Saber

Ótimo terem postado a carta do Saber ao Rebelo com sua visão sobre o novo Código Florestal e, mais do que isso, sobre uma visão mais ampla para o próximo governo — mudar a visão do atual governo sobre o assunto não é lá esperança que se preze.

Ajuda a ver como intelectuais brilhantes, incluindo sua experiência em determinadas lides políticas, podem errar feio.

A Ciência tem a faceta natural de separar a Natureza em compartimentos estanques. O Landau é capaz de falar de uma partícula isolada que é então descrita por um vetor de estado PSI. Ao considerar duas partículas ele fala delas suficientemente isoladas uma da outra e o vetor de estado então é dado por psi1 + psi2. Traduzindo, não existem os compartimentos estanques nem mesmo na Física a mais nua de todas as Ciências. Mas o conceito de isolado (e algo semelhante a vazio) é estritamente necessário para construir os conceitos. Se não perceber que por mais que se faça complexo o processo descrito acima nunca teremos uma realidade — e sim uma Física — não teremos condições de compreender a realidade, mesmo quando nos restringirmos a Física.

A Natureza não tem esses compartimentos estanques. Mas quando um cientista vai analisar uma realidade tende a formar compartimentos cada vez mais estanques e mete os pés pelas mãos.

O Saber tem uma belíssima visão de como deveria ser um Código Florestal… num país ideal que não existe em lugar nenhum. Descola política de ciência natural. Ou pega experiências isoladas, incluindo experimentos científicos, e toma como base para formar o todo. Pensamento bem físico. Mas é o todo, como um complexo de complexos, que deve ser visto em primeito lugar. Só depois é que podemos analisar criticamente e sintetizar.

Sua proposta Carta do Saber ao Rebelo é um dos nortes para uma política, um projeto, que tenha como base a ciência natural e uma certa visão de biodiversidade — onde não se pode incluir o Homem, a não ser ad hoc, senão quebra toda a teoria. Vai contribuir sim para o debate, mais do que em torno do Código Florestal, para o qual ele não parece habilitado, para toda uma política, todo um projeto de desenvolvimento autosustentável.

É uma proposta honesta mesmo com erros infantis. Não é o caso do Laerte Braga a falar sobre Capitalismo Chinês. Ele usou declarações de Giap (bem poderia dizer Ho Chi Min) para justificar seus ataques a China Socialista. Primeiro usou a autoridade dele ao se manifestar contrário a exploração de bauxita, ainda mais pela China. Mas não combateu o Socialismo Chinês, muito menos com declarações grosseiras do tipo Capitalismo Chinês — grosseiras por ser ele líder comunista e por atacar um país Socialista vizinho. Depois o Braga se soltou e usou e abusou de frases suas que pareciam ter vindo do Giap somente pela forma como o Braga elaborou (ou copiou) o texto. Desonestidade intelectual. Fico com o Saber.

Mas, e sempre tem um mas, hay muitos que prezam pelo intelectualismo. Se o teórico Ho falou isso vale mais que toda a prática (não há práxis então); se o Saber falou todos tem que ouvir e tentar compreender (mesmo quando impossível) para implementar…

Um tal de Joshua teria pregado que todos somos iguais. Parece que ainda está pregado… na cruz. O mundo inteiro vem lutando em formas e por formas democráticas. É até difícil saber o que é isso, Democracia… Mas uma coisa é certa, todos os desiguais somos iguais perante um Deus, mesmo que ele (ainda) seja um Borrego de Ouro…

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