta olharmos o Paraguai, que nunca se recuperou, após ser a grande promessa da América do Sul no final do século XIX, ter sido devastado pela Guerra da Tríplice Aliança (com a bênção do império inglês, diga-se de passagem).

      Grande abraço!

    • Alemanha interseção Grécia é conjunto vazio

      Não existe qualquer termo de comparação entre a Alemanha e a Grécia.

      Quanto aos sacrifícios impostos ao povo grego, concordo com você; mas então que se retirem do Euro. A Grécia jamais cumpriu os acordos de controle de deficit fiscal. Nem um mísero ano!!! Se quiserem ter uma sociedade de políticos corruptos e um sistema previdenciário lunático (lembra um país que eu conheço), que retornem ao Dracma.

      A Alemanha (e também o Japão) historicamente tem todos os pecados do mundo, mas não ter trabalhado muito para se recuperar no pós guerra não foi um deles.

      Portugual, Espanha e Grécia também tiveram um saco de benesses no início do Euro, e gastaram tudo em cachaça (também lembra um país que eu conheço) !!!!

  2. Pleito razoável

    Corrijam monetariamente a dívida da guerra p/cá. Façam uma compensação. Se o que sobrar a maior for dever da Grécia, cobre tudo de uma vez. Que voltam ao Dracma e sejam felizes.

  3. Porque a Alemanha não pode e não vai aceitar pagar pela guerra

    Há duas razões objetivas, e óbvias,  pelas quais a Alemanha não vai e não pode aceitar reembolsar a Grécia pelos prejuízos impostos pelos nazistas. A primeira é que foi assinado um acordo de paz entre a Alemanha e os demais países. Esse acordo não previu que Alemanha ressarcisse os vencedores. A segunda é que, na remota hipótese de que os alemães aceitassem reparar a destruição e o empréstimo imposto aos gregos, abriria-se um precedente pelo qual todos os países atacados e submetidos pelo Tereceiro Reich se sentiriam no direito, legítimo, de reinvidicar o mesmo. A começar pelos 6 milhões de judeus mortos no Holocausto.

    A cobranaça de Tsipras vale como pressão moral e publicitária para que Merkel seja forçada a renegociar a dívida grega. O primeiro ministro grego, estamos vendo, não é bobo e não está a passeio.

    • Nas razões objetivas, você

      Nas razões objetivas, você pode estar correto. No mundo da política, contudo, não são essas que prevalecem e Tsipras cumpre o básico para um líder de um país e um povo desmotivados: arrumar um inimigo externo contra o qual lutar e por uma causa justa, que pode redimir o país das humilhações que lhe foram impostas pelo (hoje) inimigo e sua histórica arrogância, em suas diferentes formas históricas.

    • ressarcimento

      Aos que não estão informados, a Alemanha pagou e paga sim, mensalmente, uma certa quantia aos judeus sobreviventes da guerra, que tiveram suas vidas arrasadas, às vezes, por anos escondidos em porões e todas as outras atrocidades que conhecemos. O caso que conheço pessoalmente deu-se na Lituânia e as vítimas receberam a indenização do governo alemão até a morte. Não sei como isto foi acordado, mas é fato. 

    • E então……………..

      Gilberto:

      Pesquise mais e verá que Israel e milhares de judeus já são beneficiados pelas indenizações pagas pela Alemanha.

      São vários milhões de euros pagos !!!

      Inclusive porque Merkel tem origem  judia !!!!!

    • Gilberto,
      Meu comentário iria

      Gilberto,

      Meu comentário iria no mesmo sentido do que você aqui expôs. Com o pagamento de tal débito, abriria sim precedente a todos os que se sentiram, em maior ou menor grau, atingidos pelas ações da Alemanha nazista.

      Lembrou-me os Panteras Negras, nos EUA, que, entre outros temas, defendiam o pagameno de indenizações às famílias negras pelo período da escravidão.

      No caso grego, a intenção, eu diria (concordando contigo), é atacar um tema bem mais recente e que custou a dignidade de todo um país… conhecido como Troika.

       

       

    • Sr.Gilberto ,acho que já

      Sr.Gilberto ,acho que já existe um precedente.A Alemanha já indenizou  Israel ,se não me engano ,em 80 bilhões de dolares,por conta do holocausto.

    • nao ha nem nunca houve acordo

      nao ha nem nunca houve acordo algum de paz, com nenhum pais, envolvendo a Alemanha…nem com o Brasil.

  4. E então………………

    Esta eu quero ver !!!!!!!!!!!!!!!!!!!

    É evidente que não irão abrir precedente, pois se o fizerem, todos os paises invadidos pela Alemanha irão também querer !!!!

    O saque feito pela Alemanha, nos paises invadidos à época, rendeu-lhe milhões, e como hoje ela é dona da chave do cofre, nada mais junta que o pedido de indenização.

