Cinema quarentena


Hoje aproveitei a quarentena para rever “A vingança dos 47 ronins”, 1941, de Kenji Mizoguchi.

O filme é baseado num fato real que ocorreu no Japão entre 1701 e 1703. Ofendido cruelmente por Kira, um corrupto funcionário palaciano, lorde Asano sacou a espada no Palácio do Shogun e feriu o inimigo. Em razão disso ele foi condenado a cometer seppuku.
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Após a morte do mestre, Oishi Kuranosuke faz os samurais jurarem obediência a ele. Depois comunica que o castelo do clã deve ser entregue pacificamente. Durante um longo período Oishi não faz absolutamente nada. Ele se torna um bêbado meio vagabundo desprezado até pelos amigos.

Quando a oportunidade finalmente se apresenta, Oishi toma a decisão de atacar a residência de Kira e reúne os samurais. O ataque é bem sucedido, os 47 ronins se entregam à Justiça e são condenados a fazer seppuku. Os túmulos deles são objeto de veneração no Japão.

Honra e perseverança, fidelidade e astúcia, coragem e dissimulação, pragmatismo e sucesso. A história dos 47 ronins é uma fonte inesgotável de lições para a guerra, a política e a vida cotidiana. O foco no objetivo é mais importante do que as demonstrações pueris de força.


Essa obra de arte cinematográfica se destaca pela beleza dos enquadramentos. A enfase da narrativa não é na violência e sim nos aspectos dramáticos do episodio histórico. O clímax, ou seja, o ataque dos 47 ronins à residência de Kira, é apenas narrado: uma serviçal lê a carta enviada a viúva de Asano contando o que ocorreu.

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