Morar em área que alaga pode encarecer seguro do carro em até 164%

Quem mora ou transita habitualmente por áreas de São Paulo que alagam pode ter que desembolsar até R$ 2,7 mil anuais a mais por ano no seguro do automóvel, ou 164% a mais, em comparação com o mesmo perfil para outras regiões da cidade não sujeitas a este risco. Pela Zurich Seguros, o desembolso seria R$ 4.457,43 e pelo Bradesco, R$ 1.720,88 a vista.

Esta diferença foi constatada ao simular, em ferramenta disponível no site da PROTESTE (www.proteste.org.br), o valor da apólice cotado com base no perfil do motorista para um mesmo modelo de veículo, alterando apenas o bairro de Vila Mariana, área não sujeita a enchentes, em comparação com um endereço da Zona Leste, que costuma ter alagamentos.

A cotação para definir as apólices mais indicadas é feita em tempo real, conforme o perfil do segurado. A avaliação inclui além do preço, a análise do contrato da seguradora.  O simulador indica a escolha certa para cada perfil, levando em conta a relação custo versus benefício.

A simulação do cálculo do seguro em tempo real está disponível para todos os consumidores. A cotação de seguros pode ser feita em várias seguradoras para o ramo de automóveis facilitando a pesquisa antes de contratar a apólice. O slogan da campanha é Economize em um Clique: (www.economizeem1clique.com.br).

Após preencher os dados do questionário de risco e comparar o seguro do automóvel em várias seguradoras simultaneamente, o consumidor poderá contratar a apólice pelo próprio site

Para não ter um prejuízo ainda maior por morar em área de risco, na hora de cotar o seguro é importante comparar entre as ofertas do mercado, pois a PROTESTE constatou que há diferença de mais de R$ 1,3 mil entre as seguradoras, o que representaria um desconto de até 76% no preço final do seguro, na escolha do menor preço.

O consumidor pagaria a vista R$ 1.867,77 ao contratar a Tókio Marine ou R$ 3.194,74 caso a apólice fosse pela Zurich Seguros na simulação de um seguro para o perfil de um homem, de 46 anos, casado, com 13 anos de habilitação que usa o  Gol novo 1.0 Total Flex 8V, bi-combustível, ano 2013, duas vezes na semana.

Foi considerado que o condutor resida na Rua Joaquim Manuel de Macedo (Barra Funda – CEP: 01136-010), e comparando a seguradora mais cara versus a seguradora mais barata.

O simulador apontou também diferença de 119% (mais de R$ 2 mil anuais), considerando que o condutor resida em um local que alague (CEP: 03450-000), Avenida Itaquera, Parque Maria Luiza, e um local não sujeito a enchente (CEP: 05846-130). Pela Zurich seguros, o valor anual sairia por R$ 3.761,66, enquanto pela Bradesco custaria R$ 1.720,88 na Rua Borromini, no Jardim Casablanca.  

Confira as diferenças dos preços para o mesmo perfil de segurado: http://bit.ly/1pxa3Xf
 

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3 comentários

  1. Não levando em conta

    veículos estacionados em área alagadiça ainda antes da enchente, mas apenas os veículos em movimento de passagem por áreas alagadas, o prejuízo destes por causa de enchentes deveria ser totalmente do proprietário. Afinal de contas, durante o movimento do veículo ainda fora de área alagada é possível fugir para uma área mais alta do que a área ameaçada por enchente. E é muito fácil encontrar uma área assim, basta procurar aclives.

    Pessoalmente já passei por um problema assim na esquina das ruas Tupinambás com Bahia, em BH em 1979, quando, em meia hora choveu um mês inteiro por todo o estado de Minas Gerais. Ambas as ruas citadas eram de mão única, sendo que a Tupinambás “desembocava” na Bahia. 

    Ao ver a formação de enchente a uns 50 metros à minha frente, com pedestres com água até os joelhos, não tive talvez, subi a rua Tupinambás na contra-mão para evitar ser engolido pela água. É preferivel pagar multa por ter avançado pela contra-mão do que perder o carro por causa de alagamento. Felizmente não me multaram. 

  2. Ja vi tudo isso antes,

    Ja vi tudo isso antes, gente.  O problema eh esse:  ta mais barato pra companias de seguro influenciarem prefeituras a continuar a deixar areas de risco serem ocupadas.

    Sim.  Eh so por isso mesmo.  Ta mais barato e mais lucrativo pra elas.  E prefeituras ADORAM ser compradas.

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