Precisa?, por Rui Daher

Por Rui Daher

O dramaturgo, poeta e jornalista Artur de Azevedo (1855-1908), através de seus artigos, convenceu as autoridades da época a construírem o Theatro Municipal do Rio de Janeiro, finalizado em 1909. Lá foram realizados inúmeros concursos de fantasias no carnaval.

Depois de décadas de muito sucesso, passaram a declinar a partir dos anos 1950/1960.

 É costume da revista CartaCapital publicar na última página de cada edição os “Retratos Capitais”, ótimas fotos de pessoas ou fatos que andam ou andaram nas paradas de sucesso do planeta.

Na última edição de 2015, onde o título da capa alude ao ano que se vai, “Rir pra não chorar”, o retratado é um integrante da Polícia Federal, japonês, frequentador assíduo de photo-opps de prisões da operação Lava Jato.

Uma legenda sob a foto pergunta: “Algum dia a gente vai saber de que lado realmente está o onipresente ‘japonês da Federal’”?

Bem, como era de esperar, eu não sei responder à pergunta da revista. Se alguém souber, que o faça. Motivos devem haver para tanta exposição. Prefiro, de coração, que ele esteja do lado do bem.

Mas, a considerar a excelente foto de Giuliano Gomes, do Estadão Conteúdo, a primeira ideia que me chega é que ele poderia estar ao lado de Clóvis Bornay (1916-2005), Evandro de Castro Lima (1920-1985) e Wilza Carla (1935-2011), disputando um prêmio nos saudosos concursos de fantasias do Theatro Municipal do Rio de Janeiro.

Poderia se dar bem em qualquer categoria. Digamos, os óculos são “um luxo”; o armamento, de grande “originalidade” diante dos facínoras violentos e com alto poder de fogo que enfrenta.

Leia também:  TV GGN 20h: Polícia Federal e MPF avançam em nova onda de arbítrio

E aqui fica a pergunta singela do dia. Precisa? 

 

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8 comentários

  1. Não precisa

    De fato não precisava e não precisa tanta espetacularização.

    A Polícia Federal não tem uniforme regulamentar, se o tivesse, acessórios como óculos (“categoria luxo”) seriam proibidos. 

    O cinto de apetrechos deve ter “adquirido” no Paraguai, em cujas fronteiras praticou ilicitos que foram a causa de sua expulsão da PF e processo por corrupção. Voltou com uma liminar e um “salvo conduto” da chefia.

    Faz o papel de “bonzinho” e de bonzinho não tem nada.

    Ameaça os presos baixinho no pé do ouvido cada vez  que um desembarca em Curitiba “põe as mão para traz, faz de conta que está algemado pois eu não quero ter que fazer isso”, e o preso, fragilizado e amedrontado, “aparentemente” por vontade própria sai com as mãos para traz como se algemados estivessem para deleite dos cinegrafistas e fotógrafos. Eles não sabem que as algemas foram proibidas pelo STF a não ser para garantir a incolumidade física do próprio preso ou do condutor. Só o Marcelo Odebrecht se recusa a seguir a farsa do japonês mauzinho para ludibriar decisão do STF. 

  2. Apanhado, certa feita, por

    Apanhado, certa feita, por seus iguais numa situação vexatória e

    nada recomendável a um agente  policial,  o japa da PF tinha

    motivos suficientes para manter-se afastado dos holofotes da mídia.

    Com suas sobrancelhas sempre muito acima dos aros dos óculos,

    o sino-policial parece manter-se com os olhos sempre bem abertos.

    Essa é a impressão. A de querer mostrar-se sempre ao lado da lei

    ladeando aqueles que – imagina – não estejam.  Pode revelar um

    capricho. O de não ser esquecido por ter cometido idênticos mal

    feitos.  Nas fotos comporta-se como exemplar de filho pródigo.

  3. A vida imita a arte

    Alguém aí sabe postar uma foto do Dustin Hoffmann em “O Pequeno Grande Homem” vestido de cowboy, todo de preto?

    O japonês bonzinho está ridículo do mesmo jeito.

  4. E o Careca?

    O único lugar que o japa não está é junto ao seu colega Careca, que foi gentilmente dispensado pela PF e tomou doril, antes de confirmar ou não o transporte da grana para o Anastasia.

  5. fernando pessoa,,,travestido

    fernando pessoa,,,travestido de crítico da grande mídia, perguntaria:

    mentir é preciso,

    dizer a verdade, não é preciso….

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