Novo PNAD estampa a tragédia do emprego no Brasil, por Luis Nassif

Para manter o mesmo percentual de empregados, os empregos deveriam crescer na mesma proporção.

Acabou de sair a nova Pesquisa Nacional de Amostra de Domicílio, com quadro dramático do desemprego.

Confira na primeira tabela.

No trimestre dez 2020-fev 2021 a População Economicamente Ativa (pessoas em condições de trabalho) aumentou 4,7 milhões em relação ao mesmo período do ano anterior. Ou seja, para manter o mesmo percentual de empregados, os empregos deveriam crescer na mesma proporção.

No entanto, a população ocupada caiu 7,8 milhões.

A população desocupada aumentou 10,5 milhões.

Somando desocupados e fora da força, saíram 12,6 milhões de pessoas.

O segundo quadro mostra a composição do emprego.

Os únicos setores com algum crescimento de emprego foram a Agricultura (+226 mil), Administração Pública (+374 mil).

Na outra ponta, as maiores perdas ocorreram na Indústria (-1,3 milhão), Comércio e Reparação de Veículos (-1,98 milhão), Serviço Doméstico (-1,3 milhão).

Mas continua crescendo o número de desalentados fora da força de trabalho – pessoas que desistiram de buscar emprego.

O retrato acabado do fracasso da economia brasileira está no quadro “Contribuintes e Força de Trabalho”. No trimestre jan-março de 2012, a Força de Trabalho era 54.029. Atualmente, está em 55.299. O pico foi no período out-dez de 2015, com 60.320 contribuintes.

Do mesmo modo, a Força de Trabalho era de 87,4 milhões em jan-mar de 2012. Atualmente está em 85.899

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