Um Chalaça na família imperial

Alcoviteiro, oportunista, intermediário de negócios escusos, financista, conselheiro, articulador de intrigas, cachaceiro, putanheiro e escritor, o Chalaça pode ser considerado o principal modelo de homem público da pós-democracia brasileira.
https://pt.wikipedia.org/wiki/Francisco_Gomes_da_Silva_(Chala%C3%A7a)

Abaixo faço a transcrição de um Twitter do mais fiel e feroz defensor do desgoverno Bolsonaro na Câmara dos Deputados:

“Se o inquérito das fake news fosse legal não haveria necessidade de julgar sua legalidade pois teria seguido o que está descrito em lei. O que o STF está fazendo é transformar um inquérito ilegal em legal.”
https://twitter.com/lpbragancabr/status/1273597177206657025

O ataque de Luiz P. O. Bragança ao STF tem uma significação histórica precisa e importante. Ele também evidencia a curiosa inversão que ocorreu na hierarquia brasileira. Na atualidade, o príncipe herdeiro do trono do Brasil (essa expressão não deixa de ser paradoxal, pois nós vivemos numa República) cumpre ao lado de Jair Bolsonaro o mesmo papel que Francisco Gomes da Silva desempenhou em relação a D. Pedro I.

Nem república, nem monarquia, nem democracia, nem ditadura absolutista, o Brasil ruma resoluto em direção ao mais completo vácuo histórico. Millôr Fernandes disse certa feita que “o Brasil tem um passado enorme pela frente”. O Twitter de Luiz P. O. Bragança prova que aquele escritor cometeu um engano.

A imagem da família imperial era maculada pela proximidade entre D. Pedro I e o Chalaça. Agora que um descendente do nosso primeiro Imperador se tornou o verdadeiro “Chalaça” do capitão malucado oriundo de uma família miserável um ciclo histórico de longa duração está se fechando.

O Brasil já não tem o passado pela frente. O futuro do país, contudo, continua incerto.

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