Quem tem medo do bicho-papão?


A democracia está em perigo. Bolsonaro vai usar as forças armadas para instaurar a ditadura. O estado de sítio será decretado. O Supremo Tribunal Federal e o Congresso serão fechados. A mula sem cabeça está escondida embaixo da sua cama.

Sejamos francos. O Congresso Nacional não é a casa do povo e sim dos banqueiros, dos ruralistas e dos canavieiros. Sub-representada, a população brasileira foi expulsa da política no exato momento em que o Impeachment de Dilma Rousseff foi aprovado.

O Supremo Tribunal Federal não é e nunca foi um guardião da Constituição Cidadã. Desde que ela foi promulgada, aquele Tribunal vinha revogando várias conquistas populares. Não por acaso a primeira coisa que o STF suprimiu do texto foi a impossibilidade constitucional dos bancos cobrarem juros acima de 12%. Os interesses dos banqueiros nunca foram realmente afrontados pelos ministros do STF. Eles aderiram ao golpe de 2016 para atender os Bancos.

As Forças Armadas merecem se colocar sob o comando de Jair Bolsonaro. E ninguém deve ficar surpreso se milhares de pessoas foram espancadas, torturadas e assassinadas pelos soldados do capital. Eles não defendem o Brasil e sim os interesses consolidados que predominam dentro do território nacional, inclusive e principalmente contra qualquer interferência da população.

Toda violência encontra uma oposição violenta. Isso não deixará de acontecer assim que a ditadura sangrenta entrar em vigor. Nesse ponto, sugiro ao respeitável público que olhe para frente observando o paradoxo Hitler.

O führer alemão dos anos 1930 era tão ou mais racista, militarista, cruel e genocida do que Jair Bolsonaro. Ele satisfez os interesses dos empresários alemãs e se tornou chefe incontestável das Forças Armadas daquele país. Hitler é pessoalmente responsável pelo extermino de milhões de pessoas na guerra e nos campos de concentração. Mas ele não teria conseguido concluir sua tarefa infernal sem a ajuda dos soldados, engenheiros, médicos, advogados e juízes alemães.

A derrota do nazismo abriu caminho para três coisas importantes: o sucesso dos movimentos de descolonização da África; a implantação de democracias na América Latina e; não menos importante, a criação dos Estados de bem-estar social na Europa.

O sucesso de Bolsonaro será o princípio do fim do Brasil como o conhecemos. Assim que a nova tirania for derrotada. E ela será derrotada com ou sem o apoio de forças militares dos países amigos, um novo Brasil poderá nascer. Privilégios militares poderão ser revogados. O Judiciário será inevitavelmente reformado e expurgado de todos os maníacos autoritários que vomitam ódio a cada decisão que malfere os princípios democráticos e as garantias políticas, trabalhistas, previdenciárias e sociais dos cidadãos brasileiros.

A derrota da nova ditadura possibilitará ao povo regular e controlar os Bancos, fazendo os banqueiros pagar a conta dos estragos causados pela guerra civil que eles começaram em 2015 ao apoiar e financiar o golpe de estado contra Dilma Rousseff. A imprensa que construiu as condições para o sucesso do bolsonarismo também não sairá ilesa do conflito.

Não menos importante, quando o novo Estado for organizado as relações entre o Brasil e os EUA serão totalmente remodeladas. Ao fim da guerra civil não esqueceremos que Bolsonaro empunhou a bandeira norte-americana para demonstrar que a ditadura dele foi um regime construído, apoiado e sustentado pela Casa Branca. Após a derrota dos jagunços do império de olhos azuis, medidas draconianas serão tomadas para garantir que nunca mais os norte-americanos possam interferir na política interna ou externa do nosso país. Os interesses deles não irão mais predominar dentro do território brasileiro.

Não tema. A ditadura de Jair Bolsonaro será uma excelente oportunidade para o povo brasileiro parar de reclamar e começar a reagir. A mula sem cabeça não está escondida embaixo da sua cama e sim nos porões dos casarões e palacetes daqueles que sempre usaram o Brasil para ter lucro. Chegou o momento deles terem prejuízos.

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