FOLHA: UM FENÔMENO DO REBOLADO

Neste domingo de Momo, o jornal da família Frias brindou os leitores com uma detalhada reportagem de duas páginas sobre a revolução econômica em marcha no Nordeste brasileiro, mais especificamente em Pernambuco. Um ciclo de redenção econômica e social, atesta a matéria, acontece nesse momento na região mais pobre do país puxado por uma “injeção de R$ 46 bilhões em investimentos públicos e privados previstos até 2014… (o conjunto está fazendo de ) “…Pernambuco, a nova locomotiva do Nordeste (e)… tem mudado não só a vida dos 8,7 milhões de pernambucanos, mas sobretudo permitido a volta dos retirantes que um dia caíram no mundo atrás de uma vida melhor (…)”, continua a reportagem, que aponta: “No interior, duas obras gigantes (a transposição do rio São Francisco e a construção da Ferrovia Transnordestina) ajudam a desenhar uma nova paisagem na vida do morador do agreste e do sertão…” Perfeito. Exceto por um detalhe: o diário da família Frias e o ilustre repórter Agnaldo Brito conseguiram documentar uma revolução sem perguntar a sua causa e informar a sua origem. Ao longo de densas duas páginas  não se menciona uma única vez o  governo Lula, tampouco  o PAC, o Programa de Aceleração do Crescimento –que o candidato do jornal à sucessão de Lula dizia ser uma ficção. Vê-se, agora, que era na verdade  um impulso transformador  inédito naquele pedaço do país . Por essas, e tantas outras, Otavinho e Agnaldo levam o estandarte de ouro deste entrudo. No quesito contorcionismo não tem para ninguém, eles rebolam mais que a Mangueira inteirinha.

 

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