    Mas, falando em indenização, em que mãos estão todos estes bilhões de euros, que movimentam a economia mundial e que a troika manipula para deixar de joelhos suas vitimas ?

  5. Se eu fosse a Merkel mandava

    Se eu fosse a Merkel mandava imprimir 476 milhões de notinhas de um reichsmark e mandava entregar na casa do maluco!!!

  6. Como gosta o AAA, voltando ao passado………..

    A ALEMANHA NÃO TEM UMA CONSTITUIÇÃO

     

     

    De acordo com o pronunciamento feito em 8 de setembro de 1948 por aquele que é considerado o pai da Grundgesetz da Alemanha Ocidental, deputado Carlo Schmid, esta Lei Fundamental não é uma Constituição, mas sim um Estatuto de Ocupação e ademais, a Alemanha Ocidental não pode ser considerado um Estado, mas sim uma Forma de Organização de uma Modalidade do Domínio Estrangeiro.

    Não existe um Tratado de Paz com a Alemanha. Nem por parte do Brasil nem por parte de qualquer país do mundo. A explicação é simples: somente o governo do Reich alemão poderia assinar tal acordo e restabelecer as relações diplomáticas com a comunidade internacional.

    Um país ainda sob diretrizes das forças de ocupação

    Mais de 60 anos após o fim da Segunda Guerra Mundial, pode parecer que o título deste artigo seja algo um tanto quanto ultrapassado. Afinal, existem inúmeras situações que nos parecem mostrar uma relação de plena normalidade com a atual República alemã.

    Campanhas eleitorais, representantes eleitos, corpo diplomático, participação em eventos esportivos, forças armadas, reunificação alemã, departamento de proteção da Constituição… Enfim, podemos observar que existem ingredientes que deveriam fazer parte de um organismo nacional soberano. Mas a análise pormenorizada desta situação nos revela estranhos aspectos e curiosos paradigmas da atual Alemanha.

    Comecemos por uma rápida consulta no site do Ministério das Relações Exteriores do Brasil. Este nos revela que foram celebrados os tratados de paz com a Itália, em 10 de fevereiro de 1947 (decreto n° 28.369), e com o Japão, em 8 de setembro de 1951 (decreto n° 30.948). Segundo informações de uma funcionária do próprio Ministério, datada de dezembro de 2007, ela informa “que não possuímos no banco de dados da DAI (Divisão de Atos Internacionais) os respectivos decretos e nenhuma referência quanto a um Tratado de Paz com a Alemanha do pós-guerra”.

    De fato, a procura será infrutífera, pois não existe um Tratado de Paz com a Alemanha. Nem por parte do Brasil nem por parte de qualquer país do mundo. A explicação é simples: somente o governo do Reich alemão poderia assinar tal acordo e restabelecer as relações diplomáticas com a comunidade internacional, pois era um governo reconhecido por esta comunidade e escolhido legitimamente pelo povo. Outra alternativa é a atual Alemanha conquistar a legitimidade que a permita assinar tal tratado.

    Aos incrédulos, os fatos

  7. Syriza põe lenha na fogueira do nacionalismo europeu!

    Se faltava algo para botar lenha na fogueira nacionalista na Europa, agora temos. Trazer a tona guerras do passado é tudo que a extrema direita quer na Europa. Ou isso é um tiro no pé ou um teatro muito bem armado. Os neonazi e a CIA na UcrÂnia já ressucitaram o fantasma de Stalin. Já estou vendo Marine Le Pain pedindo seu pedaço para a França tomada pelos nazistas na segunda guerra. Isso vai incendiar o ódio nacionalista na Europa, inclusive na Alemanha. E o problema histórico é maior do que a Alemanha: a resistência ao nazismo na Grécia foi massacrada pelas tropas Britânicas e os Ingleses colocaram no governo grego do pós-guerra colaboradores do nazismo. Se é para passar a limpo, é bom passar a limpo primeiro com seus própios nazistas – inclusive os do presentes, o Golden Dawn partido neonazi da Grécia foi o terceiro mais votado -e depois pedir a conta para o Império Britânico. Porque o Syriza não coloca o Golden Dawn na ilegalidade, proibindo neonazismo na Grécia, ao invés de ver o mundo pelo retrovisor? Porque quer incendiar o nacionalismo europeu e botar gás na extrema direita, com quem governa em coalisão??? Cada vez mais isso me parece um cavalo de tróia….

  8. Acho q o pedido tem uma
    Acho q o pedido tem uma conotação mais política q meramente econômica, quer mostrar que a Alemanha ainda esta se valendo de uma políticas com viés nazista e que a continuidade desta política (TROIKA) levará a Europa a desfeiches paralelos.

  9. E daí se o pagamento desta

    E daí se o pagamento desta dívida abrir precedentes? Todos os países do mundo deveriam pedir indenização pelas explorações a que foram submetidos.

     

  10. + comentários

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