Abaixo o cai-cai, por João Sucata

Esporte Bretão

Abaixo o cai-cai

por João Sucata

Uma partida de futebol tem ter um mínimo de qualidade, de espetáculo,  tempo de bola rolando. E se tem algo que contribui para de torná-la um deboche, uma farsa, palhaçada comum no futebol brasileiro, é o jogador que recebe um leve toque ou as vezes nem isso,  se joga para cima e começa a rolar pelo gramado como se tivesse sido atingido por uma facada.

O objetivo é impressionar o árbitro e fazer com que este puna o adversário com cartões amarelo ou vermelho, o que já é desonestidade, torpeza, uma vergonha, como gostam de falar jornalistas de TV que querem agradar o patrão.

O maior prejuízo é da ética, da qualidade, do jogo que deve ser jogado e não enrolado. Esses malandros-mixirica, bufões,  devem ser punidos. Quanto a torcida, até do time do fingido, deve vaiá-lo.

Neymar percebeu isso rapidamente quando foi para a Espanha. Era um cai-cai, como fazia no Brasil, mas  começou a levar sonoras vaias e então resolveu jogar  em pé.

Tem também aquele tipo que cai para fazer cera e isso não é difícil de perceber. Se o time adversário ameaça um ataque perigoso ele, que parecia ter levado a facada, se levanta rapidinho e sai atrás da bola. Alias, a cera se percebe facilmente também porque os jogadores do time que está ganhando caem na proporção de 15 por 1, mais ou menos, do que o adversário que está perdendo. Cera é ofensa ao público, ao jogo, a honestidade da disputa, depõe contra o futebol brasileiro,  é  preciso acabar com isso.

Por fim tem aqueles que gostam de armar barraco perto do árbitro, tentando pressioná-lo, confundi-lo, conseguir algo ilícito, uma decisão contra o time adversário. Não vacilam em tentar jogar a torcida contra ele e se fraquejam o jogo fica mais para guerra de bufões que disputa futebolística.

Enfim, tem uma porção de coisa que precisa ser feito. Mas de imediato é fácil perceber que acabar com os cai-cai, com jogadores que fazem cera, é um bom começo.

João Sucata

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