Autor da página Foto Ativismo conta sua trajetória a dias de sua primeira exposição

Autor da página Foto Ativismo conta sua trajetória a dias de sua primeira exposição

por Victor Saavedra

Anarquista, rebelde, independente… esses são alguns dos adjetivos que permitem compreender o porquê de um jovem magrelo, sem muita experiência em fotografia, pegar uma câmera velha e detonada e partir para as diversas manifestações durante o movimento Passe Livre, “com o estouro das manifestações populares em todo o país, resolvi pegar uma câmera e ir às ruas fazer parte do levante. Não me contentaria apenas viver, precisava registrar”, afirma o Magrelo como é conhecido.

“Em 2014, já com uma câmera um pouco melhor, cobri os protestos contra a Copa da Fifa no Brasil e fui convidado para fazer parte de uma página intitulada Molotov. No final de 2015 participei do coletivo jornalístico Democratize, que me deu visibilidade e me jogou de cabeça no fotojornalismo”, destacou o fotógrafo.

Seu trabalho o leva a situações de risco, por exemplo quando é reconhecido por partidários de movimentos de direita, tanto por suas tatuagens como por suas fotos. Em uma delas fotografou um partidário do Mito fazendo a famosa saudação nazista Sieg Heil para um boneco inflável na paulista, registrou a atitude, mas devido ao clima de revolta instalado por sua presença, e a certeza que dos partidários do ex militar teriam sobre o tom da publicação, foi obrigado a se retirar, ante o olhar impassível de uma polícia que se omite na casa do Sapo Verde.

Leia também:  José Luís Fiori: Onda neoliberal na América Latina deverá durar pouco tempo

Em 2017 um projeto pessoal o fez abandonar tanto a Molotov como a Democratize, que nunca a página Foto Ativismo, que conta com mais de 7.5 mil likes no Facebook, sem nenhum apoio partidário ou empresarial, apenas uma vocação pela rebeldia e revolução. “Com minhas imagens tento trazer à tona uma realidade que a mídia convencional insiste em não publicar. Busquei a imprensa algumas vezes oferecendo meu trabalho, mas ou fui ignorado ou recusado. Com todas as portas fechadas e sem perspectiva de que se abram para os novos talentos sigo produzindo de forma independente e publicando em redes sociais até que alguém, assim espero, reconheça meu talento”, afirma.

Suas fotos estarão na Exposição de Fotojornalismo Independente a partir deste sábado às 15:00 horas no estúdio Galpão 155, que fica na rua da Colonização 155, Vila Madalena. Quem tiver interesse pode adquirir uma cópia das fotos, com preço sugerido de R$ 30,00, até dia 20 de outubro.

Você pode fazer o Jornal GGN ser cada vez melhor

Assine e faça parte desta caminhada para que ele se torne um veículo cada vez mais respeitado e forte.

Assine agora

Deixe uma mensagem

Por favor digite seu comentário
Por favor digite seu nome